“Entretanto, Salazar enfrentou brevemente a insubordinação do desobediente cônsul em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, que, a seu tempo, se tornaria o diplomata mais famosos da história de Portugal; um cônsul que tinha estado a determinação do Ministério de que a emissão de vistos para certas categorias de pessoas tinha de ser objeto de prévia autorização de Lisboa. Bordéus tinha-se tornado abruptamente um lugar diplomaticamente em evidência à medida que progredia a ocupação de França pela Alemanha nazi. Muitos milhares de pessoas tentavam fugir depois do que parecia, a alguns, uma catastrófica morte da civilização ocidental. Foi neste contexto de desespero que a figura picaresca de Aristides de Sousa Mendes foi atirada momentaneamente para a ribalta. Segundo a lenda construída a seu respeito, desafiou o regime autoritário e emitiu incansavelmente os vistos que tornaram possível a milhares de pessoas, incluindo muitos judeus, escapar às garras nazis. Além disso, teria pagado um alto preço pela sua coragem. Objeto de um inquérito por parte dos seus superiores políticos, foi-lhe coartada a carreira diplomática, ficando com pouco dinheiro para sobreviver e acabando por morrer, quebrado na sua saúde e no seu ânimo, em 1954.
Na realidade, esta coda
história de Portugal no tempo da guerra é bastante mais complicada. Sousa
Mendes aparece-nos como um inadaptado simpático que não estaria deslocado num
romance de Graham Green ou John Le Carré que explorasse os conflitos pessoais
de funcionários apanhados nas condições agitadas da Europa do século XX. Sousa
Mendes era um católico devoto cujos hábitos amorosos mais de uma vez
interferiram com a sua carreira. Tinha por costume violar as regras e teve de
abandonar o seu posto no Brasil em 1918 depois de engravidar uma jovem do
pessoal consular. 17 O seu comportamento nessa ocasião redundou numa suspensão
de dois anos que durou até 1921. Em 1923, colocado em São Francisco, tinha-se
incompatibilizado gravemente com a comunidade luso-americana local e foi
obrigado a deixar os Estados Unidos depois de Washington lhe ter retirado o
reconhecimento oficial. 18
Entre 1911, quando
ingressou no serviço consular, e 1940 recebeu oito repreensões e foi sujeito a
cinco processos disciplinares. 19 Como funcionário num Estado
europeu mais liberal que o Estado Novo português é bastante provável que
tivesse tido dificuldade em evitar a expulsão pelo seu comportamento
caprichoso. Mas pode ter tido a sua mais longa colocação diplomática – em
Antuérpia, onde prestou serviço de 1929 a 198 – em atenção ao facto de que
tinha uma família grande, e aquele era um lugar onde gerar um rendimento
suplementar era fácil devido à quantidade de emolumentos que poderia cobrar
pelo elevado tráfego marítimo português. 20
Após a eclosão da Segunda
Guerra Mundial, países de toda a espécie, neutrais e não neutrais, tinham
introduzido medidas para evitar que
certas categorias de refugiados entrassem nas suas jurisdições, às quais
se esperava que Sousa Mendes aderisse. A Circular 14, enviada a todos os
consulados portugueses em Novembro de 1939, estabelecia que os cônsules
precisavam de autorização de Lisboa para
solicitantes que não pudessem regressar livremente aos seus países de origem ou
não tivessem visíveis meios de subsistência. A passagem relevante declarava que
tinha de ser essa a abordagem ‘no caso de ‘estrangeiros de nacionalidade
indefinida ou contestada, os apátridas, os cidadãos russos, os detentores de
Passaporte Nansen ou os judeus expulso de outros países… Os cônsules, contudo, terão todo o cuidado em
não entravar a chegada a Lisboa de passageiros que se dirijam a outros
países’”. 21
Mas Portugal nunca fechou
as suas fronteiras aos refugiados – ao contrário de outros estados neutrais –
depois de setembro de 1939. O escritor Neill Lochery argumentou que foi mais a
economia que a ideologia o que levou as autoridades a apertar as medidas. 22
Portugal era um país de parcos recursos. O seu regime não fazia distinções
entre judeus e não judeus, mas antes entre judeus imigrantes que chegavam e
tinham e tinham meios para seguir viagem e aqueles que os não tinham. Avraham
Milgram é apenas um de vários historiadores que asseveram que o antissemitismo
nunca ‘conseguiu sequer pôr o pé em Portugal’. 23 Adolfo Benarus,
Presidente Honorário da Comunidade Judaica de Lisboa, afirmou em 1937 que
‘felizmente, em Portugal, o antissemitismo moderno não existe’. 24
Em 1938, Salazar enviou um telegrama para a Embaixada Portuguesa em Berlim
ordenando que deveria ser tornado claro ao Reich alemão que a lei portuguesa
não permitia qualquer distinção baseada na raça e que, por conseguinte, os
cidadãos judeus portugueses não podiam
ser vítimas de discriminação. 25 A historiadora Irene Flunser
Pimentel sugeriu que ‘numa compilação de textos de propaganda, intitulada, Como
se levanta um estado (1937), Salazar, sem chegar a designá-las pelo nome, criticou as leis de
Nuremberga que tinham sido recentemente
promulgadas na Alemanha. Considerava ‘lamentável’ que o nacionalismo alemão
fosse ‘prejudicado’ por esses aspetos raciais tão vincados que significavam ‘de
um ponto de viata jurídico, que havia uma distinção entre cidadão e súbdito –
dando lugar a perigosas consequências’”. 26
Portugal não era o único
país a mostrar preocupação quanto ao acolhimento de pessoas que podiam ser um
sorvedoiro dos seus recursos ou uma fonte de agitação e desassossego. Sousa
Mendes meteu-se em sarilhos por causa da sua abordagem quixotesca num posto
sensível. Muito antes da crise de maio de 1949, tinha estado a emitir vistos a
pessoas cujo direito a entrar ou não era da responsabilidade do Ministério dos
Estrangeiros. Os números aumentaram em junho de 1940, mas ficaram muito aquém
dos milhares de vistos que os seus posteriores admiradores afirmam que ele
passou. 27 A prova de que os seus esforços se tivessem especialmente
dirigidos a judeus em fuga é também especulativa. Cidadãos britânicos,
portugueses e americanos, muitas vezes gente de posses, figuram
proeminentemente entre os recetores de vistos.
Sousa Mendes era também
errático nos seus hábitos de trabalho. Isso levou a que em 20 de junho de 1940
fosse enviado ao governo português um aide-mémoire
da Embaixada britânica em Lisboa. Queixava-se de que o Cônsul de Bordéus não
estava a honrar o compromisso assumido por Salazar de permitir aos britânicos
em fuga os papéis de trânsito que lhes dariam entrada em Portugal. Alegava-se
que se estavam mesmo a cobrar a alguns deles taxas exorbitantes e se lhes
requeria um donativo para uma obra de caridade. 28 Na sua defesa, o
Cônsul qualificou esta acusação sobre donativos de ‘absurda’.29 No ponto álgido de junho de 1940,
Salazar teria sido avesso a provocar um dos principais beligerantes , e uma
fonte alega que foi reclamação britânica que levou Lisboa a iniciar o processo
contra o cônsul. 30
Uma figura que achou que
a sua eficiência deixava muito a desejar foi o escritor de origem húngara
Eugene Bagger (um cristão convertido ao judaísmo). A sua experiência às mãos de
Sousa Mendes distava da imagem posterior do seu papel na altura. Numas memórias
publicadas em 1941, declarou que tinha esperado dois dias numa bicha. Foi
quando Sousa Mendes apareceu de repente a uma janela do andar de cima e lhe
disse: ‘Mas, meu querido Senhor Bagger, que surpresa deliciosa! Vou recebê-lo
daqui a três minutos.’ O escritor relata depois: ‘A janela fechou-se… às sete
da tarde desisti.’31 Prossegue com a descrição das circunstâncias
invulgares em que acabou a sua espera: ‘Entrei num café à procura de um criado.
Ali mesmo, sentado a uma mesa, estava o cônsul português a tomar um aperitivo
com um amigo. Chamou-me. ‘Meu querido Senhor Bagger. Lamento a história de
ontem. – o calor – as multidões – a sobrecarga de trabalho’. ‘Porque não dar-me
o visto aqui mesmo’’, perguntei. ‘Mas com certeza, meu querido amigo, com
certeza.’ Puxou de uma caneta, escrevinhou uma coisa qualquer nos nossos
passaportes. ‘ Aqui está. Só precisa agora de voltar ao Consulado e
carimbá-los.’ Eu não disse nada. Não havia nada a dizer.’32
Pode dizer-se que emitir
um visto ainda não era salvar uma vida, como acontecia em 1944 e 1945, quando a
existência do holocausto era crescentemente conhecida e vários cônsules
portugueses se esforçaram por salvar judeus e outras pessoas. Postumamente,
Sousa Mendes tornou-se um santo laico, talvez o mais notável português da
Segunda Guerra Mundial depois do próprio Salazar. Muito do seu estatuto deriva
das alegadas privações que enfrentou na sua tentativa de alivia a desgraça de
gente que fugia da guerra. Mas o seu castigo foi relativamente suave. Em 30 de
Setembro de 1940 foi suspenso pelo Ministério dos Estrangeiros durante um ano
com meio ordenado devido a não ter exercido apropriadamente as suas obrigações.
Não se trata propriamente de um caso de perseguição. A sua amante francesa,
Andrée Cibial, tinha dado à luz um filho dele umas semanas antes desta
sentença. Escritores simpatizantes descrevem-na como uma personalidade instável
que lhe fazia cenas em público e conseguiu afastar Sousa Mendes da maior parte
dos membros da sua extensa família (que por altura de 1940 consistia em onze
filhos, já crescidos na sua maior parte, de uma prole original de catorze).33
A sua desordenada vida privada, e como pode ter afetado o seu trabalho,
nunca foi posta em questão por Salazar (seu chefe e supostamente muito
puritano).
Semelhantemente, as
autoridades foram notavelmente laxistas quando se descobriu que Sousa Mendes
tinha falsificado um passaporte para Paul Miny, desertor do Exército francês
(que não era judeu), antes de terem cessado as hostilidades em 1940. Era um
crime pelo qual incorria numa pena de dois anos de prisão e expulsão da função
pública. 34 Mas o Ministério
d3eixou o assunto ficar em águas de bacalhau, alegando que era um caso de
polícia. A PVDE chegou a acusar o cônsul de falsificação de passaporte. No fim
de contas, um Ministério que estava diretamente sob as ordens de Salazar (que
vários admiradores de Sousa Mendes caracterizam como supremamente vingativo)
não tomou quaisquer providências. 35
Sousa Mendes nunca foi
realmente expulso do corpo diplomático. No entanto, uma Fundação que é
instrumental em manter viva a sua memória sustenta que foi ‘despido da sua
posição diplomática e proibido de ganhar a sua vida’36 Parece ter sido o seu estado de saúde que o
impediu de regressar às tarefas diplomáticas, e ele figurou na lista do pessoal
diplomático até à sua morte. Isto faz sentido, pois recebeu o seu salário por
inteiro até ao fim da vida. Um dos seus biógrafos mais simpáticos, Rui Afonso,
reconheceu que ele continuou sempre a receber o ordenado que era três vezes o
de um professor. 37 Os seus
últimos anos foram de amargura e frustração, mas é pouco apropriado sustentar,
como a Fundação Sousa Mendes faz, que ‘aquilo que fora em tempos uma família
ilustre e respeitada – uma das grandes famílias de Portugal – foi esmagada e
destruída’. 38
Em 1995, quando as
antigas nações beligerantes da Segunda Guerra Mundial estavam a assinalar o
cinquentenário do fim das hostilidades, Portugal organizou uma semana de
acontecimentos para comemorar o papel de Sousa Mendes em 1940. A maioria dos
judeus que atravessaram a fronteira franco espanhola no princípio do verão de
1940 para finalmente chegarem a Portugal fizeram-no sem dúvida devido à sua
intervenção em favor deles.39 Mas é igualmente justo defender que
foi o determinado líder português quem empregou os poderes do Estado para
salvar um número muito maior de judeus e outros refugiados. No início da
guerra, permitiu a 200 judeus de Gibraltar, juntamente com mais de3 de dois mil
refugiados gibraltinos, instalar-se na Ilha da Madeira. Em junho de 1940 também
deu o seu acordo a que o escritório europeu da HIAS-HICEM, a principal
organização de socorro judia, se transferisse de Paris para Lisboa. Embora
fosse inicialmente olhada com suspeita pelas autoridades portuguesas, houve uma
crescente cooperação por parte delas para aliviar a sorte dos refugiados e
permitir-lhes receber um tratamento humano até surgir a oportunidade de se
instalarem noutro sítio.40
Também pouco apreciado
tem sido o papel de um futuro Ministro da Educação no resgate, mais tarde, de
judeus americanos. Francisco de Paula Leite Pinto era ao tempo Diretor-Geral
dos Caminhos de Ferro da Beira Alta, que operava os serviços ferroviários entre
a costa portuguesa e a fronteira espanhola. Organizou vários comboios que
trouxeram refugiados de Berlim e de outras cidades para os pôr a salvo em
Portugal. Salazar tinha sido persuadido a dar instruções aos cônsules em
territórios sob ocupação nazi para que validassem todos os passaportes detidos
por judeus, mesmo sabendo-se que os documentos estavam longe de estar em regra.41
O homem que parece ter exercido
uma influência decisiva na abordagem dos refugiados judeus era ele também
judeu, Moisés Bensabat Amzalak. Era apoiante do regime de Salazar e foi longe
na sua carreira académica graças aos seus conhecimentos de economia e
marketing. Diz-se que foi ele a convencer Salazar a não recusar a entrada aos
judeus com vistos dados por Sousa Mendes (em violação das regras
estabelecidas), tornando a vida tolerável para os judeus que procuravam refúgio
em Portugal, e também a obter o seu apoio à missão de resgate de leite Pinto.42
Há, porém, um facto
embaraçoso a respeito de Amzalak que foi publicitado mais do que uma vez
durante os tempos da comemoração de Sousa Mendes. Em 1935, o Embaixador alemão
em Lisboa recomendou aos seus superiores que fosse outorgada a Amzalak a
medalha de excelência da Cruz Vermelha Alemã. António Louçã escreveu um livro
hostil a Amzalak com base neste gesto e no facto de que o jornal diário de que
ele era coproprietário, O Século, ter
alegadamente tido a certa altura ligações germanófilas.
Quando esse livro
apareceu em 2007, Esther Mucznik, destacada líder daa comunidade judia de
Lisboa, saiu em defesa de Amzalak. Argumentou que a natureza profundamente
terrível do regime nazi não era ainda aparente em 1935. 43 Já antes,
o bem conhecido José Freire Antunes tinha asseverado que sem Amzalak teria sido
impossível que 150 mil refugiados tivessem chegado a Portugal durante a época
nazi. 44 Um dos mais célebres, o escritor austríaco Stefan Zweig,
esteve hospedado na casa de Amzalak antes de partir para o Brasil, onde, em
1942, se suicidou em desespero pelo destino da civilização europeia. 45
Graças a Amzalak, a Sousa Mendes e a outros, Lisboa tornou-se a capital
daqueles que estavam sem Pátria.
Assim, procurar
desacreditar alguém apoiado em associações passageiras num dos momentos mais
turbulentos da história europeia moderna é em larga medida um exercício fútil.
Para o fim da sua vida, Sousa Mendes esteve ligado a opositores de Salazar, mas
durante muito mais tempo tinha simpatizado com a ditadura estabelecida em 1926
e, antes disso, com a monarquia. Mas parece ridículo lançar dúvidas sobre as
suas ações de 1940 por causa de anteriores comportamentos políticos. 46
Também é de salientar o
papel do embaixador Theotónio Pereira em 1943, que segundo Carlton Hayes,
embaixador americano em Madrid, foi crucial no salvamento de cerca de 16 mil
refugiados, a maioria militares ou em idade militar, que atravessaram os Pirenéus
a pé, famintos e sem roupa, com o intuito de se juntarem às forças aliadas no
Norte de África.
Muito mais gente poderia
ter sido resgatada e salva se Salazar tivesse disposto de mais tempo para se
concentrar no perigo em que estavam os judeus da Europa. Mas, pode
argumentar-se, não foi mais negligente do que Churchill o Roosevelt que, em
público, minimizaram as mortíferas tentativas de liquidar milhões de judeus
quando a verdadeira dimensão da sua sorte se tornou conhecida dos lideres
Aliados por volta de 1942-43. Não há provas de que qualquer deles tenha
manifestado uma profunda emoção sobre a destruição de grande parte da judiaria
europeia. Mas Salazar manifestou-a, chorando em frente de Amzalak quando foi
forçado a comunicar-lhe, já avançada a guerra, o provável destino de 4.403
judeus da Holanda, mutos deles com apelidos portugueses. 47 Berlim
rejeitou o seu apelo para que fossem considerados de origem portuguesa a fim de
evitarem os campos de concentração e serem transportados, em vez disso, para
Portugal. 48 É injusto ignorar o que Portugal fez de bom sob Salazar, que sai
bem da comparação com a postura de outros países neutrais europeus. Alguns
deles, situados mais perto do cenário da carnificina nazi, só acabaram por ser
mais enérgicos do que Portugal quando a guerra se aproximava do fim e o destino
dos judeus perseguidos pelos nazis e pelos seus colaboradores se tornou difícil
de ignorar.
Na Hungria de 1944,
entregue nas mãos do movimento ultra-fascista da Cruz Flechada pelos ocupantes
nazis, Carlos de Liz Teixeira Branquinho, o chargé d'affaires em Budapeste,
desempenhou um papel crucial na salvação dos campos da morte de cerca de mil
pessoas. 49 O seu caso é diferente do de Sousa Mendes num certo número de
aspetos. Ele quis deliberadamente salvar judeus, o holocausto já se tinha
iniciado e estava no seu ponto máximo, e Teixeira Branquinho tinha todo o apoio
de Lisboa; estava a arriscar a vida numa cidade controlada pelos fascistas
locais. Tem sido em grande parte ignorado, porém, devido ao fato de que estava
a coordenar as suas ações com Salazar (e destacar o seu caso enfraquece o
argumento central na lenda de Sousa Mendes, de que este estava a desafiar um
superior tirânico). Pode dizer-se que tanto Salazar como Sousa Mendes
manifestaram uma ética de responsabilidade em relação à situação dos
refugiados, muitos deles judeus, durante um período terrível da história
europeia. Não foram os únicos nessa matéria e a atenção desproporcionada dada a
Sousa Mendes sugere que a história do tempo d guerra está em risco de ser usada
no Portugal contemporâneo como arma política."
17 Carlos Fernandes, O Cônsul Aristides de Sousa Mendes: a
verdade e a mentira, Lisboa: Edição de Grupo de Amigos do Autor p. 40.
18 Lina Alves Madeira,
"Nacionalismo e Americanismo numa contenda jornalística - Aristides de
Sousa Mendes e a comunidade portuguesa de S. Francisco", Estudos do Século XX (Univiersity of
Coimbra), Vol. 7, nº8, 2007, p. 2001 (acedido a 24 de julho de 2019)
19 Fernandes, O cônsul, p. 27.
20 Ver Fernandes, O Cônsul,
p. 46; Rui Afonso, Um homem bom: o
Wallenberg português, Lisboa, Editorial Caminho, 1995, p. 196.
21 Avraham Migram, Portugal, Salazar e os Judeus, Lisboa,
Gradiva, 2010, p. 84.
22 Lochery, Lisbon, pp. 42-3
23 Milgram, Portugal, Salazar e os Judeus, p. 13.
24 Adolfo Benarus, O anti-semitismo, Lisboa, SNT, 1937,
p.31.
25 Dez anos de política
externa, vol. 1, Lisboa, Imprensa Nacional, 1961, p137.
26 Irene Flunser
Pimentel, Judeus em Portugal durante a II
Guerra Mundial, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2006, p. 41
27 Milgram, Portugal, Salazar e os Judeus, pp.149-51.
28 Milgram, Portugal, Salazar e os Judeus, p. 102; Lochery,
Lisbon: War, p.47.
29 José
Alain Fralon, A Good Man in Evil Times:
The Story of Aristides Sousa Mendes, Londres, Penguin, 2001, pp. 110-11.
30 Milgram, Portugal, Salazar e os Judeus, p. 102.
31 Eugene
Bagger, The Heathen are Wrong,
Londres, Eyre and Spottiswood, 1941, p. 144.
32 Eugene
Bagger, The Heathen, p. 144.
33 Afonso, Um homem bom, pp. 27-8, 301-2.
34 Ver carta da PVDE para
o Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, datada de
18 de julho de 1940, Arquivo Histórico e Diplomático do Ministério do Estrangeiros,
contida no Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes, http: //mvasm.sapo.pt
(acedido em 10 de outubro de 2019.
35 Ver José
Alain Fralon, A Good Man.
36
http://sousamendesfoundation.org/aristides-de-sousa-mendes-his-lifeand-legacy/
(acedido em 24 de julho de 2019)
37 Ver José Alain Fralon.
38
http://sousamendesfoundation.org/aristides-de-sousa-mendes-his-lifeand-legacy/
(acedido em 24 de julho de 2019)
39 Avraham
Milgram, "Portugal, the Consuls, and the Jewish Refugees, 1938-1941",
Shoah Research Center, The International School for Holocaust Studies, p. 22.
40 Avraham Milgram,
"Portugal, the Consuls", pp. 22-3
41 Pinto, Salazar visto,
pp. 201-3.
42 José Freire Antunes, Judeus em Portugal: o testemunho de 50
homens e mulheres, Lisboa, Edeline Multimedia, 2002, p. 41.
43
http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/opiniao-de-esthermucznik
44 Antunes, Judeus, p. 39.
45 Ibid., p. 42.
46 Afonso, Um homem bom, p. 145.
47 Irene Flunser Pimentel
e Claudia Ninhos, Salazar, Portugal e o Holocausto, Lisboa, Temas e Debates,
2013, p.656.
48 Milgram, Portugal,
Salazar e os Judeus, p. 318.
______________________________________
Tom Gallagher, Salazar - O ditador que se recusa a morrer, ed.
Dom Quixote, 2021, pp. 171-180
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