sexta-feira, 23 de agosto de 2024

à atenção dos sr. jornalistas

O que é mais importante discutir em "horário nobre": a maneira correcta de pronunciar o nome da Srª. Kamala (sim, não estou a inventar...) ou, por exemplo, promover uma discussão pública acerca da recorrente notícia de que o estado português tenciona torrar 5,5 mil milhões de euros* em 27 aviões  (F35 A) da Lockheed Martin que são considerados um dos maiores "flopes" da aviação militar?  
E - partindo do muito questionável princípio de que os conflitos modernos ainda privilegiam soluções convencionais** -, quando o sr. general Cartaxo Alves afirma que é imperioso que sejam "invisíveis" para não perdermos "soberania aérea" (!) quais terão sido os critérios técnicos que foram favorecidos para abdicarmos do Eurofighter que foi privilegiado pelos nossos vizinhos, em prejuízo dessa "invisibilidade" e em favor da indústria militar europeia, dos nossos verdadeiros aliados?
O senhor general informou alguém sobre os custos operacionais - sem paralelo na história da aviação militar - associados a esta aeronave?
Diz o sr. general: “- Quando Dinamarca, Bélgica, Países Baixos e Noruega começarem a voar operacionalmente o F-35, deixamos de ser chamados para a linha da frente”. Mas o senhor general acha que o indígena não tem mais nada que fazer ao dinheiro senão imitar os países mais ricos? E de que raio de "linha da frente" é que precisamos de "ser chamados" ?

Uma nota final: todos os sujeitos directa ou indirectamente envolvidos neste contrato (que me parece já decidido em bastidores...) deveriam ter as suas vidas materiais escrutinadas até ao tutano de modo a ficarmos a saber pelo menos quem é o "patrão". O senhor Luís Dias, deputado do PS e "coordenador para a Defesa Nacional" incluído.
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  Como exercício de comparação, os 2 Canadair com aquisição recentemente contratualizada pelo estado português implicam um investimento  de cerca de 100 milhões de euros que serão comparticipados por fundos europeus. 

** Por exemplo, blindados, caças, porta-aviões... Com base no estudo de conflitos relativamente recentes, como o que opôs a Arménia ao Azerbaijão ou o que agora opõe a Ucrânia à F. Russa (só por cinismo se pode designar por "guerra" as operações de terraplanagem agora efectuadas por Israel a pretexto de combater um grupo terrorista e, por consequência, não são exemplo ) quais os meios que HOJE melhor potenciam uma vitória militar?
Há ou não a possibilidade de Portugal vir a ter uma indústria orientada para a conceção e fabrico de novas ferramentas de defesa?
Só estas questões dariam assunto para vários programas de verdadeira informação.


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