quarta-feira, 28 de março de 2018

"Não pode quedar-se este sonhador, que é ao mesmo tempo, por destino, o representante do materialismo, dos banqueiros, do negócio, da gente que exige a ordem acima de tudo para encher os cofres:- levas impetuosas empurram-no para a frente... Na paz [Napoleão] abre a boca com sono. A morte dos outros exalta-o. Para não se aborrecer massacra cinco milhões de existências, e para dispor dos instrumentos das suas paixões, todos os anos distribui pelos apaniguados a soma colossal de trinta e cinco milhões de francos."

 El-Rei Junot, Raul Brandão, Ed. Guerra e Paz, 2017, pág. 43.

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