sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

da incompetência dos jornaleiros

Apenas para que vejam da minha desgraça no lidar com certas e determinadas coisas. Entro com o carro numa dessas casas especializadas em pneus, calibragens e alinhamentos. Já não sei por quê mas por uma dessas coisas. O rapaz desmonta a roda ou rodas – não lembro – faz o que tinha a fazer e ao montar uma roda, reparo que tinha colocado mal o tampão da dita. Não disse nada. Não disse nada por delicadeza; deve ser humilhante explicar como se faz uma coisa a alguém que passa os dias a fazê-la. Portanto, não disse nada. Por respeito. Confesso até que fiquei embaraçado, fingi que não estava a ver.
Ora, o que é que faz o caramelo quando concluiu ao fim de algum (muito) tempo que o tampão de plástico da roda não ia ao lugar? Saca de um canivete de poda para cortar o tampão de forma a encaixar o pipo. Aí eu disse: Oh caralho, sai daí, deixa-me encaixar a merda do tampão. Confesso que me passei, estava farto de complacências, pagar para que me fodessem.
Ora, é mais ou menos assim que venho agora dizer-vos, seus jornaleiros de merda, que ao insistirem em atribuir a Paulo Portas o batismo da geringonça, vossas mercês enganam-se e enganam quem vos consome. Foi agora na SIC (outra vez) mas já foi na TVI e na nossa querida RTP. Não, seus merdosos. Quem batizou a geringonça foi o Vasco Pulido Valente. O Paulo Portas apenas repetiu a coisa na casa de putas que é o parlamento. Mas o mundo não acaba nem começa nessa casa de putas. O mundo às vezes também acontece nos jornalecos para onde alguns de vocês escrevem com os pés e que aparentemente nem se dão ao trabalho de ler, seus merdosos.
Isto até não tem qualquer importância. Mas e as trafulhices que vocês, nessa vossa incomensurável e analfabeta incompetência, têm feito passar por informação acerca de Alepo? Não fosse o caso de nessa vossa analfabeta preguiça serem cúmplices ativos dos mais hediondos crimes de guerra da história contemporânea, e vossas 'celências apenas me dariam vómitos.

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