quarta-feira, 4 de março de 2015

http://www.youtube.com/watch?v=Bx5Sc3vWefE

Em mais uma coisita que vai fazendo o ruído dos dias foi-me dado ouvir o P. Coelho a explicar às criancinhas a solução do Deputado Louçã e que era mais ou menos isto:
“- O que o Senhor deputado propõe é que alguém a quem as instituições bancárias negam crédito se dirija a um amigo em outra ventura e lhe proponha que este vá junto das mesmas, contraia um crédito, e lhe empreste o dinheiro a ele na condição de lho pagar em dia que lhe dê mais jeito e sem juros.”
Ora isto é muito bem visto já que se trata de um equivalente bastante exato da “solução” do Dr. Louçã que além de Deputado da Nação também abicha a qualidade de Professor de Economia e Tudo.
Depois dei comigo a pensar que em lugar do oleoso sorriso oferecido em figura de altercação – todo um espelho da imbecilidade que vai sendo confundida com argucia pelos imbecis que o lá sentam – o Doutor Louçã e Tudo poderia dizer qualquer coisa como isto:
“Saiba o Senhor Primeiro Ministro que a solução que nos vai esgalhando é realmente diversa da que proponho e consiste ela no exemplo de alguém que pede a um segundo alguém o dinheiro que não tem. O segundo – que não conhece o primeiro de mais gordo – rebola júbilo à vista de acordo não regateado de uns 7% de mais-valias no capital adiantado. Quando o segundo descobre que o primeiro não tem meios para pagar o que lhe abonaram – quanto mais juros… - vai de correr ao Ministério das Finanças a reclamar ressarcimento do prejuízo sob a forma de impostos a pagar equitativamente pelos seus concidadãos (tem de ser “equitativo” por causa daquela coisa da constituição ou lá o que é).”
Mas não disse porque não podia fazê-lo e não podia fazê-lo porque além de burro e demagogo não tem arte para ser outra coisa qualquer. 
É ou não é assim? 
Hã?

(2012)

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