terça-feira, 20 de junho de 2017

ai,ai, ai…




















…que estes sacanas querem dar cabo de mim.

A primeira coisa que fiz foi cheirar. Desconfiado. Muito desconfiado.
Do cheiro a peúga velha levei com um pontapé no nariz que fiquei colado às costas da cadeira.
Entusiasmado, rasguei uma chapata e esfreguei-a no creme. E então não é que era mesmo um queijo da serra? Fui limpando a boca com golinhos de antão vaz e não é que aquilo se aguentou lá por alturas do céu? Tudo sem nuvens a lamber do pano, sem desabamentos, sem raspanços de colher que deixam crosta de quilo. Armado em esquisito, notei-lhe apenas um sal ligeiramente mal ligado (não é a mais nem a menos; menos bem ligado, apenas isso, não sei explicar de outra maneira).
Quais “philadelphia”, quais porras do género. Isto dá cabo de tudo o que há por aí, 125g por coisa de 2€, plantem teixos e carvalhos, deixem crescer o mato em volta e eu vou até aí como pastor, acabam-se os incêndios e vai dar a conta para todos.
Digo-vos canalhas porque me vão dar cabo da cintura, ou lá o que é que o mulherio vê quando eu passo porque sou todo giro e ficam todas a olhar para mim.
Dizem estes brincalhões que é preciso consumir num prazo de 7 dias depois de abrir a embalagem. Não fosse este cuidado e estaríamos para aqui todos mortos a consumir coisas fora de prazo…
Com um pouco de sorte, amanhã quando for comprar mais, já se acabou.

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