sexta-feira, 22 de julho de 2022

fui buscar o passaporte e venho de lá com uma agenda personalizada pela dona palmira

Pelo amor de deus, ponham os olhos nisto:


























A coisa já não ia muito bem desde o tempo em que melhorou significativamente pela mão do Henrique Cayatte. Mas ficar na suspeita de que passou a ser desenhada por um contínuo a quem saiu um escantilhão num pacote de detergente é para ficar muito melancólico...
























Eu já nem vou ao ponto de sugerir que repensem a cor cortina-de-lupanar tão de vosso gosto. Mas e os douradinhos? Acham mesmo que é com eles que nos resignamos a pagar 65 paus de cinco em cinco anos? 

E porque é que insistem na piroseira ornamental inventada pela canalha da 1ª república? É necessário encontrar um génio para fazer uma coisa mais assim? 


























Herdámos de D. João II uma das heráldicas mais elegantes de todo o continente europeu. Infelizmente, como a maioria das armas nacionais, é demasiado complexa para que possa ser reproduzida num passaporte sem que tamanho e cor não fiquem reduzidos a um borrão. Por outro lado, precisamente porque D. João II cuidou que fossem belas, distintivas e profundamente originais, é possível reduzi-las a um dos seus elementos sem que pelo caminho se perca a sua força identitária. 












































Como é que a partir de tão nobre matéria prima chegam a esta porcaria que nos faz chorar os 65 paus? Não há escolas de design ou belas artes? Já não há designers gráficos em Portugal? Pediram ao porteiro para fazer o boneco? Que merda vem a ser esta?

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