“A 18 desse mês, telefonei de novo para os serviços da Rua Alexandre Herculano. Alguém me informou de que o processo dera entrada ‘lá em baixo’, mas que demoraria algum tempo a chegar de novo ao sexto andar. Quatro dias depois, volto. Queriam saber se a minha casa precisava de uma potência de mais de 20 quilowatts. Sento-me numa cadeira, rodeada de processos. Numa pilha à minha frente, vejo um papelinho: ‘Filho do Lopes’. Teria o meu processo sido arredado pelo deste privilegiado? Agora era tarde demais para enveredar pela via das cunhas”
Maria Filomena Mónica, Visitas ao Poder, Quetzal, 2020, p. 162
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