Com a cumplicidade mais ou menos silenciosa da esmagadora maioria da comunicação social fomos assistindo ao colapso das mais elementares funções de um estado moderno. Com o fim abrupto de uma maioria absoluta, imposto pelas necessidades de progressão na carreira do doutor costa, o doutor medina aproveita para apresentar “o maior excedente orçamental registado no Portugal democrático “.
É com esse "excedente" que o dr. montenegro vai agora ter que governar. E aí está ele, o quarto poder em força, com os estagiários a aproveitarem agosto para apresentar serviço e um “jornalismo” já fatigado de quase uma década de ócio.
Vai ser feio.
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terça-feira, 6 de agosto de 2024
o país está a chegar, acabaram-se as férias, doutor
terça-feira, 18 de junho de 2024
que o doutor costa quer ir para a europa para abichar...
Não doutores, não é nada disso.
O doutor costa nunca me foi suspeito de ir à lata das bolachas.
Vê ir, apenas isso.
Porque - a acreditar em fonte miserável, é certo... - nasceu rico em herança de avô no comércio de especiarias. Sim, não é sarcasmo, seria do mais rasca que a imaginação consente se assim fosse.
E no conforto dessa vantagem, da vantagem de ser rico ou remediado, imagino-o a sorrir interiormente.
Das necessidades dos camaradas. Como, à sua maneira, sorria aquele personagem de Patrick Süskind que nasceu sob uma banca de peixe. Também o doutor costa em criança tinha o hábito de ficar sob a mesa de família durante as refeições. Li já não sei onde.
Lugar privilegiado para ouvir os comensais e cheirá-los sem escrutínio de rosto.
Não, não tem nada a ver com dinheiro, doutores.
É a glória, a glória de "ir para a Europa" e ser "chefe"....
O doutor costa nunca me foi suspeito de ir à lata das bolachas.
Vê ir, apenas isso.
Porque - a acreditar em fonte miserável, é certo... - nasceu rico em herança de avô no comércio de especiarias. Sim, não é sarcasmo, seria do mais rasca que a imaginação consente se assim fosse.
E no conforto dessa vantagem, da vantagem de ser rico ou remediado, imagino-o a sorrir interiormente.
Das necessidades dos camaradas. Como, à sua maneira, sorria aquele personagem de Patrick Süskind que nasceu sob uma banca de peixe. Também o doutor costa em criança tinha o hábito de ficar sob a mesa de família durante as refeições. Li já não sei onde.
Lugar privilegiado para ouvir os comensais e cheirá-los sem escrutínio de rosto.
Não, não tem nada a ver com dinheiro, doutores.
É a glória, a glória de "ir para a Europa" e ser "chefe"....
quarta-feira, 3 de abril de 2024
a propósito da última diligência do dr. costa junto do ministério público
Reproduzo um comentário:
"O sr. Costa devia saber que existem dezenas de milhares de Portugueses com processos judicias em curso que se arrastam interminavelmente nos tribunais. Todos eles aguardam pacientemente para ser ouvidos, pelo que, o sr Costa tem de ir para a fila. O sr. Costa devia saber que o 1º principio constitucional é o da legalidade - sendo a lei igual para todos, terá de aguardar pacientemente como qualquer outro cidadão, respeitando a hora de chegada. Recordo que o sr. Costa não podia ouvir falar em reformas, muito menos judiciais, foi sempre um fervoroso adepto do adiamento, um estratega do empate, um adepto da inércia, pelo que, colhe aqui os resultados da sua intangível acção governativa."
Com efeito, o dr. costa só tem que aguardar no fim da fila. Se o tempo não for compatível com as exigências das suas ambições políticas só tem que se queixar de si próprio, uma vez que foi ministro da justiça e teve oportunidade de fazer as reformas que se recusou fazer.
Obviamente que num estado democrático não posso esperar outra coisa da parte do ministério público: que trate todos os cidadãos com equidade.
"O sr. Costa devia saber que existem dezenas de milhares de Portugueses com processos judicias em curso que se arrastam interminavelmente nos tribunais. Todos eles aguardam pacientemente para ser ouvidos, pelo que, o sr Costa tem de ir para a fila. O sr. Costa devia saber que o 1º principio constitucional é o da legalidade - sendo a lei igual para todos, terá de aguardar pacientemente como qualquer outro cidadão, respeitando a hora de chegada. Recordo que o sr. Costa não podia ouvir falar em reformas, muito menos judiciais, foi sempre um fervoroso adepto do adiamento, um estratega do empate, um adepto da inércia, pelo que, colhe aqui os resultados da sua intangível acção governativa."
Com efeito, o dr. costa só tem que aguardar no fim da fila. Se o tempo não for compatível com as exigências das suas ambições políticas só tem que se queixar de si próprio, uma vez que foi ministro da justiça e teve oportunidade de fazer as reformas que se recusou fazer.
Obviamente que num estado democrático não posso esperar outra coisa da parte do ministério público: que trate todos os cidadãos com equidade.
o único culpado do que aí vem é o doutor costa
Pede agora o doutor costa para "ser ouvido rapidamente" no âmbito da operação Influencer que levou à sua demissão em novembro.
Não se lembrou de o fazer na altura certa. Nessa altura aproveitou o pretexto - quase sorridente, para quem se lembra da sua expressão - para apresentar a demissão a pretexto de "preservar as institções" (sic). Ao pr e para o substituir, lembrou-se de propor o zé colmeia do banco de Portugal.
O doutor costa atirou ao lixo a maioria absoluta que os meus concidadãos lhe haviam oferecido porque queria "ir para a Europa". Essa é a verdade que se insiste em ignorar e em fingir que se não entende.
A simples menção do seu nome num comunicado da PGR ofereceu-lhe o pretexto pelo qual ansiava.
Não se lembrou de o fazer na altura certa. Nessa altura aproveitou o pretexto - quase sorridente, para quem se lembra da sua expressão - para apresentar a demissão a pretexto de "preservar as institções" (sic). Ao pr e para o substituir, lembrou-se de propor o zé colmeia do banco de Portugal.
O doutor costa atirou ao lixo a maioria absoluta que os meus concidadãos lhe haviam oferecido porque queria "ir para a Europa". Essa é a verdade que se insiste em ignorar e em fingir que se não entende.
A simples menção do seu nome num comunicado da PGR ofereceu-lhe o pretexto pelo qual ansiava.
A militância socialista pode parar de responsabilizar a criatura que está em Belém pelo que vier a acontecer: feito da mesma massa, o pr já o tinha topado nas "movimentações" e em bom tempo tratou de avisar que o mandato era para cumprir até ao fim.
É verdadeiramente inacreditável que a cs e o respectivo batalhão de comentadores continuem a fingir que o doutor costa apresentou mesmo a demissão para "preservar as instituições", coisa que nunca antes o havia incomodado, nem mesmo naquele escabroso episódio do senhor engenheiro, já para não mencionar qualquer um dos seus governos, tingidos do mais impudico nepotismo acolhido por um quase silêncio por parte dessa mesma gente que faz o clima de opinião.
domingo, 3 de março de 2024
que faz correr sammy? (2)
O que levou montenegro a aceitar o apoio de durão barroso é para mim um completo mistério. Talvez em obediência à exigência que lhe foi feita da parte do ministro demitido pelo doutor costa, agora candidato a primeiro-ministro. Como aliás aceitou as "linhas vermelhas" que a mesma criatura lhe impôs. Mas não haverá um único português adulto que não se recorde do modo como o doutor durão largou o governo do país para "ir para a Europa", para um cargo em que foi segunda escolha, um cargo recusado pelo primeiro-ministro luxemburguês. Uma espécie de país com pouco mais de meio milhão de habitantes e em que um grande número deles são portugueses...
Razão porque, além do próprio, muito pouca gente acreditará como exequível um futuro político para o doutor barroso. É um passivo político.
Como é obviamente manhoso e sem escrúpulos, os últimos tempos do doutor costa à frente de um governo com maioria absoluta terão sido ocupados com a magna questão de como se ver livre da função de primeiro-ministro para assim poder "ir para a Europa" sem cometer uma barrosada.
Na altura custou-me a crer. Mas não terá sido mais nada o que o levou a dizer que "...a dignidade da função de primeiro-ministro não é compatível com qualquer suspeição sobre a integridade, boa conduta e, menos ainda, com a suspeição de qualquer ato criminal." Coisa que nunca apoquentou o número dois do 44 em relação a vários ministros dos seus governos.E para que não sobrassem dúvidas em relação aos seus desígnios, acrescentou:
"Não me vou recandidatar ao cargo de primeiro-ministro, isso que fique muito claro. Esta é uma etapa da vida que se encerrou."
"Não me vou recandidatar ao cargo de primeiro-ministro, isso que fique muito claro. Esta é uma etapa da vida que se encerrou."
que faz correr sammy?
Pelo menos a nível doméstico trata-se de um amor não correspondido. E lá pela Europa desconfio que logo depois de lhe apertar a mão e demais afagos, Orbán, discretamente limpará às calças a mão peganhenta da mão do doutor costa.
sábado, 11 de novembro de 2023
com uma primeira dama é outra loiça
Não precisa de fazer de princesa diana pelo natal como o palhaço que lá está agora.
quarta-feira, 8 de novembro de 2023
a menina mariana
Hoje já pede a convocação de eleições.
Eu acho que devia defender o interesse nacional (sarcasmo: off). Há uma maioria, nem todos os militantes do partido socialista estarão indiciados por crimes, o momento é mais crítico do que alguns possam supor, o senhor presidente da república só tinha que solicitar a substituição do doutor costa à direção do partido socialista, assim como uma revisão dos membros do governo. Não que eu concorde com a suficiência das razões invocadas pelo senhor primeiro-ministro. Como o povo - tão ignaro em tantas outras coisas -, entendo que "quem não deve não teme".
Sucede que o senhor primeiro-ministro teria de voltar a pôr as mãos no fogo pelo jovem galamba e "amigos", coisa excessivamente vexatória e temerária depois de o haver designado para a apresentação do orçamento em manifesta provocação da criatura que abusivamente exigiu em público a sua exoneração. Uma grosseria inqualificável que o desqualifica, se mais nada houvesse para esse efeito.
Em todo o caso, esclareçam os mais íntimos do influencer daniel de oliveira que a PGR não exigiu a demissão do doutor costa,. Foi ele que se demitiu
Eu acho que devia defender o interesse nacional (sarcasmo: off). Há uma maioria, nem todos os militantes do partido socialista estarão indiciados por crimes, o momento é mais crítico do que alguns possam supor, o senhor presidente da república só tinha que solicitar a substituição do doutor costa à direção do partido socialista, assim como uma revisão dos membros do governo. Não que eu concorde com a suficiência das razões invocadas pelo senhor primeiro-ministro. Como o povo - tão ignaro em tantas outras coisas -, entendo que "quem não deve não teme".
Sucede que o senhor primeiro-ministro teria de voltar a pôr as mãos no fogo pelo jovem galamba e "amigos", coisa excessivamente vexatória e temerária depois de o haver designado para a apresentação do orçamento em manifesta provocação da criatura que abusivamente exigiu em público a sua exoneração. Uma grosseria inqualificável que o desqualifica, se mais nada houvesse para esse efeito.
Em todo o caso, esclareçam os mais íntimos do influencer daniel de oliveira que a PGR não exigiu a demissão do doutor costa,. Foi ele que se demitiu
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terça-feira, 7 de novembro de 2023
se bem percebi o omnipresente...
...Daniel Oliveira, o culpado pela demissão do doutor costa é a Procuradoria Geral da República por o haver mencionado de raspão num sítio qualquer.
Exige explicações.
Está acompanhado de um jovem advogado, comentador e político que é colega de escritório de um advogado qualquer em relação ao qual se sentiu no dever de fazer uma declaração de interesses.
( SIC NOTÍCIAS )
Exige explicações.
Está acompanhado de um jovem advogado, comentador e político que é colega de escritório de um advogado qualquer em relação ao qual se sentiu no dever de fazer uma declaração de interesses.
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sexta-feira, 6 de outubro de 2023
macaco apanhado pela polícia a beber cerveja na via pública
Bem sei que não quereis saber, mas o estado - nós todos, é preciso estar sempre a lembrar-vos- está falido. Não obstante o que por aí corre, que está recheado do guito de colheita gorda de impostos.
Entretanto, médicos, professores, enfermeiros, agentes de segurança, oficias de justiça, - enfim, todos quantos asseguram as funções mais elementares e mais ou menos geradoras de consensos no que diz respeito às prioridades de um estado moderno -, já estão devidamente proletarizados por conta de "nós todos”. E andam naturalmente aborrecidos com o que de "nós todos" lhes chega às mãos. Depois de pagos os juros e a "chicha" dos que gravitam em torno dos eleitos.
A rapaziada mais nova, quando alheia às jotas - umas formiguinhas entre cigarras que não se dão à fadiga de ir pôr voto - já começou a perceber que as suas vidas serão inevitavelmente mais pobres do que as dos cotas. Sem "bens materiais e vida boa" ou cargos "com potencial". O "nós todos" já não consegue inventar mais "cartões jovens" e não tem mais nada para lhes oferecer além do Espaço Schengen.
Reparem, não é por maldade do doutor costa, ele é bonzinho. E se ele até tem uma ideia para "a Europa" - a modos que um supermercado onde cada um vai buscar o que necessita, se percebi bem… - não há nada que o impossibilite de ter uma ideia para o país que governa. Quem sabe até, umas reformas de deixar um homem de boca à banda.
Ah, quase me esquecia: algures nos Estados Unidos, a polícia surpreendeu um macaco a beber cerveja em plena via pública, coisa que é expressamente proibida para aqueles lados. E não, não foi na ópera que o surpreenderam bêbado.
Quanto ao resto, já se sabe que não venho aqui para vos fazer acreditar em nada, nem vossas senhorias aqui vêm para outra coisa que não seja confirmar aquilo em que já acreditam.
Ou então por engano.
A colheita é realmente gorda, nunca foi tão gorda "desde que se vive em democracia", aliás. Mas é todo para pagar ao homem do talho, as prestações da casa, do carro, da farmácia e, sobretudo, os insustentáveis calotes contraídos pelos sucessivos governos na compra dos votos de "nós todos".
Caros, mui dispendiosos "nós todos": lá pelas "legislativas" acenar-vos-ão com umas bifanas. Não vale a pena anteciparem saliva para nada de mais gordo. E mesmo isso apenas para que os do costume garantam a continuidade nos lugarzinhos "onde se toca mais na chicha". Farão jejum pelas "europeias" porque essas não contam por aí além no que à "chicha" diz respeito.
Caros, mui dispendiosos "nós todos": lá pelas "legislativas" acenar-vos-ão com umas bifanas. Não vale a pena anteciparem saliva para nada de mais gordo. E mesmo isso apenas para que os do costume garantam a continuidade nos lugarzinhos "onde se toca mais na chicha". Farão jejum pelas "europeias" porque essas não contam por aí além no que à "chicha" diz respeito.
Entretanto, médicos, professores, enfermeiros, agentes de segurança, oficias de justiça, - enfim, todos quantos asseguram as funções mais elementares e mais ou menos geradoras de consensos no que diz respeito às prioridades de um estado moderno -, já estão devidamente proletarizados por conta de "nós todos”. E andam naturalmente aborrecidos com o que de "nós todos" lhes chega às mãos. Depois de pagos os juros e a "chicha" dos que gravitam em torno dos eleitos.
A rapaziada mais nova, quando alheia às jotas - umas formiguinhas entre cigarras que não se dão à fadiga de ir pôr voto - já começou a perceber que as suas vidas serão inevitavelmente mais pobres do que as dos cotas. Sem "bens materiais e vida boa" ou cargos "com potencial". O "nós todos" já não consegue inventar mais "cartões jovens" e não tem mais nada para lhes oferecer além do Espaço Schengen.
Reparem, não é por maldade do doutor costa, ele é bonzinho. E se ele até tem uma ideia para "a Europa" - a modos que um supermercado onde cada um vai buscar o que necessita, se percebi bem… - não há nada que o impossibilite de ter uma ideia para o país que governa. Quem sabe até, umas reformas de deixar um homem de boca à banda.
Ah, quase me esquecia: algures nos Estados Unidos, a polícia surpreendeu um macaco a beber cerveja em plena via pública, coisa que é expressamente proibida para aqueles lados. E não, não foi na ópera que o surpreenderam bêbado.
Quanto ao resto, já se sabe que não venho aqui para vos fazer acreditar em nada, nem vossas senhorias aqui vêm para outra coisa que não seja confirmar aquilo em que já acreditam.
Ou então por engano.
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quinta-feira, 28 de setembro de 2023
o saco do pai natal está à venda
O doutor costa, um militante católico como todos sabemos, foi a Roma agradecer a escolha de Lisboa para as jmj. Por coincidência, precisamente no dia em que o doutor medina, o ministro caramba e um tipo de quem não me lembra agora o nome ou funções anunciaram em pompa a reversão da reversão da propriedade da tap.
A acreditar nestas criaturas, os candidatos à compra já se esgadanham uns aos outros na tentativa de comprarem o saco do pai natal. Que embora dele já não conste a discreta esposa do doutor medina assim como a senhora despedida com “justa causa”, ainda é promessa de prosperidade em lucros. De tal modo que o doutor medina se sente compelido a pôr ordem nestes oportunistas: para além de inúmeras imposições em caderno de encargos – “a nossa bandeira” e assim -, o nosso porcino ministro exige que a invicta cidade do Porto fique no coração dos novos donos da empresa, coisa que os gestores públicos sempre tiveram como prioridade, como é do conhecimento de todos.
Há uma coisa irritante em toda esta história: a insinuação, a quase explicita afirmação de que o doutor costa foi coagido a reverter a privatização da tap para a salvar “da covid”.
Não, não foi. O doutor costa apenas apanhou com “a covid” depois de haver revertido a privatização da tap, em grande pompa e em pessoa, naquele que terá sido um dos seus primeiros actos de gestão depois de haver perdido as eleições por poucochinho.
Mas adormeçam os contribuintes na santa paz dos justos: o dinheiro que enfiaram na “nossa bandeira” ser-lhes-á todo devolvido com enormes juros. O “novo banco” já lá vai. O luminoso futuro é já ali.
Não, não foi. O doutor costa apenas apanhou com “a covid” depois de haver revertido a privatização da tap, em grande pompa e em pessoa, naquele que terá sido um dos seus primeiros actos de gestão depois de haver perdido as eleições por poucochinho.
Mas adormeçam os contribuintes na santa paz dos justos: o dinheiro que enfiaram na “nossa bandeira” ser-lhes-á todo devolvido com enormes juros. O “novo banco” já lá vai. O luminoso futuro é já ali.
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segunda-feira, 24 de julho de 2023
linhas vermelhas para o doutor montenegro
Aquele senhor do psoe que agora não me lembra o nome declarou-se vencedor nas eleições.
Não será de estranhar que o doutor costa tenha contribuído significativamente para esta forma de interpretar os resultados eleitorais: contam-se os votos que são próprios e juntam-se-lhe todos os outros obtidos por tolos e incendiários. É o sentido de estado do impostor que preside aos socialistas espanhóis.
Quanto ao senhor do pp, tendo um maior número de votos, teve uma justíssima derrota. Uma derrota que em meu entender ofereceu ao senhor do psoe quando lhe propôs em direto nas televisões um acordo de regime em que os oponentes se comprometiam a deixar governar quem tivesse mais votos. E nessas circunstâncias poderia comprometer-se a dispensar o apoio sulfuroso de uns senhores que estão para lá da “linha vermelha” que os senhores do psoe lhe impõem. Evidentemente, aceitar tal acordo seria oferecer o poder a quem pudesse ganhar as eleições, hipótese que muito evidentemente o senhor que preside ao psoe não estava disponível para considerar.
Por cá, o doutor rui rio também usou da uma estratégia semelhante em sucessivas tentativas de um acordo de regime com o ps. Foi constrangedor ver as sucessivas humilhações a que o doutor costa o foi sujeitando e o estado comatoso em que deixou o partido a que presidia. Dizer que ao contrário de quem herdou o esvaimento, o doutor rio pelo menos tinha um projeto – ao contrário do que agora sucede com o doutor montenegro -, não me parece grande consolo para o psd.
Mas é em atenção do doutor montenegro que rabisco estas linhas. O que deve fazer para ganhar ao doutor costa:
Deve em primeiro lugar estabelecer uma “linha vermelha”. Se o ps do doutor costa, os tolos, incendiários e influencers que agora fazem de jornalistas se consentem impor linhas vermelhas às suas políticas, deve o doutor montenegro impor as suas e declarar inequivocamente que em circunstancia alguma fará alianças com os impostores a que o doutor costa preside.
Faz muito bem o doutor montenegro em declarar que não fará alianças com partidos racistas e xenófobos. Não tem, de resto, outro remédio – a constituição proíbe-os e portanto, não terá com quem as fazer. Feito isto, afirmará o direito de fazer ou não fazer as alianças pós ou pré-eleitorais que muito bem entender.
Finalmente, tem que se dar à fadiga de ter um projeto político. Se é verdade que o doutor costa o não tem, também é verdade que isso não é uma boa desculpa para que o doutor montenegro o não tenha.
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quarta-feira, 19 de julho de 2023
lembram-se daquele senhor...
...que consegiu localizar através dos cortinados do hotel aquele banqueiro que comprou um sofisticadíssimo software para impedir a localização do seu telemóvel, mas fez o cheque-in no hotel de cinco estrelas com a sua identidade e passaporte ao mesmo tempo que tinha um mandato de captura emitido pela interpol? Não? É diretor da PJ e apareceu agora no noticiario. A dizer que não tem nada a declarar.
É empregado do doutor costa.
segunda-feira, 17 de julho de 2023
em defesa do doutor costa
Tranquilo, um destes dias o doutor costa desvalorizou o alvoroço a que o conhecimento dos negócios de um tal capitão deu azo: disse o senhor primeiro-ministro que falava com muitas pessoas e que o assunto da corrupção não era muito importante para os portugueses. Como este "não 'tou nem aí" funcionou a modos que gasolina em fogueira, lá se obrigou a rabiscar uma redação em que tenta explicar ao povo que tudo não passou de um mal-entendido.
Em seu socorro vejo-me compelido a concordar com tudo quanto afirmou: os portugueses - a esmagadora maioria dos portugueses que exercem o seu direito de voto, pelo menos - não estão realmente apoquentados com a imundice terceiro-mundista que tão frequentemente passa pelos jornais e tão excecionalmente pelas prisões. Têm até um "ditado popular" com que exprimem essa indiferença: "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte".
As pessoas que o doutor costa conhece tão bem não se incomodam com o capitão. Nem tão pouco com os impostos escandinavos que asfixiam empresas e famílias com membros "ativos" - a trabalhar. Aquilo que verdadeiramente lhes importa é o que ele possa condescender em repartir com eles: os subsidiozinhos, o aumento da pensãozinha, a ajudinha com a renda, o passe social ou o autocarrozinho da junta, coisinhas assim. Tudo o resto é fumaça e "conversa de tabacaria".
As pessoas que se incomodam são uma expressiva minoria que não conta no marketing eleitoral. Que outra razão pode haver para os nossos concidadãos entregarem uma maioria absoluta ao partido que - não estando sozinho no mercado - é seguramente aquele em que se acoita o maior número de corruptos?
Deixem-no em paz.
E sobretudo, "deixem a justiça funcionar".
sábado, 14 de janeiro de 2023
andam a dizer que o doutor costa queria entalar o banhista
Sem razão.
O doutor costa vai bem em lembrar que os senhores do governo vão a assinar e beijar mão no palácio do banhista.
Se dele precisam de um rabisco, significa que pode entender e decidir não dar rabisco. Logo, é coautor da nomeação dos senhores governantes.
A menos que se admita que a república seja presidida por um reizinho ocioso a fazer vida de playboy, mas tenha pudor em o admitir.
lembram-se?
O doutor costa era o ministro "do interior" do engenheiro sócrates quando o CM foi proibido pelos tribunais de mencionar este último (foi exatamente assim que a imprensa internacional se referiu ao assunto, não como o "Público" o deu a saber...)
Não apenas ninguém deu importância à obvia censura, como penso até que um número significativo dos meus compatriotas achou muito bem.
Nestas condições, nem sei do que está o doutor costa à espera para arranjar maneira de proibir o Correio da Manhã de falar do seu governo e camaradas.
Não apenas ninguém deu importância à obvia censura, como penso até que um número significativo dos meus compatriotas achou muito bem.
Nestas condições, nem sei do que está o doutor costa à espera para arranjar maneira de proibir o Correio da Manhã de falar do seu governo e camaradas.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
não, não, não
Já andam por aí compatriotas a suspirar pela queda do governo.
Não, não, mil vezes não.
Os meus concidadãos deram ao PS uma maioria absoluta. E ao país um narciso egocêntrico sem vagar para ser presidente, hipocondríaco e com medo da própria sombra. Por aí não há nada a temer.
Agora, se me fosse possível, agarrava na cabecinha de cada português que reincide em votar no partido mais corrupto e nepotista da democracia portuguesa, abria-lhe os olhos com pedaços de fita adesiva e obrigava-o a ver o espetáculo das suas escolhas até ao fim do mandato.
E o doutor costa que não tem, não teve e nunca terá vida ou mundo fora da associação de malfeitores a que se acolheu logo que aprendeu a andar, deve beber o veneno que agora lhe calhou em sorte até o copo ficar vazio.
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
"ele não é um homem como nós"
Ouvi agora o Júdice a dizer, referindo-se ao doutor costa. E apressou-se a esclarecer: "-Ele está assustado. ... Porque é um político muito frio, muito competente. ... Ele sabe que, de repente, o país se pode virar contra ele. Ora, ele não é como nós, é um guerreiro. E os guerreiros não reagem ao risco, ao medo e à ansiedade como as pessoas normais."
Pois as pessoas mais estupidas que conheci em toda a minha vida são precisamente aquelas que reagem assim perante o erro. Para usar as palavras de Júdice, essas pessoas "não reagem acobardando-se, rendendo-se, deprimindo-se ... são os heróis".
Não, não, não, doutor... As pessoas que "fogem em frente", não são heróis de coisa nenhuma, precisamente porque estão em fuga. Uma pessoa inteligente consente-se a dúvida, pondera reconhecer e admitir o erro. Nem precisa ser particularmente inteligente.
Pois as pessoas mais estupidas que conheci em toda a minha vida são precisamente aquelas que reagem assim perante o erro. Para usar as palavras de Júdice, essas pessoas "não reagem acobardando-se, rendendo-se, deprimindo-se ... são os heróis".
Não, não, não, doutor... As pessoas que "fogem em frente", não são heróis de coisa nenhuma, precisamente porque estão em fuga. Uma pessoa inteligente consente-se a dúvida, pondera reconhecer e admitir o erro. Nem precisa ser particularmente inteligente.
Chega que seja uma pessoa normal e lhe acuda um assomo de bom senso. Uma pessoa como a maioria de nós, perante o risco, não se torna mais agressivo ou mais violento.
Só alguém realmente medíocre o faz.
domingo, 11 de dezembro de 2022
"à ciência o que é da ciência"
Interpelado um dia acerca da política da mudança da hora, a criatura que escolhemos para nos governar disse um dia: "- À ciência o que é da ciência!". Não, não estou a inventar ,foi exatamente isto que a criatura respondeu.
Gostaria muito que os senhores jornalistas voltassem a interpelar o sr. primeiro-ministro, desta vez acerca deste afeto galambesco pelo "hidrogénio verde". Ou incolor, vá.
Por exemplo: "-Sr. primeiro-ministro, no atual estado do conhecimento científico quer ter a bondade de nos informar acerca da quantidade de energia necessária para produzir hidrogénio - ou 'hidrogénio verde', vá... - na relação com a quantidade de energia que dele pode extrair-se?"
Gostaria muito que os senhores jornalistas voltassem a interpelar o sr. primeiro-ministro, desta vez acerca deste afeto galambesco pelo "hidrogénio verde". Ou incolor, vá.
Por exemplo: "-Sr. primeiro-ministro, no atual estado do conhecimento científico quer ter a bondade de nos informar acerca da quantidade de energia necessária para produzir hidrogénio - ou 'hidrogénio verde', vá... - na relação com a quantidade de energia que dele pode extrair-se?"
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quarta-feira, 16 de novembro de 2022
não se iludam: o livro do doutor costa não se resume ao “empenho” do doutor costa – o antónio -, pela “filha do presidente amigo”
Para perceber porque parece incomodar tanta gente, basta ler o índice que aqui deixo em vosso benefício. E para se perceber do que trata exatamente, é preciso ler título e sub-título:
“O Governador – Carlos Costa ex-líder do Banco de Portugal e as revelações sobre os 10 anos mais críticos da história recente do país”,
PREFACIO Um homem certo para tempos difíceis.....................11
INTRODUÇÃO A política do segredo, a prestação de contas e a democracia……13
1. Da aldeia para a Europa: o elevador social a funcionar por mérito........19
2. A vida em Bruxelas......... 29
3. A parceria com Vitor Gaspar e a ida para a Comissão Europeia …….41
4. O presente envenenado no BCP…….51
5. A passagem pela Caixa e o regresso à Europa……..63
6. A crise (anunciada) de 2008..............75
7. Sócrates, o convite para governador e a chegada da crise da dívida soberana…..87
8. A crise, a proximidade com Teixeira dos Santos e o financiamento intercalar.......101
9. As negociações confidenciais com o FMI e o PEC clandestino......113
10. As cartas secretas para Cavaco e Sócrates…...123
11. A troika de Sócrates, Constâncio & Barroso e o memorando de entendimento….133
12. Como o governador convenceu o FMI a desistir da desvalorização interna........... 147
13. O programa de ajustamento aplicado por Passos Coelho.......155
14. A reforma da supervisão prudencial e a banca como um caso de polícia………..169
15. Como começou o caso BES…….. 179
16. Retirar ou não a idoneidade a Salgado?.......... 189
17. O início do fim do BES.... 199
18. As denúncias de Ulrich e Queiroz Pereira foram decisivas?........ 209
19. O ring-fencing do BE......................199
20. A estratégia para afastar os Espírito Santo.......... 229
21. O projeto Uriel e a saída de Salgado..........239
22. A Eurofin e as cartas de conforto para a Venezuela..............257
23. O caso BESA e a garantia soberana de Angola.....269
24. A resolução do BES....283
25. Os “três problemas» de António Costa com Carlos Costa.…. 293
26. As duas fases da venda do Novo Banco......... 305
27. A nega do governador à filha de um presidente de um país amigo de Portugal...…..327
28. A carta de António Costa para Juncker e Draghi escrita nas costas do governador...............337
29. O caso BANIF. A carta de Costa, a notícia sobre a resolução que não existia e a venda que podia ter acontecido.......347
30. Os problemas do BANIF, as tentativas de venda e a influência do Mecanismo Único de Supervisão..............357
31. A estranha aliança entre Centeno e o Bloco para derrubar o governador…………..371
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