terça-feira, 27 de setembro de 2016

p. 132 (notas de leitura)

“Jardim Gonçalves tem relações inesperadas. Mário Soares, por exemplo, era sua visita, chegando a pedir-lhe conselho sobre a aplicação de dinheiros. Quando Jardim Gonçalves me contou isto, Mário Soares estava na fase final da vida e fazia violentíssimos ataques ao Governo de Passos Coelho. Tinha virado completamente à esquerda pelo que estranhei a cumplicidade com o banqueiro. … E compreendi porquê. … [Também para Jardim Gonçalves, o Governo não mostrava] respeito pelos tais ‘centros de decisões nacionais’ que o banqueiro tanto defendia”

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Fico aqui a pensar se o Jardim terá aconselhado o pai da pátria a investir as suas poupançazinhas em acções do BCP, e se tais investimentos não lhe terão precipitado um mau “estado da cabeça”. Como dizia o outro a perguntar-se acerca do assunto.

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