domingo, 26 de abril de 2009

isto devia ter sido ontem



Agora já não vale a pena estar para aqui com espertezas, chamar a atenção para algumas coisas bem achadas na filosofia analítica da história, do Arthur Danto, em particular naquela parte em que o gajo elabora acerca do futuro, do passado e das contingências, quanto mais não fosse para que pombinhas e demais rabetas não continuassem a alimentar a ideia absurda de que nos anos sessenta só se fizeram calças à boca-de-sino e o caralho.
Oh, sim, eu cuido-me no direito dessa coisa de “chamar a atenção”.
Fora de tempo simbólico, fico-me por uma citaçãozinha da revista Sábado.
“…
Depois de até a família Espírito Santo lhe recusar uma linha de crédito, pediu ajuda a Salazar.
O então ministro das finanças recebeu em casa Alfredo da Silva e o genro. Sentaram-se os três à volta de um fogão a petróleo no meio da sala de estar, cada um com uma manta de lã sobre as pernas. “O País está doente e eu sou como o médico, tenho de o curar”, comparou Salazar. O industrial, muito mais velho e impulsivo, interrompeu-o logo: “Médico, não. Veterinário que trata o doente sem perguntar o que ele sente.” Salazar respeitava Alfredo da silva e arranjou forma de a Caixa lhe emprestar 81 mil contos.”


A anedota do veterinário não me era estranha. A citação justifica-se porque lhe foi esgalhado um magnífico cenário para o qual também
chamo a atenção.

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