domingo, 12 de fevereiro de 2017

studio 54




Exclusivamente por causa de Arthur Danto, confesso, assinei durante alguns anos o The Nation, uma “revista” americana “higbrow” (…).Tinha o curioso e desconcertante aspeto gráfico do ABC, um diário monárquico espanhol que - não sei por que carga de água - em tempos também me dava para comprar aos sábados e aos domingos.
A assinatura era cara e a chegada à minha caixa de correio aqui na aldeia era incerta. Coloquei a hipótese de reclamar, mas rapidamente ponderei responsabilidades domésticas; pelo aspeto da publicação, o SIS – na sequência de eventual denúncia dos serviços de alfândega - poderia suspeitar que o subscritor era um perigoso radical de extrema-direita (ideia que me divertiu imenso, a imaginar um badocha do SIS a tentar perceber a “linha” ideológica do The Nation). Remediei-me com a explicação mais simples da bandalheira em que os serviços dos ctt por aqui foram lançados mais ou menos por essa altura.
Isto tudo porque, tantos anos depois, reencontrei-me com The Nation através de um artigo acerca de Roy Cohn.
Até ser candidato à presidência dos Estados Unidos, nunca tinha sentido a menor curiosidade por Donald Trump. Interessei-me a partir de então. E Roy Cohn parece ter sido alguém com quem ao longo dos anos falava ao telefone entre 5 (de acordo com Trump) e 15 vezes por dia (de acordo com Cohn).

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