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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

o saco do pai natal está à venda

O doutor costa, um militante católico como todos sabemos, foi a Roma agradecer a escolha de Lisboa para as jmj. Por coincidência, precisamente no dia em que o doutor medina, o ministro caramba e um tipo de quem não me lembra agora o nome ou funções anunciaram em pompa a reversão da reversão da propriedade da tap. 
A acreditar nestas criaturas, os candidatos à compra já se esgadanham uns aos outros na tentativa de comprarem o saco do pai natal. Que embora dele já não conste a discreta esposa do doutor medina assim como a senhora despedida com “justa causa”, ainda é promessa de prosperidade em lucros. De tal modo que o doutor medina se sente compelido a pôr ordem nestes oportunistas: para além de inúmeras imposições em caderno de encargos – “a nossa bandeira” e assim -, o nosso porcino ministro exige que a invicta cidade do Porto fique no coração dos novos donos da empresa, coisa que os gestores públicos sempre tiveram como prioridade, como é do conhecimento de todos.
Há uma coisa irritante em toda esta história: a insinuação, a quase explicita afirmação de que o doutor costa foi coagido a reverter a privatização da tap para a salvar “da covid”.
Não, não foi. O doutor costa apenas apanhou com “a covid”  depois de haver revertido a privatização da tap, em grande pompa e em pessoa, naquele que terá sido um dos seus primeiros actos de gestão depois de haver perdido as eleições por poucochinho.
Mas adormeçam os contribuintes na santa paz dos justos: o dinheiro que enfiaram na “nossa bandeira” ser-lhes-á todo devolvido com enormes juros. O “novo banco” já lá vai. O luminoso futuro é já ali.



quarta-feira, 26 de abril de 2023

ouvi agora de raspão...

... o senhor de um dos sindicatos dos trabalhadores da TAP a afirmar que a esta empresa pública foi sempre um "joguete político". Tem-se visto e dificilmente haverá alguém que o não desconfiasse, pelo menos.

Mas porque é que o senhor do sindicato, todos os sindicatos dos trabalhadores nunca denunciaram a verdadeira natureza desses "joguetes"? Porque a todos convinha. Excepto aos contribuintes que levavam e levam com a marretada dos desmandos. Os políticos por lá enfiavam a família em prebendas e negócios. Aos sindicatos porque vendiam o silêncio em relação ao que eufemisticamente designam por "joguetes". "Joguetes" de que sempre foram cúmplices. Ao ponto de nem agora serem capazes de dar nome aos bois.

sexta-feira, 7 de abril de 2023

tomem nota para memória futura

 













O porcino mamífero cima ilustrado é autor das seguintes façanhas:

1- Faz parte de um partido que reverteu a privatização da TAP e faz parte de um governo que anunciou reverter a reversão com gigantesco prejuízo para as finanças públicas (os tais impostos cobrados a vossas senhorias que falecem às mais elementares funções de um estado, para o caso de não estarem a perceber muito bem);

2- Neste espaço de tempo, a sua companheira foi achada capaz de ser parte da administração da referida empresa;

3- Neste mesmo espaço de tempo, uma das administradoras da referida empresa - devidamente descartada com uma "indemnização" que se tornou pública graças aos serviços de um órgão de comunicação a que a opinião publicada se refere por "esgoto a céu aberto" - foi designada secretária de estado. Apenas por 24 horas, graças aos serviços prestados pelo "esgoto a céu aberto";

4- O supramencionado canalha, para se livrar expeditamente de mais maçadas políticas, em conferência de imprensa difundida ao vivo pelos vários órgãos de comunicação social, enxovalhou a "CEO" da supramencionada empresa que um dos seus governos havia contratado. Despedindo-a por "justa causa".

A senhora em causa anunciou já que iria recorrer de tal juízo e parece haver consenso entre os do ofício das leis que a senhora será devidamente ressarcida do público enxovalho.

Sabem que a fatura pelo enxovalho não vai em nome da porcina criatura, não sabem?

Pronto, era só isto.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

reverter reversões a modos de quem governa

Estes bandalhos estoiram três biliões numa "reversão" e agora revertem a reversão com uma espantosa cara de pau.
O contribuinte fica a ver.
Impávido e sereno.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

a explicação do mistério

Para perceber o que pode ter acontecido no bizarro percurso de Alexandra Reis, que a levou da TAP - de onde saiu com meio milhão - até ao governo, passando pela NAV, é só tentar tornar público o que a senhora sabe dos aviões a custar 20% acima do valor de mercado.

Podem esperar sentados no que diz respeito a essa diligência.

O dinheiro é público, mas os negócios são da família.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

ó dótôra, guarde, guarde lá isso

Ó dótôra, tenho a certeza que a coisa está "dentro do estrito cumprimento da lei".

Ou não fosse a família a fazer a lei...

Guarde, guarde a massa dótôra, guarde. Mais milhão, menos meio milhão, a malta aguenta.
E gosta.
Se não fosse o medo de me picar nesse bigode tão bem aparado, até lhe mandava daqui um beijinho


.

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

para os que ainda lamentam a nossa presença na ue

 O governo português não “injeta nem mais um cêntimo” na TAP. Acaba de dizer o cachopo que ficou a fazer de presidente da câmara e agora é ministro das finanças.

Enfim, lá terão de gastar a massa toda em hospitais e porcarias assim.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

helicóptero da sic

Parece que a TAP tentou tratar a elite “escravagista” brasileira – a quem roubámos o ouro, como se sabe... – da mesma maneira que trata o indígena: os “escravagistas” compraram bilhetes de 5000€ para não ter de coabitar com o povo peganhento e a TAP enfia-os a todos num autocarro da "Barraqueiro".

São coisa destas que alegram os meus dias. Só para verem como são tristes…

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

helicóptero da sic

 “não tap os olhos”

Desta vez, um dos choferes dos aviões da TAP, em apenas um voo, custou ao contribuinte (os noticiários chamam-lhe “estado português” mas é de si que eles estão a falar) a módica quantia de 40.000€. Aparentemente, o Senhor Presidente da República da Eslovénia e a sua comitiva - convidados pelo Senhor Presidente da República Portuguesa para virem a Portugal inaugurar um banco de jardim (assunto de que aqui dei a devida notícia) - terão chegado atrasados “2 a 3 minutos” ao avião da TAP que os levaria de volta à Eslovénia. Depois de descarregar a bagagem destes passageiros - porque o chofer do avião se recusava a abrir-lhes a porta -, o “estado português” fretou um jato. O chofer do avião alega ter obedecido a instruções da empresa.
Viajo muito pouco de avião. Adoro fazer milhares de quilómetros por terra e sempre que posso, é em carro que viajo. De modo que a minha experiência de companhias aéreas é muito pequena. Apesar de ter algumas opiniões: as Turkish Airlines são de longe as minhas favoritas; a UIA ucraniana, logo que a meio dos voos começam a vender bebidas, é de longe a mais divertida ( e assustadora em voos mais longos…); procuramos esquecer o assunto da aviação quando, ao embarcar num avião da British Airways e à medida que caminhamos pela manga, vemos as asas a abanar; fico aterrorizado com a ideia de deixar cair o quer que seja ao chão num avião da Rayanair porque é literalmente impossível conseguir recuperá-la no espaço disponível entre as pernas e o banco da frente; adoro os aviões da SATA, com assentos de espessura igual a 4 ou cinco assentos de um avião da Ryanair e onde – ao contrário do que sucede com esta última -,é literalmente impossível sermos importunados por inglesas bêbadas. Mas nada, absolutamente nada me levaria a embarcar voluntariamente num avião da TAP. Tendo o custo da passagem por critério na escolha da companhia, como sucede no meu caso, nunca há perigo: o transporte pela TAP é sempre duas, três vezes, às vezes mais caro do que em qualquer outra. O problema é quando outras companhias aéreas vendem bilhetes da TAP em seu nome. Foi exatamente isso que me aconteceu da última vez que viajei na TAP. Comprei um voo pela LOT e fui num avião da TAP até Varsóvia. O avião saiu de Lisboa com mais de uma hora de atraso; não sei exatamente quanto, porque não estamos de cronómetro na mão quando somos surpreendidos com estas coisas. Nunca em nenhum momento da longa espera – em que não entrou ninguém no avião – foi oferecida qualquer explicação aos passageiros que aguardaram a descolagem sem a exigir, de modo paciente e civilizado. Sentados nos bancos à minha frente, os mais espaçosos, imediatamente atrás da cabine, seguiam os tripulantes do voo e colegas (porventura a caminho de outras escalas). Sensivelmente a meio do voo, um dos cavalheiros - de barba irrepreensivelmente cuidada e que me parecia mais alto enquanto sentado-, levanta-se e começa por servir os seus colegas com uma cerimónia que - não pude deixar de reparar -, contrastava com o ostensivo desdém com que posteriormente serviu os passageiros.
Ao chegar a Varsóvia e à saída, três senhoras à minha frente, com ar modesto- provavelmente ucranianas, a ajuizar pelo modo como se expressavam em português – interpelaram o referido cavalheiro acerca de a quem deveriam exigir satisfações por haverem perdido a ligação do seu voo para Kiev. O estafermo olhou as senhoras de baixo para cima e essa foi a sua única resposta. Acrescento que esta desprezível criatura era baixota, o que noutras circunstâncias seria completamente irrelevante. E – descobri alguns meses mais tarde, já em Portugal e numa qualquer notícia acerca de tripulantes de cabine – presidente de um dos sindicatos da classe.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

o gajo do porsche acaba de comprar uma porrada de aviões

O gajo do porsche está aqui na televisão a ir ao cu ao indígena a tentá-lo convencer que lhe vai usar o dinheiro de várias gerações para continuar a ter uma empresa de aviões para a sua família biológica e política. Se - porque o dinheiro dos outros, de uma maneira ou doutra, chega sempre ao fim -, depois não chega para hospitais e tudo o resto que pudesse estar vagamente aparentado com as razoáveis funções de um estado a sério, vossas senhorias terão que ter paciência; a coisa dos aviões é importante. Estratégica.
Por causa das colónias.
Ups… Não, que raio, por causa da estratégia.
“Nós compramos”, está o cabrão a dizer.
Juro.

terça-feira, 19 de maio de 2020

helicóptero da sic


Com milhares e milhares de pessoas a perderem o seu trabalho ou com os seus rendimentos consideravelmente diminuídos, acabo de ouvir uma senhora jornalista a falar da necessidade de, com o dinheiro dos contribuintes, injetar “umas largas centenas de milhões de euros” na TAP.*
Eu continuo à espera que essa coisa da “empresa estratégica” seja um dia adequadamente explicada pelos sobas da opinião indígena. É que continuo sem perceber como é que a Espanha, a Bélgica, a Holanda, a Itália, Suíça, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, França, Bulgária, Áustria e rigorosamente quase todos os outros países europeus que, para benefício dos seus contribuintes, abdicaram da propriedade de companhias de bandeira conseguem sobreviver sem essa coisa da “estratégica”….
____________
* A dívida financeira da TAP é de mil milhões de euros.

quinta-feira, 19 de março de 2020

helicóptero da sic

O doutor Costa responde a um jornalista:
“-Bom, que eu saiba o estado não é produtor de bens de proteção individual….”
Bom, mas é proprietário de uma companhia aérea…

Ainda se podem fazer reversões? É que os 100 milhões de prejuízos da companhia aérea que o contribuinte vai ter de pagar, agora davam jeitinho.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

o sr. daniel oliveira “acha”

Na sua página do FB e a propósito do Novo Banco, o Sr. Daniel Oliveira sujeitou à apreciação do seu povo a muito defensável ideia de que “[os contribuintes] não podem ser obrigados a assumir qualquer risco por decisões que não tomaram.”

«Porque ao contrário dos privados, os contribuintes nunca ganhariam nada com um investimento que não fizeram. Não podem ser obrigados a assumir qualquer risco por decisões que não tomaram. Não é uma questão de culpa, porque os investidores não tiveram culpa nenhuma. É uma questão de responsabilidade.»

E a certa altura dos améns, um tal Sr. César Serradas lembra-se de perguntar:

“E agora que tal o Daniel Oliveira extrapolar isso para tudo o resto - como por ex. a TAP?”

Ao que o Sr. Daniel Oliveira entendeu responder do seguinte modo:

“Não tenho qualquer problema que o Estado ponha dinheiro em empresas suas. Não compreende que não nos separa a oposição à promiscuidade entre público e privado. A diferença é que eu acho que o Estado deve ter empresas públicas. E mandar nelas. E, quando necessário, pagá-las.”

Ao que o Sr. César Serradas ensarta a seguinte objeção:

“De qualquer das formas essa sua posição agora já é contrária à posição mais pura e ímpia do artigo. Quando o Estado paga por empresas públicas ele obriga todos os cidadãos a contribuírem (à força) para um serviço que não contrataram e onde não alocaram risco.”

Como seria de esperar, o Sr. Daniel não quis saber do afogo. O Sr. Daniel “acha" que o Sr. César Serradas (na figura de contribuinte) deve ser coproprietário de uma companhia de transportes aéreos (a “independência nacional”, o “interesse estratégico” e assim - não interessa, o Sr. Daniel “acha”). Logo, o Sr. César Serradas (na figura de contribuinte) só tem que avançar com o cacau. Seja como for, bem podia o Sr. César esbracejar. O Sr. Daniel (em representação dos senhores que “acham”) já lá não estava. Era o que mais faltava, aturar as impertinências da criadagem. O dinheiro do Sr. César é da cooperativa e não se fala mais nisso.