segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Embora isto se pareça mais com publicidade paga do que com jornalismo enófilo, a estratégia de dar a conhecer algumas das cerca de 300 castas autóctones acasalando-as com coisas francesas como o Pinot Noir, é capaz de ser uma boa notícia para os produtores. Má para os consumidores indígenas que ainda vão conseguindo beber de ir e vir ao céu por coisa de 3 paus. Em razoável convívio com os salários domésticos, portanto. 



Este gráfico da UTAD sugere razões que ao consumidor oferecem alguma esperança. Em nenhum outro lado há a mesma variedade de castas por metro quadrado. O problema é que o terroir correspondente a cada uma delas é demasiado curto para poder fazer face a mercados de massa. O indígena está safo. É mais ecológico assim. Estar a carregar o vinho da pátria em navios e camiões para andarem pelo mundo a carbonatar é uma coisa muito porca e contra as prioridades do governo. 

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