“Quem, como eu, viva na permanente surpresa de verificar que somos uma espécie gregária, tenderá a manter-se atento a todos os indícios susceptíveis de provar que se trata, no conjunto, de uma característica que nos é favorável. Olhamos em redor à procura das iniciativas em que participamos colectiva e inconscientemente, das coisas que construímos como as vespas constroem o ninho, sem nos apercebermos individualmente daquilo que estamos a fazer. Nos nossos dias, tal exercício é quase deprimente. A actividade colectiva de construção que consome a maior parte da nossas energia e nos liga uns aos outros é, evidentemente a linguagem, mas a linguagem é uma estrutura tão esmagadora e de crescimento tão lento que nenhum de nós consegue ter a sensação de participar pessoalmente no trabalho.”
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