sábado, 8 de outubro de 2016

p. 257 (notas de leitura)

De onde se dá notícia pálida de mais uma porcariazita porque me autoimpus fazê-lo e vivo na impressão de nunca levar nada até ao fim, nem sequer essa coisa de nunca levar nada até ao fim.
Rui Machete foi ministro dos assuntos sociais, da justiça, da defesa, dos negócios estrangeiros e vice-primeiro ministro. Fica-se com a impressão de que quando precisavam de um gajo lembravam-se  do Machete.
Saraiva diz dele que “[é] um senhor, bem preparado, mas sem o rasgo de um político. Mas também é verdade que não apostou todas as cartas na política, mantendo sempre o seu escritório de advogado.”

Bom, esta coisa de Machete ser “um senhor” é algo altamente improvável; ocorrem-me dezenas de adjetivos mais adequados à descrição deste canalha.  Por exemplo, aqui temos uma descrição bem mais rigorosa de tal “senhor”:

“In 1992, Ambassador Briggs reported that, "As long as Machete is there, FLAD can only be marginally useful to us." The foundation's overhead then was 60% of revenue, leaving only 40% for actual programming. Today, this figure is only somewhat better as FLAD continues to spend 46% of its budget on overhead for its luxurious art-adorned offices, bloated staff, fleet of chauffeured BMWs, and on "personnel and administrative costs" that has included at times wardrobe allowances, low-interest loans to staff, and honoraria for staffers participating in FLAD's own programs."

Pois este “senhor” (que viria a ser o ministro dos negócios estrangeiros escolhido por Passos Coelho...) deveria ser um embaraço diplomático, não por não servir da melhor maneira os interesses do governo americano, mas por não servir ninguém senão a si próprio da maneira mais obscena possível.
Nem valerá a pena acrescentar que abichou pelo BPI, CGD, BCP, BCPI, SLN, BPN, BPP, isto apenas para  mencionar o sector financeiro; se fossemos ao resto chegaríamos à suspeita de que só em nove vidas haveria espaço para tamanho currículo.
Enfim, num país com cidadãos que se dessem ao respeito, este “senhor” estaria na cadeia e seria expropriado de todas as suas pilhagens. Dá-se apenas o caso de o virem achando “preparado”.

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