A notícia continua assim: “Francisca Van Dunem lembra que o Governo “não intervém nas ações nem nas omissões” do sistema judicial e acha “prematuro" falar em mudanças legislativas para responder a casos como o de João Rendeiro."
Exatamente. Desde que não se zanguem com um dos partidos sentados lá na casa da democracia, eles fogem, prescrevem, não oferecem provas, são presumidos inocentes, enfim, passeiam-se pela Ericeira. Porque sempre que se configuram soluções robustas para o aparato jurídico passar a ter meios para acabar com este estado de coisas são logo achadas “PREMATURAS”, “PERIGOSAS NUM ESTADO DE DIREITO”, “NÃO DEVE SER AGORA A QUENTE QUE SE PENSAM AS SOLUÇÕES” (esta é a mais recorrente: “agora não, não é assim em cima dos acontecimentos, a quente, que se engendram soluções, rebéubéu-pardais-ao-ninho”). Isto vem sendo assim com os políticos que nos representam mas é também esse o linguajar adotado pela opinião publicada e avençada pelo regime, razão porque esta última tem tão pouco a ver com a opinião pública.
É o tal “desconforto social” que a senhora ministra menciona. Tem muita pena, mas “não intervém nas ações nem nas omissões”. Intervir nas omissões políticas seria “prematuro".
Talvez mais tarde. Quando as coisas arrefecerem um pouco.
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