Na realidade, terá sido a única dissensão ao unanimismo em torno do sr. engenheiro lá pela distrital em que ambos fizeram ninho. Quando, com 24 anos de idade - e já presidente de um “Conselho Nacional da Juventude” -, se lhe opôs com uma moção. Atentem no nome das moções em causa: a do sr. engenheiro chamava-se “Renovar o PS e preparar o futuro” (dele, evidentemente). A de António José Seguro chamava-se “Um novo comportamento para um partido de todos”.
Escreveu João Miguel Tavares a pretexto deste episódio:
“António José Seguro chegou a levantar a hipótese de avançar com uma lista própria aos órgãos federativos. Mas não tinha os votos. Por isso, aceitou o compromisso e comprou a «unidade». As duas moções estratégicas foram aprovadas por larga maioria, depois de Seguro ter retirado da sua moção a parte em que afirmava que a Federação de Castelo Branco era «um clube de amigos».”*
Em meu juízo, nada poderia ser mais erodente do que esta verdade aparentemente inócua: foi nela que se firmou o inicio de uma “bela inimizade”**
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*- João Miguel Tavares, “José Sócrates – Ascensão – 1957-2005”, Dom Quixote, 2025, pág. 196
**- Op. cit., p. 196
*- João Miguel Tavares, “José Sócrates – Ascensão – 1957-2005”, Dom Quixote, 2025, pág. 196
**- Op. cit., p. 196

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