quarta-feira, 29 de outubro de 2008

talentos e destinos


Esse tal Korzeniowski de que nos falas e de que nunca ouvi falar deve ser polaco. Quando eu era mais jovem conheci uns rapazes de Katowice que à falta de saca-rolhas tinham talento para fazer saltar rolhas batendo garrafas de tinto com pancada seca em lancil do passeio. Korzeniowski era o apelido do mais talentoso desses rapazes nessa bela arte de abrir garrafas.
Acho que era isso.
Belos tempos, aqueles. Não é como agora em que apesar de ser bonito e mimoso, pareço ter nascido para ser capeado. Ao vivo e por meios electrónicos, não apenas por pombinhas que não chego a devassar carnalmente como até por outras que nem chego a conhecer pessoalmente. Para todas e de todas as formas possíveis, sou objecto de diversão. Não ser fisicamente assediado é o meu destino.
_________________________________
PS: Com o melro que agora me disse estar em aprestos para voar da Catalunha para a Nova Zelândia ajustarei contas mais tarde porque agora vou-me a lençóis. Frios como o caralho.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

escorrimentos e ardores na garganta





Estou para aqui com uma puta de uma constipação que não sei, não, meninas.
Enquanto isto durar, passar por aqui só se for para deixar um gatinho ou assim.

sábado, 11 de outubro de 2008

aforismo


Atenhamo-nos ao modo como imaginamos as coisas; não ao modo como elas são realmente.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

voltar à pesca



“Gente Independente”, de Halldór Laxness, foi onde aprendi o quase tudo do quase nada que sei da Islândia. É claro que já não é uma economia assente em criadores de ovelhas, banqueiros e animadores de cooperativas; até há poucas horas estava completamente assente em banqueiros e bancários
Mas não deixa de me espantar que um islandês, ao ser confrontado por um canal de televisão com a eminente bancarrota do seu estado, se tenha lembrado de dizer que “não, a Islândia é para aí a quinta ou sexta maior economia do mundo.”
De facto, os cerca de quatrocentos mil islandeses têm vindo a aboletar-se com o sexto maior índice de prosperidade dos países da OCDE. Tudo à custa da actividade bancária cujos activos equivaliam, vinte e quatro horas atrás, a nove vezes o PIB irlandês.

Resumindo e concluindo: aquilo tem sido uma festa de estalo e os islandeses começam agora a acordar para uma ressaca tão grande que eu não sei se lhes sobrarão forças para voltarem à pesca do bacalhau.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sónia Sanfona



Parece* que a Senhora Sónia Sanfona, ilustre deputada do Partido Socialista, entendeu perorar acerca de segurança rodoviária num debate sobre… a insegurança no país.

* Este “parece”, não é um desses imundos “parece” que por aí dão mau nome à blogosfera. A coisa aconteceu mesmo, apesar da galhofa de alguns dos representantes da nação. E também sei que isto devia ser titulado por “actualidades” mas gostei muito do nome da Senhora Deputada. Sabiam que tínhamos uma deputada chamada Sónia Sanfona? Lá está.