sexta-feira, 23 de setembro de 2016

p. 220 (notas de leitura)

Ali onde tomo café ao fim do dia, vi o Saraiva na capa de uma revisteca. Leio a entrevista. Era mais um conjunto de invetivas com assomos de recensão a pretexto de uma entrevista. A apoiar as invetivas, o entrevistador – ou entrevistadora, não sei, já não ligo… - esgrimia o “caso” de Margarida Marante. 
(Um chouriço com pinta de analfabeto militante, atirou ao ar o veredito de que o livro era um nojo. Perguntei se o estava a ler ou se o tinha lido.)
Chego a casa e o livro abre-se – não onde o estava a ler – mas precisamente nas páginas dedicadas a Margarida Marante.

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Saraiva anuncia “confissões para ler com cuidado”. São oito páginas que retratam dois biltres que beneficiam de condescendência geral (mais cumplicidade que outra coisa qualquer…), condescendência com que ninguém o abençoa a ele, ao pobre Saraiva.

Seja como for, que ninguém nelas procure nada mais nada menos do que algumas das coisas que acerca daqueles dois germanais “assuntos” já foram ditas e escritas a várias vozes. Sem pestanejos de indignação.

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