segunda-feira, 17 de julho de 2023
em defesa do doutor costa
Tranquilo, um destes dias o doutor costa desvalorizou o alvoroço a que o conhecimento dos negócios de um tal capitão deu azo: disse o senhor primeiro-ministro que falava com muitas pessoas e que o assunto da corrupção não era muito importante para os portugueses. Como este "não 'tou nem aí" funcionou a modos que gasolina em fogueira, lá se obrigou a rabiscar uma redação em que tenta explicar ao povo que tudo não passou de um mal-entendido.
Em seu socorro vejo-me compelido a concordar com tudo quanto afirmou: os portugueses - a esmagadora maioria dos portugueses que exercem o seu direito de voto, pelo menos - não estão realmente apoquentados com a imundice terceiro-mundista que tão frequentemente passa pelos jornais e tão excecionalmente pelas prisões. Têm até um "ditado popular" com que exprimem essa indiferença: "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte".
As pessoas que o doutor costa conhece tão bem não se incomodam com o capitão. Nem tão pouco com os impostos escandinavos que asfixiam empresas e famílias com membros "ativos" - a trabalhar. Aquilo que verdadeiramente lhes importa é o que ele possa condescender em repartir com eles: os subsidiozinhos, o aumento da pensãozinha, a ajudinha com a renda, o passe social ou o autocarrozinho da junta, coisinhas assim. Tudo o resto é fumaça e "conversa de tabacaria".
As pessoas que se incomodam são uma expressiva minoria que não conta no marketing eleitoral. Que outra razão pode haver para os nossos concidadãos entregarem uma maioria absoluta ao partido que - não estando sozinho no mercado - é seguramente aquele em que se acoita o maior número de corruptos?
Deixem-no em paz.
E sobretudo, "deixem a justiça funcionar".
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário