Não consigo, tão pouco, compreender como é que esta pesporrente criatura pode pensar que é bom para a sua imagem andar a passear-se pelos noticiários de capacete de construção civil na cabeça. A pretexto de que anda a fazer casas, como se essa fosse a função do estado. Não é. A função do estado não é a de construir casas para os governados. Essa é a função das empresas de construção civil.
Neste assunto, além de prover às necessidades dos fisicamente incapazes, a única função que o estado deve chamar a si é a de promover politicamente o bem-estar dos governados. Designadamente, pela adoção de políticas que promovam o bom funcionamento do mercado de habitação.
Ora, dessa coisa de políticas vemos rigorosamente nada, absolutamente nada. Desde os erros de Salazar apenas assistimos a políticas que nada tendo que ver diretamente com o problema, apenas o agravam.
Culpam-se os turistas que gentrificaram cidades como Lisboa e Porto. Cidades que antes deles viviam uma morte lenta e se tinham tornado em pouco mais que sujas montanhas de entulho com cheiro a urina, onde já muito poucos moravam e apenas ocupadas durante algumas horas do dia por habitantes dos subúrbios. Ignorando, por exemplo, os efeitos sobre o mercado de habitação que - em todo o país, nas aldeias mais remotas – tem a política de “porta aberta” à imigração incondicional de países com muita densidade populacional como a India, o Bangladesh ou o Nepal. Tudo isto de mistura com a diabolização dos “senhorios” ao mesmo tempo que os sangram com impostos que levam tudo e lhes deixam obras para fazer e inquilinos que não conseguem desalojar por falta de pagamento e justiça em tempo útil.
Que propõe hoje em pompa esta inimputável gentalha? Que se paguem os juros e se atirem as dívidas para trás das costas. No fundo o que fazem com os empréstimos que contraem para fidelizar eleitores.

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