sábado, 24 de setembro de 2016

p. 21 (notas de leitura)

Conhecia-o do liceu mas iam para casa por caminhos diferentes. Digamos assim.
A partir do momento em que Saraiva foi para o Expresso, passou a ligar-lhe em Boas Festas a 24 de dezembro.
Em 1997 convidou-o para um almoço. Nessa altura já Ângelo Correia fazia “um grande negócio” para Sousa Sintra. Tirando a vaga impressão de que o Ângelo laborava um qualquer empenho, Saraiva saiu da mesa “sem perceber o convite”. Fico na impressão que lambujava umas croniquetas no Expresso mas Saraiva não coloca a hipótese. Não é uma situação inédita ao longo do livro; poderosos ou neófitos do poder convidavam-no e não são poucas as ocasiões em que Saraiva não chega a perceber a razão do convite.
No caso, a tainha de beira-cais não repetiu convite. Mas por via das dúvidas, Saraiva continuou a receber votos de Boas Festas.
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Sempre me fascinou, esta criatura do regime. Sem qualquer vocação para bully, ainda assim tenho a certeza que não lhe teria faltado com uns valentes calduços, tivesse ele sido meu colega de liceu. A ver se depois dava em especialista em assuntos árabes…

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