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quinta-feira, 7 de novembro de 2024
hirohito sem cavalo
O mano costa faz lembrar o imperador na rendição do Japão. Sem cavalo branco. Apenas umas gravatas de seda que o não safam de ficar a saber como é realmente o preconceito num país efectivamente preconceituoso no que a "raças" diz respeito.
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
declaração de voto
A celebrar coisa que não é assunto para mais ninguém, fiquei por algum tempo sem o meu ópio de noticiários. De regresso - a dar no vício com ainda maior intensidade como é próprio das abstinências-, vou de concluir que a nação vive o drama das eleições presidenciais americanas.
Ao que percebi aqui pelos noticiários pátrios, tenho que decidir por um dos dois males em confronto: ou pelo fim da guerra aqui por perto, na Ucrânia, ou pelo fim da guerra no médio oriente que fica um pouco mais longe. Confrontado com este cenário deprimente - e não querendo "ficar em cima do muro"-, acho que me inclino pelo fim da guerra aqui mais por perto.
Os senhores jornalistas não me levem a mal nesta minha preferência pelo fim da guerra mais próxima. Tenham paciência, os senhores façam como quiserem, mas o meu voto vai para o Trump com mãos pequerruchas.
Ao que percebi aqui pelos noticiários pátrios, tenho que decidir por um dos dois males em confronto: ou pelo fim da guerra aqui por perto, na Ucrânia, ou pelo fim da guerra no médio oriente que fica um pouco mais longe. Confrontado com este cenário deprimente - e não querendo "ficar em cima do muro"-, acho que me inclino pelo fim da guerra aqui mais por perto.
Os senhores jornalistas não me levem a mal nesta minha preferência pelo fim da guerra mais próxima. Tenham paciência, os senhores façam como quiserem, mas o meu voto vai para o Trump com mãos pequerruchas.
quinta-feira, 31 de agosto de 2023
o drama do beijo – parte IV
Para ter conhecimento do que se passa em Itália e pela política italiana tenho que o fazer pelas “redes sociais”. A “comunicação social” só me dá notícias do que pensa o “namorado de Giorgia Meloni”.
Estas coisas não são passíveis de ser consideradas “agressão sexual”, muito evidentemente. No caso mais complicado da comunicação escrita, é tudo uma questão de ter pontaria para o lugar de uma aspa (singular) a separar a verdade da "pimenta na língua" do matarruano do "polígrafo".
Parabéns, amiguinhos, continuem assim.
E parabéns à SONAE, assim até dá gosto fazer compras!
quinta-feira, 17 de novembro de 2022
hoje, logo pela manhã, fui novamente banhado pelo "jornalismo"/"influencer
Os braços armados do bloco subestimam o efeito boomerang nas estratégias de comunicação. Vamos a ver quantas manas Mortágua vão sobrar na próxima ida a banhos...
quinta-feira, 7 de julho de 2022
helicóptero da sic
"A torre Eiffel está com ferrugem!"
(sic notícias, 6/7/22)
___________________
(esta foi a última "notícia" do jornal das 19H da SIC notícias. Evidentemente, não creio que alguém por aqui esteja minimamente informado do que se passa em França, onde virar carros, queimar contentores do lixo e um sem fim de coisas que associamos à mais absoluta barbárie são passatempos de fim-de-semana. Porquê? Porque a torre Eiffel está com ferrugem.)
sexta-feira, 24 de julho de 2020
helicóptero da sic
"Como o ex-líder do BES inventou um concurso público para a gestão de um fundo de pensões, empolou valor de ações em 300% e forjou contratos, assinaturas e a contabilidade de várias sociedades do GES.
...
O próprio convite falso da PDVSA tinha um ardil: a petrolífera venezuelana punha como condição para adjudicar a gestão do seu fundo de pensões aos Espírito Santo a "descativação dos saldos bancários" de cerca de 235 milhões de euros dados como garantia de empréstimos concedidos pelo BES. Porquê? Porque Salgado queria desviar esses fundos para a ESI.
O 2.º Ato é mais uma falsificação. Desta vez, uma ata da PDVSA que declarava o BES vencedor do concurso inventado. Na ficção de Ricardo Salgado, o BES tinha vencido alguns dos bancos mais importantes bancos suíços (a UBS de Zurique e o BSI de Genebra) e o Mitsubishi Tokio. Nenhuma destas entidades apresentaram qualquer proposta à PDVSA para a gestão do suposto fundo de pensões.
....
Com esses 235 milhões de euros 'na mão' a ESI anulou um saldo negativo da conta bancária da Espirito Santo Financiére e reembolsou 47,7 milhões de euros de papel comercial da ESI vencidos. Uma jogada de desespero que não impediu o inevitável: o colapso do GES."
( daqui )
Em toda esta extraordinária história - com aquele a quem já chamam o "Alves dos Reis do séc. XXI" como protagonista -, o que eu ainda gostaria de saber (ser informado pelos senhores jornalistas assalariados do novo SNI era ouro sobre azul) são duas coisas:
1-A quem é que Salgado se referia quando numa das escutas “televisionadas” o ouvimos a suspirar o seguinte: “Enfim, estamos rodeados por este tipo de gente…”. Eu acho que sei, acho que todos sabemos: é quase todo o regime. E quando ele ameaça defender-se “até às últimas consequências” não será em vão que o faz…;
2 – Agora que estão com a contabilidade em mãos, gostaria de saber quantos milhões é que o BES e satélites devidamente domesticados (PT, EDP, …) gastou em anúncios de página dupla e em intervalos de telenovela, ao mesmo tempo que o “jornalismo económico”, vez por outra, foi suspirando com imensa timidez a estranheza pelo não recurso à capitalização e coisinhas do género…
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quinta-feira, 2 de julho de 2020
o gajo do porsche acaba de comprar uma porrada de aviões
O gajo do porsche está aqui na televisão a ir ao cu ao
indígena a tentá-lo convencer que lhe vai usar o dinheiro de várias gerações
para continuar a ter uma empresa de aviões para a sua família biológica e
política. Se - porque o dinheiro dos outros, de uma maneira ou doutra, chega sempre ao fim -, depois não chega para hospitais e tudo o resto que pudesse estar
vagamente aparentado com as razoáveis funções de um estado a sério, vossas senhorias
terão que ter paciência; a coisa dos aviões é importante. Estratégica.
Por causa das colónias.
Ups… Não, que raio, por causa da estratégia.
Por causa das colónias.
Ups… Não, que raio, por causa da estratégia.
“Nós compramos”, está o cabrão a dizer.
Juro.
terça-feira, 19 de maio de 2020
helicóptero da sic
Com milhares e milhares de pessoas a perderem o seu trabalho
ou com os seus rendimentos consideravelmente diminuídos, acabo de ouvir uma
senhora jornalista a falar da necessidade de, com o dinheiro dos contribuintes,
injetar “umas largas centenas de milhões de euros” na TAP.*
Eu continuo à espera que essa coisa da “empresa estratégica”
seja um dia adequadamente explicada pelos sobas da opinião indígena. É que continuo sem perceber como é que a Espanha, a Bélgica,
a Holanda, a Itália, Suíça, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, França, Bulgária, Áustria e rigorosamente quase todos os outros países europeus que, para benefício dos seus contribuintes, abdicaram da propriedade de companhias de bandeira conseguem sobreviver sem essa coisa da “estratégica”….
____________* A dívida financeira da TAP é de mil milhões de euros.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2019
helicóptero da sic
“As aldeias vão ter que ir pensando em mudar de sítio.”
Foi o que disse o beto com voz de barítono a pretexto da falta de manutenção ao longo de 40 anos das estruturas feitas pelos fascistas, quarenta anos,tantos quantos estes bandalhos já levam de gamela.
Mas o mais extraordinário é que nem um dos senhores jornalistas, nem os senhores que acham coisas, se lembrou de perguntar como é que o raio das aldeias põem a mão no queixo ou coçam a cabeça ao modo de quem pensa coisas como “mudar de sítio”.
Mas enfim, quem está mal que se mude. As aldeias que se desenrasquem porque o jornalismo de referência está agora ao colo do pai natal e até a primeira dama acha que é justo que receba dos contribuintes uma prenda no sapatinho por se portar bem.
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