quarta-feira, 3 de setembro de 2008

gato capado


Já viram isto? Então não é que o rabeta do Teixeira mandou engavetar o homem durante cinco meses só porque aquelas vinte e sete criaturas impúberes, ou lá quantas eram, identificaram o gajo numa fotografia manhosa, uma fotografia tão reles que bem podia ser a da fronha do Abílio das fotocópias?

Cá para mim, ninguém me tira da ideia que foi o Abílio.
Se espremessem o Bibi como deve ser, haviam de chegar ao Abílio. Com aqueles olhinhos pequeninos, uns “bons-dias” que nem se ouvem, soprados por aquela boquinha que mais parece um cu de galinha. À hora de almoço nem sai lá de dentro. Senta-se numas resmas de papel, põe a marmita nos joelhos e lá come o que a mãe lhe faz de véspera. E aos fins-de-semana, o que é que o gajo faz?
Ninguém sabe.
A mim é que aquele cabrão nunca enganou. Com aquelas mãozinhas gordas, cheias de jeitinhos a ajeitar os papéis no vidro da máquina…

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