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terça-feira, 22 de outubro de 2024

o doutor das gincanas

Faleceu de excesso de peso ao escorregar nas escadas do seu iate em ibiza. Ou uma terra dessas onde os ricos estacionam iates.
Num episódio qualquer em que ameaçaram legislação contra os eucaliptos, este capitão das gincanas, mais conhecido por PQP, ameaçou o estado português de levar as suas empresas para fora do território nacional. Além das celuloses, tinha hotéis. Para além dos eucaliptos, evidentemente. Na altura recordo-me de haver ficado intrigado em como diabo o homem faria aquilo: transportar fisicamente unidades hoteleiras para fora do território nacional. E eucaliptos a estrumar o Alviela.
Vai-se a ver e fez frente a um compincha. Na coisa mais fácil de levar daqui: o capital.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

não se iludam: o livro do doutor costa não se resume ao “empenho” do doutor costa – o antónio -, pela “filha do presidente amigo”

 Para perceber porque parece incomodar tanta gente, basta ler o índice que aqui deixo em vosso benefício. E para se perceber do que trata exatamente, é preciso ler título e sub-título:

“O Governador – Carlos Costa ex-líder do Banco de Portugal e as revelações sobre os 10 anos mais críticos da história recente do país”,
Luís Rosa, 2022, D. Quixote
PREFACIO Um homem certo para tempos difíceis.....................11
INTRODUÇÃO A política do segredo, a prestação de contas e a democracia……13
1. Da aldeia para a Europa: o elevador social a funcionar por mérito........19
2. A vida em Bruxelas......... 29
3. A parceria com Vitor Gaspar e a ida para a Comissão Europeia …….41
4. O presente envenenado no BCP…….51
5. A passagem pela Caixa e o regresso à Europa……..63
6. A crise (anunciada) de 2008..............75
7. Sócrates, o convite para governador e a chegada da crise da dívida soberana…..87
8. A crise, a proximidade com Teixeira dos Santos e o financiamento intercalar.......101
9. As negociações confidenciais com o FMI e o PEC clandestino......113
10. As cartas secretas para Cavaco e Sócrates…...123
11. A troika de Sócrates, Constâncio & Barroso e o memorando de entendimento….133
12. Como o governador convenceu o FMI a desistir da desvalorização interna........... 147
13. O programa de ajustamento aplicado por Passos Coelho.......155
14. A reforma da supervisão prudencial e a banca como um caso de polícia………..169
15. Como começou o caso BES…….. 179
16. Retirar ou não a idoneidade a Salgado?.......... 189
17. O início do fim do BES.... 199
18. As denúncias de Ulrich e Queiroz Pereira foram decisivas?........ 209
19. O ring-fencing do BE......................199
20. A estratégia para afastar os Espírito Santo.......... 229
21. O projeto Uriel e a saída de Salgado..........239
22. A Eurofin e as cartas de conforto para a Venezuela..............257
23. O caso BESA e a garantia soberana de Angola.....269
24. A resolução do BES....283
25. Os “três problemas» de António Costa com Carlos Costa.…. 293
26. As duas fases da venda do Novo Banco......... 305
27. A nega do governador à filha de um presidente de um país amigo de Portugal...…..327
28. A carta de António Costa para Juncker e Draghi escrita nas costas do governador...............337
29. O caso BANIF. A carta de Costa, a notícia sobre a resolução que não existia e a venda que podia ter acontecido.......347
30. Os problemas do BANIF, as tentativas de venda e a influência do Mecanismo Único de Supervisão..............357
31. A estranha aliança entre Centeno e o Bloco para derrubar o governador…………..371

sexta-feira, 24 de julho de 2020

helicóptero da sic

"Como o ex-líder do BES inventou um concurso público para a gestão de um fundo de pensões, empolou valor de ações em 300% e forjou contratos, assinaturas e a contabilidade de várias sociedades do GES.
...
O próprio convite falso da PDVSA tinha um ardil: a petrolífera venezuelana punha como condição para adjudicar a gestão do seu fundo de pensões aos Espírito Santo a "descativação dos saldos bancários" de cerca de 235 milhões de euros dados como garantia de empréstimos concedidos pelo BES. Porquê? Porque Salgado queria desviar esses fundos para a ESI.
O 2.º Ato é mais uma falsificação. Desta vez, uma ata da PDVSA que declarava o BES vencedor do concurso inventado. Na ficção de Ricardo Salgado, o BES tinha vencido alguns dos bancos mais importantes bancos suíços (a UBS de Zurique e o BSI de Genebra) e o Mitsubishi Tokio. Nenhuma destas entidades apresentaram qualquer proposta à PDVSA para a gestão do suposto fundo de pensões.
....
Com esses 235 milhões de euros 'na mão' a ESI anulou um saldo negativo da conta bancária da Espirito Santo Financiére e reembolsou 47,7 milhões de euros de papel comercial da ESI vencidos. Uma jogada de desespero que não impediu o inevitável: o colapso do GES."

( daqui )

Em toda esta extraordinária história - com aquele a quem já chamam o "Alves dos Reis do séc. XXI" como protagonista -, o que eu ainda gostaria de saber (ser informado pelos senhores jornalistas assalariados do novo SNI era ouro sobre azul) são duas coisas:
1-A quem é que Salgado se referia quando numa das escutas “televisionadas” o ouvimos a suspirar o seguinte: “Enfim, estamos rodeados por este tipo de gente…”. Eu acho que sei, acho que todos sabemos: é quase todo o regime. E quando ele ameaça defender-se “até às últimas consequências” não será em vão que o faz…;
2 – Agora que estão com a contabilidade em mãos, gostaria de saber quantos milhões é que o BES e satélites devidamente domesticados (PT, EDP, …) gastou em anúncios de página dupla e em intervalos de telenovela, ao mesmo tempo que o “jornalismo económico”, vez por outra, foi suspirando com imensa timidez a estranheza pelo não recurso à capitalização  e coisinhas do género…