quinta-feira, 17 de novembro de 2016

o ovo da serpente















“…nunca devemos impedir de falar as pessoas que acreditamos estarem erradas. Ao exporem as suas ideias, temos uma excelente oportunidade para as rebater e mostrar aos outros a superioridade dos nossos argumentos. Infelizmente, é cada vez menos isso que estamos a fazer. A linha entre o confronto de ideias e o silenciamento de ideias está a ser ultrapassada vezes sem fim, criando uma pressão insustentável sobre quem pensa diferente de nós. Depois espantamo-nos que as pessoas mintam nas sondagens sobre a sua orientação de voto e acabem a colocar a cruzinha em Donald Trump quando ninguém está a ver. Numa sociedade livre, a resposta a quem diz parvoeiras não é “cala-te!”. É, isso sim, “que argumentos tens para defender tamanha parvoíce?”.”

São as últimas linhas de um texto que uma criatura parlamentar manifestamente desequilibrada pretendia desqualificar nas “redes sociais”. Deu-se o caso de um amigo das tais “redes socias” ter gostado daquilo e fui ler o texto que deu feto ao exercício da pesporrência. Sem qualquer relação de bota com perdigota e num agarrem-me senão mato-o, a criatura acabava cada frase na imponência de um “estás a ver?” dirigido ao autor de tais frases.

Em ave maria, um tal Luís Ribeiro, que estudou engenharia de minas no IST, perguntava em comentário:
“e não se pode ir ás trombas do gajo ?”









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