“Quando o Governo se lembrou de cunhar aquelas moedas enormes de dez tostões, a Casa da Moeda mandou a D. Carlos as primeiras que saíram dos moldes. O rei examinou-as demoradamente como artista que era. Gabou-lhes o cunho, a nitidez, o peso, o toque. E disse para os seus camaristas: É pena serem tão grandes.
E logo o marquês de Alvito:
- A engordar dessa maneira, onde queria V.M. que o metessem?
Raul Brandão, "Memórias", Relógio d'Água, 2018, p.304
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