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domingo, 12 de dezembro de 2021

helicóptero da sic

A polícia sul-africana apanha um ladrão que deu de frosques e a pátria rejubila.

Há um polícia que passa um mandato de captura internacional e um idiota que compra “alta tecnologia para encriptação de chamadas” para depois fazer uso da sua identidade na receção de um hotel de 5*.
De onde a pátria conclui que o polícia até era capaz de dar um bom ministro da justiça. Daqueles que até telefonam aos juízes por causa de algum camarada em maus lençóis.
No entretanto, os ladrões que não fogem passeiam-se pela Ericeira, têm colunas no DN onde se lamentam de injustiças, padecem de Alzheimer, são libertados ao fim de alguns meses por causa do bicho da Covide ou assim, vão às televisões defenderem-se de mal entendidos nessa coisa das ppp.
Ou lá o que é e tal.
Pronto, podem ir.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

aqui pela ericeira

A senhora ministra da justiça reconhece um “grande desconforto social” com a fuga de Rendeiro.

A notícia continua assim: “Francisca Van Dunem lembra que o Governo “não intervém nas ações nem nas omissões” do sistema judicial e acha “prematuro" falar em mudanças legislativas para responder a casos como o de João Rendeiro."

Exatamente. Desde que não se zanguem com um dos partidos sentados lá na casa da democracia, eles fogem, prescrevem, não oferecem provas, são presumidos inocentes, enfim, passeiam-se pela Ericeira. Porque sempre que se configuram soluções robustas para o aparato jurídico passar a ter meios para acabar com este estado de coisas são logo achadas “PREMATURAS”, “PERIGOSAS NUM ESTADO DE DIREITO”, “NÃO DEVE SER AGORA A QUENTE QUE SE PENSAM AS SOLUÇÕES” (esta é a mais recorrente: “agora não, não é assim em cima dos acontecimentos, a quente, que se engendram soluções, rebéubéu-pardais-ao-ninho”). Isto vem sendo assim com os políticos que nos representam mas é também esse o linguajar adotado pela opinião publicada e avençada pelo regime, razão porque esta última tem tão pouco a ver com a opinião pública. 
É o tal “desconforto social” que a senhora ministra menciona. Tem muita pena, mas “não intervém nas ações nem nas omissões”. Intervir nas omissões políticas seria “prematuro"
Talvez mais tarde. Quando as coisas arrefecerem um pouco.