Por entre uma floresta de carros que avançam aos sopapos, o
miúdo acena para o outro lado da estrada num sorriso que é beijo.
Atravessa e vai ao encontro da avó(?) pequenina que lhe
pergunta:
“-Como é que sabias que era eu que estava aqui?”
“-Porque vi os teus olhos!”, disse o cachopo.
A mulherzinha bailava felicidade como daquela vez em que,
com cinco anos, recebeu uns sapatos de verniz.
Sem ilusões porque sei o quanto podem ser monstros, mas…
como é que um miúdo com coisa de dez anos sabe ser tão mais encantador que a
maioria dos adultos?
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(faltam-me as notas às páginas dedicadas ao trampolineiro. E
ao epílogo. Não estão esquecidas.)
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