“ […] Não que a bondade fosse o mais erógeno dos atributos mas que sem ela não sentia qualquer vontade de acasalar. Que havia uma estranha identidade do bom com o belo. Do bom enquanto antónimo do mal, não do modo como um ovo pode saber-nos bem, apressava-se a esclarecer. Que não concebia a possibilidade de excitação sexual sem a impressão de uma certa bondade conatural a uma potencial consorte. E que a verdadeira beleza não era consequência direta da perceção de um conjunto mais ou menos vago de atributos visuais, mas da luz de uma certa bondade. Que se dera conta que a madre teresa de calcutá não podia ser boa pessoa porque a achava horrivelmente feia, baça e sexualmente repugnante. Que bem podia ter sido canonizada, assim como provadas todas as suas boas ações, porque tê-las-ia praticado no inglório esconjuro de uma qualquer horrível maldade. Que…
[passagem de texto completamente indecifrável]
Que a bondade era o mais poderoso antídoto para a fealdade, que todas as mulheres se tornavam belas e sexualmente irresistíveis quando por ela tocadas. Que gostava muito de foder. Que só por isso já valia a pena ter vindo ao mundo. Que em segundo lugar vinha a beleza que às vezes via no mundo. Mas isto já a uma considerável distância do foder.”
Sem comentários:
Enviar um comentário