Dizia isto com um ar profundamente agastado, impotente. E lembro-me de me ter sentido incomodado com um comentário destes numa pessoa que eu admirava. Depois compreendi-o. Há uma extraordinária coincidência da mediocridade e da maldade com a percepção da fealdade. O feio nos humanos não tem nada que ver com o tamanho de um nariz ou de uma nádega. Tem todo a ver com o modo como estas coisas se insinuam sob a pele de algumas pessoas. E lhes sobem à boca, aos olhos, ao cabelo, de tal modo que não há cabeleireiro ou alfaiate que as salvem de ser irremediavelmente feias.
Sem comentários:
Enviar um comentário