“Cada vez mais parece transparecer, de forma preocupante, que o dom da linguagem é a única feição humana que nos marca a todos geneticamente, distinguindo-nos de todas as restantes formas de vida. A linguagem é, como para outros seres, a construção de um ninho ou de uma colmeia, a actividade universal e biologicamente específica dos seres humanos. Participamos dela colectivamente, compulsiva e automaticamente. Não podemos ser humanos sem ela; isolada dela, a nossa mente morre, tão inevitavelmente como a abelha que se perde do enxame.”
Lewis Thomas, As vidas das células – Apontamentos de um observador dos factos biológicos, Relógio d’água, 1993, pág. 105
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