terça-feira, 20 de setembro de 2016

lusitânea






Na escola primária falaram-me de Viriato, da Lusitânia e dos generais romanos que o tentaram vencer.
Foi no “Estado Novo”.
Depois vieram os “democratas”. E "historiadores tipo Rosas” recriaram-se a dizer-nos que aquilo era tudo fábulas que nos contavam.
Até certa altura distraído, vi agora uns tipos a dizerem coisas tão encomiásticas acerca dos nossos antepassados que fiquei assim sem saber para onde me virar.

Facto: embora o mapa da Lusitânia que é ilustrado corresponda precisamente ao atual território português a norte do tejo e à atual estremadura espanhola e sul de Leão, tudo o que neste vídeo é narrado só tinha condições orográficas para acontecer a norte do que é hoje o território português. De tal maneira que estive o tempo todo a achar que tudo aquilo tinha sido recreado pelos montes da citânia de Briteiros.

Houve um dia de calor em que por lá calcorreei tudo. Vi as pedras, soube-lhes a idade e deixei-me em espanto.
No sopé de um desses montes comprei umas sandálias de couro.
Calcei-as na loja a meditar a certeza de que quem tinha talhado e juntado aquelas pedras não era gente qualquer. Eram os meus avós.

Não digo que morram. Digo apenas que se fodam os "Rosas" mais a sua vergonha de não estarem à altura de serem filhos de alguém.

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