“…[A]s esquerdas precisam de renovar periodicamente o seu “anti-fascismo” porque têm pouco mais para apresentar aos portugueses. Nos últimos 25 anos, o PS esteve 19 no governo. Nessas duas décadas e meia, a economia portuguesa esteve sempre a piorar em comparação com as outras da UE. A pobreza aumentou em termos europeus. A dívida subiu para níveis impossíveis de pagar. Os serviços públicos degradaram-se. Os casos de corrupção multiplicaram-se. E nos últimos cinco anos, o PCP e o Bloco foram cúmplices do PS. Nada melhor para fazer os portugueses esquecer a realidade do que inventar “fascistas.” A renovação periódica do “perigo fascista” permite às esquerdas falarem como se não tivessem qualquer responsabilidade pelo que se passou nos últimos 25 anos em Portugal.”
João Marques de Almeida, Observador, 23 dez 2020
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