domingo, 19 de julho de 2026

"tenho aqui um plano para os senhores assinarem"

"Tenho aqui um plano para a 'transição climática', 'baixar as temperaturas' e essas coisas, assine aqui à frente da cruzinha!"

Em breve esta criatura só vai poder viajar em território nacional se o fizer sem aviso prévio. Coisa que, de resto, não creio que esteja muito interessada em fazer.

O que se está a passar de norte a sul, com a ameaça de exploração de lítio no Sistema Agro-Silvo-Pastoril do Barroso, classificado pela FAO como como Património Agrícola Mundial, e com as "quintas" solares é algo que, a ir avante, tudo leva a crer, trará graves consequências ambientais.

No que diz respeito às "quintas" solares, macaqueou-se uma "consulta pública" cheia de arabescos formais para os directamente afectados cujo propósito não é mais do que o de os excluir dela. E antecipar justificações para aquilo que não passa da prepotência com que se está a fazer a gestão do território. Em total desprezo pela necessidade de pareceres ambientais favoráveis - a que a própria UE obriga -, em desrespeito pela vontade do poder autárquico e das pessoas afectadas pelas decisões desta senhora e do governo de que faz parte.

Igualmente exemplar é a indiferença dos OCS em relação a estas políticas e ao que se passa no território.



chloé antoniotti



 


olius



 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

três dias, é?

Um escândalo.
Uma coisa a fazer lembrar o "novo aeroporto".

Os pais estão em depressão e os jovens estudantes com as suas carreiras universitárias gravemente comprometidas.

As televisões reúnem comentadores franzindo a gravidade do momento em que se encontra o ensino.

O senhor presidente da república dá a saber da sua "profunda preocupação" com os atrasos na correção e classificação digital dos exames nacionais.

"O Chefe de Estado" garantiu estar a acompanhar de perto a situação e alertou que "nem os alunos nem as familias podem sair prejudicados".

O Tozé não dorme.
O país não dorme.

Os professores do "movimento Missão Escola Pública" (sic) garantem partir esta merda toda se os resultados não sairem amanhã antes de fecharem as redacções.

Se a coisa passar para segunda, a casa vem abaixo.

A Nação respeita prazos!





gigliola cinquetti


 

olius



 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

dos oráculos do dr. pacheco

Se bem compreendi, o dr. pacheco pereira entende que se as mulheres forem proibidas de ocultar o rosto vão deixar de frequentar escolas.

Não há mesmo uma alma que ache o raciocínio completamente absurdo?

E não há mesmo ninguém capaz de concluir que as tais mulheres com ou sem rosto velado, só poderão levar a sua "escolaridade" até à última página do Alcorão?

É aceitável abdicarmos de costumes e regras sociais para, em nome da tolerância, aceitarmos costumes que consideramos medievais?

Tentar justificar esses costumes sobe o pretexto de que aceitá-los é a melhor maneira de defender as vítimas é dar uma sova que deixa a lógica em estado de coma.

Porque não, sob a mesma linha de argumentação, seguir para a aceitação da excisão feminina, do matrimónio de menores e outras maravilhas do género em nome da tolerância e da liberdade das mulheres?

A benevolência com que se escutam algumas pitonisas indígenas a defenderem as maiores barbaridades é coisa que continua a deixar-me perplexo.

Finalmente, seria saudável que pessoas normais rejeitassem a discussão inflamada destes assuntos com gente instalada na lama do maniqueísmo - do "direita" ou "esquerda"-, em vez de o fazerem no chão sólido dos argumentos.
Esses nunca são bons ou maus apenas porque são de um lado ou outro, mas por si mesmos.

O agitar as bandeirinhas do "esquerda" e "direita" como argumento em defesa de uma causa é o grau zero da política.

feu! chatterton


 

nallihan


 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

descarbonizações

"O suicídio económico da Europa tem um nome: transição climática"

João Marques de Almeida, Observador, 8/07/2026
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Exactamente.

Eu dava-lhe o que parece ser outro nome: "descarbonização".
Mas é a mesma trafulhice.
Com ar "científico".
"Transição climática" parece ser mais sério, dá a impressão de que podemos controlar fenómenos meteorológicos como as alterações climáticas.
Sem mudar rigorosamente nada no modo como vivemos, bastando trocar coisas como automóveis com motor de combustão por automóveis a pilhas.
Ou centrais a carvão por "quintas" de painéis solares.

Um festim para a economia chinesa.

rosemary standley l dom la nena


 

bosanski petrovac