Hoje de manhã ouvi uma das filhas do antigo regime - deputada do PS, a descendência do antigo regime gosta muito do PS, vá lá saber-se porquê... - a vociferar impropérios em relação a Lucília Gago a pretexto de "erros grosseiros" - o tal parágrafo. A senhora deputada não se indignava com o facto de o seu chefe haver aproveitado "o" parágrafo para fazer cair o governo - a consequência havia sido reiterada pela criatura de Belém, não pode dizer o doutor costa que não estava à espera de uma coisa dessas. A senhora deputada prefere culpar a doutora Lucília Gago. Ela e - coisa mais misteriosa - a meia dúzia de pessoas que em Portugal fazem o clima de opinião. Uma coisa sórdida em que alguns desses tartufos, não faz muito tempo, se lamentavam publicamente por haverem defendido tão vigorosamente a honra do senhor engenheiro na qualidade de vitima de uma justiça iníqua e sem escrúpulos.
Não que a esta gentalha lhes importe a justiça. Custa-lhes que um governo de "esquerda" com maioria tenha sido atirado pela janela fora pelo doutor costa, mas não o querem culpar. Afinal de contas, "um homem de esquerda que foi para a Europa". A modos que o nosso homem em Havana.
Mas no fundo, lá bem no fundo, precisam culpar alguém pelos resultados das legislativas, uma coisa indigesta pelo aparente fim da mexicanização do regime. E o resultado das europeias não é coisa que os console por tal ocaso.
É justo que nesta hora nos lembremos do legado de Joana Marques Vidal, uma senhora séria que sucedeu a patifes que se portavam como servos dos filhos do antigo regime em nome da justiça. Patifes que nunca mereceram dos tartufos o enxovalho a que vêm sujeitando a senhora que lhe sucedeu.

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