quarta-feira, 4 de março de 2015


http://www.theguardian.com/books/2014/apr/14/sue-townsend-new-adrian-mole-novel

Acabei agora mesmo de saber dela, ali no café, na página de obituário de uma revisteca. 
Sue Towsend foi responsável por alguns dos momentos mais felizes da minha vida. Uma confissão destas tem qualquer coisa de patético mas é a mais pura das verdades e fui arranhado por uma tristeza que nunca senti com a morte de qualquer outro escritor.
Aquilo que me zangava nela era o facto de os “seus” diários não durarem mais que uma ou duas horas do mais genuíno prazer, ao contrário de Dostoiévski que mesmo nas novelas mais magras me dava pelo menos para uma noite.
A minha gratidão e admiração eram tão grandes, gostava tanto dela que - bem à maneira do seu personagem maior – cheguei a ter fantasias sexuais que envolviam a pobre senhora. 


(2014)

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