quarta-feira, 9 de setembro de 2026
terça-feira, 8 de setembro de 2026
dos polícias políticos
Até o ex-director nacional da PJ aparecer num canal de televisão a pretexto da localização de um banqueiro foragido na Africa do Sul, eu não fazia a menor ideia de quem fosse Luís Neves. Passei a saber quem era quando, ao lhe perguntarem num canal qualquer como se conseguira a proeza de o localizar, respondeu que através de pequenos indícios como “a cor dos cortinados do hotel” de onde o banqueiro telefonava.
Estamos a falar de um foragido sobre o qual impendia um mandato de localização e detenção da Interpol. E que, depois de comprar por uma quantia exorbitante um software que impedia a localização do seu telemóvel, deu entrada num hotel de 5 estrelas com a sua verdadeira identidade.
O senhor foi preso pela polícia sul-africana com a colaboração da secção local da Interpol.
Mas do novo jornalismo que não sabe fazer perguntas eu já tinha tomado conhecimento.
Estávamos em 2021
Até aqui dei conta de Luís Neves polícia.
Do Luís Neves político tomei conhecimento nos primeiros meses de 2025 a pretexto de algumas declarações em que desautorizava relações do aumento da imigração com o aumento da criminalidade atribuindo essa percepção a “fake news”.
Ora, dá-se o caso de ter conhecimento de um estudo muito sério – com números, analisados de trás para a frente e de frente para trás – produzido por um cavalheiro que até é de esquerda e tudo, que conclui precisamente pela estreita relação de uma coisa com outra em França. Ou seja, onde se conclui e explica que as comunidades de imigrantes apresentam índices de criminalidade superiores aos da população indígena. Curiosamente, oferecendo até um contra-exemplo dessa regra em que a comunidade imigrante apresenta índices de criminalidade inferiores aos da população nativa. Com números.
Adivinhem qual é a comunidade do contra-exemplo do sr. Emmanuel Todd.
Exactamente.
É essa em que estão a pensar.
Não se sabe se o sr. Neves político exprimiu a convicção de que as coisas por aqui não são “como na França” com base em algum estudo sério. Não sei eu e não sabem os senhores. Porque o novo jornalismo não faz perguntas.
Apenas defende narrativas. Que por acaso coincidem com a do sr. Neves político. Que por acaso ou não também coincidiam com as do governo socialista de António Costa.
Depois de declarar publicamente a sua disponibilidade para continuar na direcção da PJ, foi reconduzido por Luís Montenegro.
E, já na condição de político, voltou a convidá-lo para Ministro "do Interior". Porventura convencido que o sr. Neves oferecia alguma tranquilidade ao conhecê-lo defensor das narrativas dominantes. O que não está longe da verdade.
Pode um polícia político dar origem a uma polícia política?
Não exageremos. Creio que ainda não.
Estamos a falar de um foragido sobre o qual impendia um mandato de localização e detenção da Interpol. E que, depois de comprar por uma quantia exorbitante um software que impedia a localização do seu telemóvel, deu entrada num hotel de 5 estrelas com a sua verdadeira identidade.
O senhor foi preso pela polícia sul-africana com a colaboração da secção local da Interpol.
Mas do novo jornalismo que não sabe fazer perguntas eu já tinha tomado conhecimento.
Estávamos em 2021
Até aqui dei conta de Luís Neves polícia.
Do Luís Neves político tomei conhecimento nos primeiros meses de 2025 a pretexto de algumas declarações em que desautorizava relações do aumento da imigração com o aumento da criminalidade atribuindo essa percepção a “fake news”.
Ora, dá-se o caso de ter conhecimento de um estudo muito sério – com números, analisados de trás para a frente e de frente para trás – produzido por um cavalheiro que até é de esquerda e tudo, que conclui precisamente pela estreita relação de uma coisa com outra em França. Ou seja, onde se conclui e explica que as comunidades de imigrantes apresentam índices de criminalidade superiores aos da população indígena. Curiosamente, oferecendo até um contra-exemplo dessa regra em que a comunidade imigrante apresenta índices de criminalidade inferiores aos da população nativa. Com números.
Adivinhem qual é a comunidade do contra-exemplo do sr. Emmanuel Todd.
Exactamente.
É essa em que estão a pensar.
Não se sabe se o sr. Neves político exprimiu a convicção de que as coisas por aqui não são “como na França” com base em algum estudo sério. Não sei eu e não sabem os senhores. Porque o novo jornalismo não faz perguntas.
Apenas defende narrativas. Que por acaso coincidem com a do sr. Neves político. Que por acaso ou não também coincidiam com as do governo socialista de António Costa.
Depois de declarar publicamente a sua disponibilidade para continuar na direcção da PJ, foi reconduzido por Luís Montenegro.
E, já na condição de político, voltou a convidá-lo para Ministro "do Interior". Porventura convencido que o sr. Neves oferecia alguma tranquilidade ao conhecê-lo defensor das narrativas dominantes. O que não está longe da verdade.
Pode um polícia político dar origem a uma polícia política?
Não exageremos. Creio que ainda não.
shaghap ( Շաղափ)
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
lusarat ( Լուսառատ )
domingo, 6 de setembro de 2026
sábado, 5 de setembro de 2026
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
terça-feira, 1 de setembro de 2026
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
domingo, 30 de agosto de 2026
linhares da beira
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sábado, 29 de agosto de 2026
linhares da beira
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sexta-feira, 28 de agosto de 2026
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
o português de albufeira e o apátrida dos rolex
Quando os OCS, cuja função era a de informar, se empenham em desinformar em nome daquilo que julgam ser códigos "deontológicos" defensáveis, o resultado é o de se tornarem dispensáveis.
Vejam só o espectáculo que oferecem: um sujeito varre pedestres com um carro. E a primeira coisa em que insistem compulsivamente é em informar que se trata de um "português".
Pouco depois, um sujeito que é parte de um gangue de assaltantes é "varrido" pelo assaltado. E até hoje não parecem estar interessados na sua nacionalidade senão em fazer saber que o assaltado é "empresário do ramo imobiliário".
Como diria McLuhan, de uma estranha maneira, os senhores jornalistas acabam sendo a mensagem.
Porque a informação já não é com eles. Tem de ser vasculhada no imenso adro desta nova igreja das redes sociais.
Parabéns.
Vejam só o espectáculo que oferecem: um sujeito varre pedestres com um carro. E a primeira coisa em que insistem compulsivamente é em informar que se trata de um "português".
Pouco depois, um sujeito que é parte de um gangue de assaltantes é "varrido" pelo assaltado. E até hoje não parecem estar interessados na sua nacionalidade senão em fazer saber que o assaltado é "empresário do ramo imobiliário".
Como diria McLuhan, de uma estranha maneira, os senhores jornalistas acabam sendo a mensagem.
Porque a informação já não é com eles. Tem de ser vasculhada no imenso adro desta nova igreja das redes sociais.
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