sexta-feira, 1 de maio de 2009





Fui-me ao céu a buscar-lhe uma nuvem e ele dá-me isto.
Fui-me ao mar a buscar-lhe instante e ele dá-me postais ilustrados.







Sei-o em lugares de vigoroso esplendor, mas a ânsia de vir aqui deixá-lo, deixa-me sem tempo de lhe chegar mais perto.
Pelo caminho farejei terra, pinho em fumo de chaminé, cera em soalho de aldeia. Mas como fazer prenda desses perfumes?


Trapalhadas de um pateta que lhe quer bem e na pressa de aqui vir deixar presentes coleccionou borrões sem jeito.



1 comentário:

indiavelha disse...

Sabe como gosto das não coisas.

Digam-me que não há nuvens e eu invento-as no seu melhor.

Falem-me em instantes e transformo-me em relógio sem ponteiros.

Reconheço o esplendor pelas vontades que o imbuem.

Sei de cor todos os fados cantadores de pinheiros,

lareiras e chãos de aldeia.

Gosto de patetas apressados e dos seus rastos de borrões.

Acima de tudo gosto de gostar.