terça-feira, 14 de julho de 2020

helicóptero da sic


Eu que ainda por lá estive durante alguns anos - os da infância e da primeira adolescência, os que nos deixam as memórias mais vivas -, eu que vi coisas e vivi cerimónias e inaugurações  verdadeiramente patéticas, eu que na tenrura dos meus anos me perguntava como é que aquela gente do estado novo se dava àquelas figuras sem assomos de embaraço, juro que nunca me passou pela cabeça a possibilidade de vir a testemunhar tamanha chungaria.
As floreirazinhas com umas verduras que precisam pouca água a fazerem de palanque, os baldes de plástico colorido, o púlpito em acrílico, o pálio a arremedar o senhor pároco, as palmeirinhas a emprestar solenidade a tudo aquilo, é toda uma estética a do estado novíssimo.
(daqui)   

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