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terça-feira, 19 de maio de 2020

helicóptero da sic


Com milhares e milhares de pessoas a perderem o seu trabalho ou com os seus rendimentos consideravelmente diminuídos, acabo de ouvir uma senhora jornalista a falar da necessidade de, com o dinheiro dos contribuintes, injetar “umas largas centenas de milhões de euros” na TAP.*
Eu continuo à espera que essa coisa da “empresa estratégica” seja um dia adequadamente explicada pelos sobas da opinião indígena. É que continuo sem perceber como é que a Espanha, a Bélgica, a Holanda, a Itália, Suíça, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, França, Bulgária, Áustria e rigorosamente quase todos os outros países europeus que, para benefício dos seus contribuintes, abdicaram da propriedade de companhias de bandeira conseguem sobreviver sem essa coisa da “estratégica”….
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* A dívida financeira da TAP é de mil milhões de euros.

quinta-feira, 19 de março de 2020

helicóptero da sic

O doutor Costa responde a um jornalista:
“-Bom, que eu saiba o estado não é produtor de bens de proteção individual….”
Bom, mas é proprietário de uma companhia aérea…

Ainda se podem fazer reversões? É que os 100 milhões de prejuízos da companhia aérea que o contribuinte vai ter de pagar, agora davam jeitinho.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

o sr. daniel oliveira “acha”

Na sua página do FB e a propósito do Novo Banco, o Sr. Daniel Oliveira sujeitou à apreciação do seu povo a muito defensável ideia de que “[os contribuintes] não podem ser obrigados a assumir qualquer risco por decisões que não tomaram.”

«Porque ao contrário dos privados, os contribuintes nunca ganhariam nada com um investimento que não fizeram. Não podem ser obrigados a assumir qualquer risco por decisões que não tomaram. Não é uma questão de culpa, porque os investidores não tiveram culpa nenhuma. É uma questão de responsabilidade.»

E a certa altura dos améns, um tal Sr. César Serradas lembra-se de perguntar:

“E agora que tal o Daniel Oliveira extrapolar isso para tudo o resto - como por ex. a TAP?”

Ao que o Sr. Daniel Oliveira entendeu responder do seguinte modo:

“Não tenho qualquer problema que o Estado ponha dinheiro em empresas suas. Não compreende que não nos separa a oposição à promiscuidade entre público e privado. A diferença é que eu acho que o Estado deve ter empresas públicas. E mandar nelas. E, quando necessário, pagá-las.”

Ao que o Sr. César Serradas ensarta a seguinte objeção:

“De qualquer das formas essa sua posição agora já é contrária à posição mais pura e ímpia do artigo. Quando o Estado paga por empresas públicas ele obriga todos os cidadãos a contribuírem (à força) para um serviço que não contrataram e onde não alocaram risco.”

Como seria de esperar, o Sr. Daniel não quis saber do afogo. O Sr. Daniel “acha" que o Sr. César Serradas (na figura de contribuinte) deve ser coproprietário de uma companhia de transportes aéreos (a “independência nacional”, o “interesse estratégico” e assim - não interessa, o Sr. Daniel “acha”). Logo, o Sr. César Serradas (na figura de contribuinte) só tem que avançar com o cacau. Seja como for, bem podia o Sr. César esbracejar. O Sr. Daniel (em representação dos senhores que “acham”) já lá não estava. Era o que mais faltava, aturar as impertinências da criadagem. O dinheiro do Sr. César é da cooperativa e não se fala mais nisso.