terça-feira, 22 de outubro de 2024
o doutor das gincanas
Num episódio qualquer em que ameaçaram legislação contra os eucaliptos, este capitão das gincanas, mais conhecido por PQP, ameaçou o estado português de levar as suas empresas para fora do território nacional. Além das celuloses, tinha hotéis. Para além dos eucaliptos, evidentemente. Na altura recordo-me de haver ficado intrigado em como diabo o homem faria aquilo: transportar fisicamente unidades hoteleiras para fora do território nacional. E eucaliptos a estrumar o Alviela.
Vai-se a ver e fez frente a um compincha. Na coisa mais fácil de levar daqui: o capital.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
prescrições *
A prescrição já é dada como certa em alguns dos crimes que o senhor juiz ivo rosa atribui ao senhor engenheiro.
A sacudir a água do capote, foi ouvido um senhor juiz a dizer que "assim não dá".
Aos juízes cabe a função de administrar a justiça.
Ao parlamento e aos senhores deputados cabe a função de fazer as leis por que essa se rege.
São, portanto, os senhores deputados os diretos culpados da maneira obscena com que corruptos e corruptores poderosos se eximem ao cumprimento das penas correspondentes aos crimes pelos quais são julgados culpados.
Todos.
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* "Modo de adquirir um direito ou uma propriedade, de ser isento de uma obrigação pela posse não interrompida ou pela cessação do exercício do direito de outrem durante um período de tempo fixado pela lei."
Definição do "Dicionário Priberam da Língua Portuguesa" para o sentido jurídico da palavra "prescrição"
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
não se iludam: o livro do doutor costa não se resume ao “empenho” do doutor costa – o antónio -, pela “filha do presidente amigo”
Para perceber porque parece incomodar tanta gente, basta ler o índice que aqui deixo em vosso benefício. E para se perceber do que trata exatamente, é preciso ler título e sub-título:
domingo, 12 de dezembro de 2021
helicóptero da sic
A polícia sul-africana apanha um ladrão que deu de frosques e a pátria rejubila.
domingo, 11 de abril de 2021
“A Justiça não ia tão longe como hoje?
Não, não ia tão longe como hoje. Só quando o PS pôs aquela senhora que apanhou o Sócrates, a procuradora-geral da República [Joana Marques Vidal], é que isto virou um bocadinho. Eu disse ao Cavaco na primeira vez em que lá fui com ele: ‘Eu apoio-o de alma e coração, mas isto está a saque. Quero um polícia porque não percebo o que se passa nos bancos e nas transferências e o senhor percebe. Eu quero que o senhor apanhe esses gajos. Essa altura é a época de pessoas como o cunhado do Guterres, o Moura Santos, e faziam-se negócios fantásticos à mesa dele. Era o Ricardo Salgado duas vezes por ano nos jantares dele e outros que foram ministros de Cavaco. Eu via aquelas coisas todas, eles não se escondiam. Eu sabia o que se passava porque eles estavam lá sempre metidos em casa do cunhado do Guterres a combinar coisas absurdas – o cargo dele era o cunhadíssimo -, era público. Mais, esse Moura Santos foi condenado pelo Tribunal da Boa-Hora num caso de burla qualificada, um negócio que o ministro Mira Amaral teria conhecimento.
É com o governo de Cavaco que começa a corrupção em Portugal?
Não é no governo de Guterres. Acho que os grandes negócios se tramaram no governo de Cavaco, mas é no governo de Guterres que aquilo explode e começam a organizar-se calmamente.
E o António Guterres não sabia?
No início de ser primeiro-ministro, ele dependia um pouco do cunhado para as decisões fundamentais com os bancos e os organismos estrangeiros. E a seguir aquilo tinha-se tornado numa prática comum. Eles faziam as coisas à minha frente porque se achavam no direito de as fazer enquanto estavam a jantar uns com os outros.
Pode dizer-se que a atual corrupção começa nessa época e é a classe política a principal beneficiária?
Começa nessa época e é a classe política e as pessoas que estão pelo meio, os amigos. Nunca percebi porque é que o Guterres o deixava fazer coisas daquelas, como fixar os preços que queriam e o governo aceitar. É uma situação ultracomprometedora em que o Guterres nunca tocou. O Guterres é, sobretudo, incompetente. Faz aqueles discursos muito bonitos sobre a educação, os direitos humanos e sobre o clima, mas é o máximo até onde ele vai. Executivamente, era também um incompetente e no governo dele havia uma crise de quinze em quinze dias porque não se tomavam decisões. Toda a gente dava conselhos sobre como tomar decisões ao primeiro-ministro! E não houve nada, tirando aquele arranque a propósito da Educação e das políticas educativas, aliás muito discutíveis, no governo dele. O PS estava há dez anos fora do governo e nada houve de afirmativo no governo dele, nem claro ou mobilizador. Foi um governo fraquíssimo.
Colaborou com ele?
Ele convidou-me para entrar numa campanha e perguntou-me o que devia fazer. ‘Olha’, disse eu, ‘emagrece dez quilos e deixa de deitar os pés para fora’ Ele deita os pés para fora quando anda. Assim… [faz o gesto]
Não entrou na campanha do PS?
Não, os Estado Gerais eram ultra-artificiais e ele estava naquelas fases de obeso, em que perde mais votos porque está gordo e a deitar os pés para fora como nunca – até arrepiava.”
João e Céu e Silva, Uma longa viagem com Vasco Pulido Valente, Contraponto, 2021, pp. 238-240
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Para o oportuno e mais compreensivo retrato do atual secretário-geral da ONU – o ovo da serpente agora ilibada de juízo-, clicar na etiqueta "António Guterres".
domingo, 25 de setembro de 2016
p. 94 (notas de leitura)
Tratava esse ultimo volume "de um tema que era a menina dos seus olhos [de Ernâni Lopes, autor dos estudos e, entretanto, falecido por doença]: a lusofonia. O intercâmbio entre países que têm como língua comum o português.”
“Esta conferência, realizada em 13 de maio de 2011, foi um enorme sucesso, juntando oradores, como Ricardo Salgado (que abriu a sessão), […], António Mexia (presidente da EDP), Zeinal Bava (presidente da PT), Aguinaldo Jaime (Angola) e Luís Amado (então ministro dos Negócios Estrangeiros, que encerrou a sessão.”
E, com duas exceções (que deliberadamente omito – Ramalho Eanes e Fernando Henriques Cardoso), foi a esta gente que se entregou oração pela lusofonia. Com os resultados que, pouco tempo depois, se viriam a conhecer em toda a sua plenitude …
Não consta que a meia dúzia de pessoas por quem Ernâni Lopes tinha consideração no assunto da lusofonia – Vitor Bento, António Carrapatoso ou José Poças Esteves - haja sido convidada na qualidade de oradores.