Hoje decidi assinar um jornal.
É caro.
Uma informação livre é um bem caro e cada vez mais raro.
Ainda me lembro do tempo em que o rigor e a isenção eram a normalidade de quem fazia jornalismo. Também me lembro quando os sabujos foram atacados do despudor de reclamar, acima da objetividade e isenção, o princípio do protagonismo das suas narrativas pessoais, precisamente a pretexto de que a isenção era coisa quimérica. Claro que é. Essa gentalha toda que faz comício do seu dever de informar está agora toda a comer a ração que o partido lhe oferece roubando-a dos impostos cobrados ao indígena. Sou eu que devo acomodar as minhas expetativas a essa central de intoxicação? Não são eles, completamente desacreditados quem terá mais dia, menos dia, de enfrentar a mais insustentável insolvência?
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