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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

o português de albufeira e o apátrida dos rolex

Quando os OCS, cuja função era a de informar, se empenham em desinformar em nome daquilo que julgam ser códigos "deontológicos" defensáveis, o resultado é o de se tornarem dispensáveis.

Vejam só o espectáculo que oferecem: um sujeito varre pedestres com um carro. E a primeira coisa em que insistem compulsivamente é em informar que se trata de um "português".

Pouco depois, um sujeito que é parte de um gangue de assaltantes é "varrido" pelo assaltado. E até hoje não parecem estar interessados na sua nacionalidade senão em fazer saber que o assaltado é "empresário do ramo imobiliário".

Como diria McLuhan, de uma estranha maneira, os senhores jornalistas acabam sendo a mensagem.
Porque a informação já não é com eles. Tem de ser vasculhada no imenso adro desta nova igreja das redes sociais.

Parabéns.


terça-feira, 3 de março de 2026

do escrutínio dos "polígrafos"

Por esta altura já toda a gente percebeu que os escrutínios dos OCS através dos chamados "polígrafos" não são mais do que metanarrativas dos seus conselhos de redacção (antigamente havia isso...).

A boa notícia é que hoje, com as aplicações de AI, qualquer pessoa é dona do seu "polígrafo". Com margens de "erro" muito inferiores aos dos OCS tradicionais.
Apenas a título de exemplo: os serviços de informação sionista - em razão da hostilidade que vem sendo gerada pelas imagens dos crimes que vêm sendo perpetuados contra o povo palestiniano - recentemente decidiram fazer um investimento gigante em páginas na rede. [ O que apenas prova que não são assim tão bons quanto se pensa; organizações afectas aos palestinianos fazem-no há muito mais tempo e com excelentes resultados.] E essas páginas vêm tentando desacreditar a informação de que Israel assassinou quase centena e meia de crianças em duas escolas iranianas alegando, entre outras coisas, que as escolas no Irão fecham por altura do Ramadão. Achei que seria uma poderosa razão para duvidar do que já tinha visto, das imagens e dos gritos de desespero dos pais que tinham acabado de perder as filhas.
E o que fiz foi o que já faço há muito tempo, desde que a DeepSeek é de utilização livre. Comparando frequentemente com os resultados de outras aplicações, como a Gemini. E conclui com muito detalhe que é completamente falso que as escolas estivessem fechadas.
Ironicamente, foi a República Popular da China quem começou por me ajudar a navegar nestes oceanos de mentira. E a rir-me dos "polígrafos" dos que ainda se crêem Aletheias domésticas.




segunda-feira, 23 de junho de 2025

as centrais de intoxicação já estão a trabalhar a todo o vapor outra vez

Para criar o clima de opinião adequado ao derrube do governo de um estado que apesar de todos os seus muitos defeitos é minimamente funcional. E infelizmente, as tragédias que já vimos na Líbia, no Iraque, na Síria... vão repetir-se, mais cedo ou mais tarde.

Por esta altura borbulham as notícias com o mal-escondido propósito de diabolizar o regime de Teerão de todas as formas possíveis. Tudo o que do Irão por agora chegar terá a intenção de nos intoxicar. Evidentemente, ninguém irá lembrar aquilo que levou à instauração da república islâmica, não passarão documentários sobre a obscenidade dos gastos de Reza Pahlavi, da brutalidade da sua polícia política, da sua canina subserviência aos interesses americanos ao mesmo tempo que era indiferente e desprezava as necessidades do seu povo, nem tão pouco a progressiva moderação da brutalidade do actual regime. Neste momento não acredito em rigorosamente NADA do que agora se escreva sobre a Pérsia.
 
Para ir sabendo ou ter uma ideia do que realmente se passa, há informação alternativa.
É importante que não esqueçamos o que se passou com as “armas químicas”. Pelo menos nesse caso a verdade acabou por se conhecer até através das fontes que anteriormente mentiam sem vergonha. Por exemplo, aqui tenho informação rigorosa dos dois lados do último dos conflitos que a administração americana nos impõe. Desta vez na companhia mais activa de Israel, com Friedrich Merz a agradecer o “trabalho sujo” (sic) por parte deste último.
 
Pouco podemos. 
Mas podemos não ser cúmplices dos delinquentes que insistimos em eleger.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

dois não assuntos



São o assunto que fez hoje a manhã da rádio observador, à semelhança do que vem sucedendo com outras empresas no ramo da “comunicação social”: o diferendo que opõe “os anjos” que estão alegadamente no ramo da “música “ e uma joana no do “humor”.

No que diz respeito aos primeiros, se alguma vez passaram pelos meus tímpanos terá sido à traição. Provavelmente no carro, de onde não podia fugir senão atirando-me para fora dele. A segunda pratica um humor que, à semelhança do primeiro, não fazendo o meu género, faz o gosto de imensa gente. É o das adolescentes que se divertem muito a ridicularizar o penteado, os óculos, a frase ou a voz das colegas. O programa é feito com mais duas senhoras que fazem a atmosfera que mimetiza em perfeição as três amigas no 3° ciclo do ensino básico. É uma coisa que acontece mais ou menos a todos, mas que alguns superam quando crescem.

Pelo que julgo ter compreendido, no contexto desta categoria de humor, a senhora terá ridicularizado os primeiros por não saberem cantar, por não saberem o hino ou ambas as coisas. Os “anjos” não gostaram e, aparentemente colegas na mesma escola, fizeram queixa ao director de turma. Perdão: recorreram à justiça.





domingo, 6 de outubro de 2024

da soprada vantagem do almirante

A comunicação social socialista – pronto, a comunicação social… – deixou de gostar de Gouveia e Melo a partir de certa altura da epidemia. Ganhou-lhe antipatia quando o sr. almirante se atreveu a desconsiderar uma autarca socialista do Algarve que apareceu nos noticiários a justificar a necessidade de ser persona prioritária na toma da “vacina covid” - quando o terror ia a meio - porque tinha nos seus deveres o acompanhamento dos velhinhos dos lares através de um tablet. Com uma empregada atrás, que lhe ia virando as páginas do tablet.. *
Desde esse episódio, numa espécie de adopção cínica do princípio de Peter, o senhor almirante foi atirado para o comando da marinha portuguesa cuidando assim atirá-lo para fora da inconveniência de algum pio.
Quando surgiram notícias de que o sr. almirante exigia dois submarinos para não concorrer à presidência disto, pensei para comigo que um militar a fazer chantagem com o poder político era coisa realmente feia, mas condizia muito bem com a fealdade da gentalha menor que se apropriou desse poder. Não estranhei.**
Entretanto, veio o senhor almirante esclarecer o país - e a gentalha SIC/Expresso que lançou o boato - de que um militar não chantageava o poder político e a “notícia” era falsa. Não seria surpreendente que o comandante ambicionasse maiores meios para a mais antiga das marinhas do mundo. No que me diz respeito, entendo até que os meios alocados à marinha portuguesa desde que os braganças fugiram para o Brasil em navios podres escoltados pela marinha inglesa é uma das maiores vergonhas pátrias no que respeita a forças “armadas”. Muito obviamente entendo que a marinha portuguesa deveria ser epicentro das forças armadas em que força aérea e exército seriam subsidiárias por razões tão óbvias, tão óbvias que me escuso a expansões...
Não faço a menor ideia de quais sejam as qualidades que o senhor almirante possa oferecer como vantagem para o exercício do cargo de presidente disto. Depois do mamífero que por lá anda - cuja eleição os meus compatriotas cometeram por duas vezes -, não creio que se possa ser muito exigente: Tino de Rans teria sido uma magnífica alternativa. Mas não sabendo de nada que o qualifique sobremaneira, não sei igualmente de rigorosamente nada que o desqualifique para tão pouco exigentes funções.
Quando o Expresso/SIC “informou” da exigência do almirante  fiquei de estômago virado: um militar a chantagear a república…
Entretanto deram-lhe oportunidade de proceder ao desmentido.
Na ocasião também tive oportunidade de perceber que o almirante não se candidata à presidência da república nem excluía a hipótese de o fazer. Um direito que é de todos os que reúnem condições para o exercício.
Muito honestamente não sei o que qualifica ou desqualifica o sr. almirante para o desempenho de tal função. Pessoalmente sou da opinião de que já qualquer coisa serve.

_________________

*Seguiram-se-lhe muitos outros autarcas “socialistas” por todo o país; já se sabe que são quase todos mais iguais que os outros…

** - Se essa coisa dispendiosa da Entidade Reguladora para a Comunicação Social significasse mais do que prebenda da irmandade, uma ferramenta do regime, seria de exigir-lhes um formal desmentido, apresentação de fontes para a notícia, um esclarecimento do matarruano do polígrafo, um pedido de desculpas, enfim, qualquer coisa que justificasse a origem do rumor. Deixa-me inquieto o simples facto de o próprio almirante, a vítima, não exigir explicações.



terça-feira, 6 de agosto de 2024

o país está a chegar, acabaram-se as férias, doutor

Com a cumplicidade mais ou menos silenciosa da esmagadora maioria da comunicação social fomos assistindo ao colapso das mais elementares funções de um estado moderno. Com o fim abrupto de uma maioria absoluta, imposto pelas necessidades de progressão na carreira do doutor costa, o doutor medina aproveita para apresentar “o maior excedente orçamental registado no Portugal democrático “.

É com esse "excedente" que o dr. montenegro vai agora ter que governar. E aí está ele, o quarto poder em força, com os estagiários a aproveitarem agosto para apresentar serviço e um “jornalismo” já fatigado de quase uma década de ócio.

Vai ser feio.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

"pode haver uma má introdução das coordenadas", disse ele agora mesmo

Há aí um doutor general que passa tanto tempo nas televisões e nas rádios - está agora mesmo na rádio observador... - a falar da Ucrânia e da OTAN que já nem sei onde vai arranjar tempo para olear as pistolas, ou lá o que agora fazem na tropa.
Se calhar está com licença sem vencimento.
Tem muito boa dicção, é muito expressivo, é um regalo ouvir o senhor general. Agora não me lembra o nome ou patente do senhor, mas só pode ser esse em que estão a pensar.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

a senhora ana mansoa diz agora que não vai dizer mais nada...

Diz que não vai dizer mais nada à comunicação social "para não prejudicar o bem-estar da criança".

Mas tem de dizer.
E a doutora não tem que se preocupar com nada, as autoridades policiais cuidarão de não "prejudicar" a criança, elas existem precisamente para a proteger.

parece que está difícil encontrar registo da tal criança nepalesa...

Está por encontrar o registo de uma criança de nove anos que foi barbaramente agredida pelos seus coleguinhas numa escola da Amadora, de acordo com um depoimento que foi notícia, objecto de programas de comentário e palavras de condenação por parte dos mais importantes representantes políticos da nação, com sua excelência, o presidente da república, à cabeça.
O ministério da educação ainda não foi capaz de parir o registo da tal criança que foi vitima de selvajaria por parte dos seus coleguinhas racistas e xenófobos (sic) de nove anos. Em conformidade com a denuncia de uma senhora que foi amplamente difundida pelas televisões e demais comunicação social.
Ainda me lembro de um tempo em que o jornalismo tinha um código de conduta que impunha a confirmação de tudo o que noticiava e de maneira nenhuma acolhia denuncias sem ter o cuidado de investigar e confirmar os factos.
Iria jurar que os jornalistas parecem ter sido substituídos por incendiários muito ansiosos por ilustrar as suas teorias acerca da sociedade portuguesa e legitimar assim o modo como a descrevem.

Quando se enganavam, os jornalistas retratavam-se dos erros. Esta gentalha que agora os substitui foge em frente. 

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

o drama do beijo – parte IV

Para ter conhecimento do que se passa em Itália e pela política italiana tenho que o fazer pelas “redes sociais”. A “comunicação social” só me dá notícias do que pensa o “namorado de Giorgia Meloni”. 
Estas coisas não são passíveis de ser consideradas “agressão sexual”, muito evidentemente. No caso mais complicado da comunicação escrita, é tudo uma questão de ter pontaria para o lugar de uma aspa (singular) a separar a verdade da "pimenta na língua" do matarruano do "polígrafo".
Parabéns, amiguinhos, continuem assim. 
E parabéns à SONAE, assim até dá gosto fazer compras!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

até o baldaia

Até o Baldaia – o Baldaia, vejam bem… - se anda a consentir graçolas e sarcasmos com os senhores do governo e o “socialismo”.
Passa-se qualquer coisa que ainda não compreendi. O que é que deu neste jornalismo que já tudo tinha “normalizado” para, de repente, sujeitar o poder a um escrutínio cerrado como se fossem mesmo jornalistas. Como antigamente.
Aqui há gato.
Até o Baldaia, vejam lá.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

o 4º poder enquanto extensão do poder executivo

O antigamente chamado 4º poder, revelando-se cada vez mais incapaz de dar conta certa dos factos mais elementares – mais até por preguiça ou inépcia que por vontade em os distorcer em favor de uma narrativa qualquer – despreza a objetividade como se tivesse deixado de ser virtude maior e arroga para si a função de interpretar a realidade. De contrapoder acomodou-se à categoria de extensão de poderes executivos instaurando climas de unanimismo mais próprios de estados totalitários que tratam a dissensão como delito.
Cresci a ler jornais. Ia comprá-los para o meu pai quase antes de os saber ler. Já adulto, durante muitos anos, as manhãs de sábado eram ocupadas com a sua leitura. Sinto saudades desse tempo que chegou ao fim. Vivemos outro. Em que é chegada a altura de conceber e fazer vigorar instrumentos jurídicos que imponham a transparência e conhecimento público de todas as fontes de financiamento dos media. E, muito em particular, dos canais de televisão.
As receitas de publicidade explicam quase nada.

E isto é incompatível com verdadeiras democracias.

Na tentativa de compreender e informar-me sobre a guerra que agora atormenta a Europa venho lendo textos que a precedem temporalmente, mas que sob imensos aspetos explicam e antecipam o que agora vivemos. O texto que agora partilho foi escrito em 2014 e foi coligido em obra publicada em 2019.

(se necessário, para maior conforto, o texto pode ser copiado e colado no google translator sem que perca sentido. Não é poesia.)
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“Distorting Russia

February 12, 2014

THE DEGRADATION OF MAINSTREAM AMERICAN PRESS Coverage of Russia, a country still vital to US national security, has been under way for many years. If the recent tsunami of shamefully unprofessional and politically inflammatory articles in leading newspapers and magazines-most recently about the Sochi Olympics, Ukraine, and, as usual, Russian President Vladimir Putin-is an indication, this media malpractice is now pervasive and the new norm.

There are notable exceptions, but a general pattern has developed. Even in the venerable New York Times and Washington Post, news reports, editorials, and commentaries no longer adhere rigorously to traditional journalistic standards, often failing to provide essential facts and context; make a clear distinction between reporting and analysis; require at least two different political or "expert" views on major developments; or publish opposing opinions on their op-ed pages. As a result, American media on Russia today are less objective, less balanced, more conformist, and scarcely less ideological than when they covered Soviet Russia during the preceding Cold War.

The history of this degradation is also clear. It began in the early 1990s, following the end of the Soviet Union, when the US media adopted Washing ton's narrative that almost everything President Boris Yeltsin did was a "transition from communism to democracy" and thus in America's best interests. This included Yeltsin's economic "shock therapy" and oligarchic looting of essential state assets, which destroyed tens of millions of Russian lives; armed destruction of a popularly elected Parliament and imposition of a "presidential" Constitution, which dealt a crippling blow to democratization and now empowers Putin; brutal war in Chechnya, which gave rise to terrorists in Russia's North Caucasus; rigging of his own reelection in 1996; and leaving behind in 1999, his approval ratings in single digits, a disintegrating country laden with weapons of mass destruction. Indeed, most American journalists still give the impression that Yeltsin was an ideal Russian leader.

Since the early 2000s, the media have followed a different leader-centric narrative, also consistent with US policy, that devalues multifaceted analysis for a relentless demonization of Putin, with little regard for facts. If Russia under Yeltsin was presented as having entirely legitimate politics and national interests, we are now made to believe that Putin's Russia has none at all, at home or abroad-even on its own borders, as in Ukraine.

Russia today has serious problems and many repugnant Kremlin policies. But anyone relying on mainstream American media will not find there any of their origins or influences in Yeltsin's Russia or in provocative US policies since the 1990s-only in the "autocrat" Putin who, however authoritarian, in reality lacks such power. Nor is he credited with stabilizing a disintegrating nuclear-armed country, assisting US security pursuits from Afghanistan and Syria to Iran, or even with granting amnesty, in December, to more than 1,000 jailed prisoners, including mothers of young children.

Not surprisingly, in January The Wall Street Journal featured the widely dis credited former president of Georgia, Mikheil Saakashvili, branding Putin's government as one of "deceit, violence and cynicism," and the Kremlin as the "nerve center of the troubles that bedevil the West." But wanton Putin-bashing is also the dominant narrative in centrist, liberal, and progressive media, from the Post, Times, and The New Republic to CNN, MSNBC, and HBO's Real Time with Bill Maher, where Howard Dean, not previously known for his Russia expertise, recently declared, to Maher's and his panel's great approval, "Vladimir Putin is a thug."

American media therefore eagerly await Putin's downfall-due to his "failing economy" (some of its indicators are better than US ones), the valor of street protesters and other right-minded oppositionists (whose policies are rarely examined), the defection of his electorate (his approval ratings remain around 65 percent), or some welcomed "cataclysm." Evidently believing, as does the Times, for example, that democrats and a "much better future" will succeed Putin (not zealous ultranationalists growing in the streets and corridors of power), US commentators remain indifferent to what the hoped-for "destabilization of his regime" might mean in the world's largest nuclear country.

For weeks, this toxic coverage has focused on the Sochi Olympics and the deepening crisis in Ukraine. Even before the Games began, the Times declared the newly built complex a "Soviet-style dystopia" and warned in a headline, "Terrorism and Tension, Not Sports and Joy." On opening day, the paper found space for three anti-Putin articles and a lead editorial, a feat rivalled by the Post. Facts hardly mattered. Virtually every US report insisted that a record $51 billion "squandered" by Putin on the Sochi Games proved the funds were "corrupt." But as Ben Aris of Business New Europe pointed out, as much as $44 billion may have been spent "to develop the infrastructure of the entire region," investment "the entire country needs."

Overall pre-Sochi coverage was even worse, exploiting the threat of terror ism so licentiously it seemed pornographic. The Post, long known among critical-minded Russia-watchers as Pravda on the Potomac, exemplified the media ethos. A sports columnist and an editorial page editor turned the Olympics into "a contest of wills" between the despised Putin's "thugocracy" and terrorist "insurgents." The "two warring parties" were so equated readers might have wondered which to cheer for. If nothing else, American journalists gave terrorists an early victory, tainting "Putin's Games" and frightening away many foreign spectators, including some relatives of the athletes. The Sochi Games will soon pass, triumphantly or tragically, but the potentially fateful Ukrainian crisis will not. A new Cold War divide between West and East may now be unfolding, not in distant Berlin but in the heart of Russia's historical civilization. The result could be a permanent confrontation fraught with instability and the threat of a hot war far worse than the proxy one in Georgia in 2008. These dangers have been all but ignored in highly selective, partisan, and inflammatory US media accounts that portray the Euro pean Union's "Partnership" proposal benignly as Ukraine's chance for democracy, prosperity, and escape from Russia thwarted only by a "bullying" Putin and his "cronies" in Kiev.

Perhaps the largest untruth promoted by most US media is the claim that "Ukraine's future integration into Europe" is "yearned for throughout the country." Every informed observer knows-from Ukraine's history, geography, languages, religions, culture, recent politics, and opinion surveys-that the country is deeply divided as to whether it should join Europe or remain close politically and economically to Russia. There is not one Ukraine or one "Ukrainian people" but at least two, generally situated in its Western and Eastern regions.

Such factual distortions point to two flagrant omissions.... The now exceedingly dangerous confrontation between the two Ukraines was not "ignited," as the Times claims, by President Viktor Yanukovych's duplicitous negotiating or by Putin-but, as I pointed out, by the EU's reckless ultimatum, in November 2013, that the democratically elected president of a profoundly divided country choose between Europe and Russia. Putin's proposal instead for a tripartite EU-Ukraine-Russia trade arrangement, rarely if ever reported, was flatly rejected by US and EU officials.

But the most crucial media omission is Moscow's reasonable conviction that the struggle for Ukraine is yet another chapter in the West's ongoing, US-led march toward post-Soviet Russia, which began in the late 1990s with NATO's eastward expansion and continued with US-funded NGO political activities inside Russia, a US-NATO military outpost in Georgia, and missile defense installations near Russia. Whether this longstanding Washington Brussels policy is wise or reckless, it-not Putin's December 2013 financial offer to save Ukraine's collapsing economy-is deceitful. The EU's "civilizational" proposal, for example, includes "security policy" provisions, almost never reported, that would apparently subordinate Ukraine to NATO.

Any doubts about the Obama administration's real intentions in Ukraine should have been dispelled by the recently revealed taped conversation between a top State Department official, Victoria Nuland, and the US ambassador in Kiev. The media predictably focused on the source of the "leak" and on Nuland's verbal "gaffe" "Fuck the EU." But the essential revelation was that high-level US officials were plotting to "midwife" a new, anti-Russian Ukrainian government by ousting or neutralizing Yanukovych, the democratically elected president-that is, a coup.

Americans are left with a new edition of an old question. Has Washington's twenty-year winner-take-all approach to post-Soviet Russia shaped today's degraded news coverage, or is official policy shaped by the coverage? Did Senator John McCain stand in Kiev alongside the well-known leader of an extreme nationalist party because he was ill-informed by the media, or have the media deleted this part of the story because of McCain's folly? Whatever the explanation, as Russian intellectuals say when faced with two bad alternatives, "Both are worst."”


Stephen F. Cohen, “War with Russia: From Putin & Ukraine to Trump & Russiagate”, Hot Books, 2019, pp. 35-38

sábado, 1 de outubro de 2022

helicóptero da sic

 O texto de Miguel Sousa Tavares que aqui partilho resume algumas das principais mentiras - obvias mentiras – com que os órgãos de desinformação têm vindo a intoxicar a opinião pública. Nem todas foram resumidas porque todos os dias são inventadas e difundidas novas mentiras. Uma das mais recentes e grotescas consiste na acusação de a Rússia haver rebentado os gasodutos que lhe pertencem...

Mas MST resume algumas das mais notáveis mentiras que se propagam em unanimismo concertado por toda a “comunicação social”.

Porém, não concordo com MST quando classifica os referendos de “ridículos”. Foram livres, disso não tenho a menor dúvida, já que se tivessem sido outra coisa teria havido abundantes notícias de fraude. Ora, acerca desse assunto - desconsiderada a não ilustrada acusação de que a polícia/ militares (?) teria obrigado a população a ir votar (…) -, não me recordo de qualquer imputação de fraude em relação aos resultados.

E os referendos não são ridículos porque se justificam. Só não é obvio para todos porque a “comunicação social” se tem dedicado a escamotear um razoável conjunto de factos que permitiriam compreender a sua utilidade. Por exemplo, desde 2014 que a ”comunicação social” insiste em silenciar a verdadeira natureza da guerra civil que opõe ações militares de governos fantoches patrocinados pela administração americana em territórios de maioria russa. Quem honestamente desejar compreender a guerra civil que precede em vários anos a invasão russa pode dedicar alguns minutos a analisar os gráficos que são anexos em cada um dos links que podem ser vistos aqui.

Esses gráficos, de junto com um par de neurónios, explicam mais do que horas a ouvir os tó jó’s com voz cativa nos vários canais noticiosos. Simplificando muito, se se quiser, o que hoje se passa na Ucrânia em muitos aspetos assemelha-se ao que na década de sessenta se passou no Chipre: os cipriotas gregos violentaram, assassinaram e expropriaram os cipriotas turcos que, em consequência, se foram acantonando ao norte da ilha. Na sucessão destes eventos, a Turquia, que se havia comprometido por tratado a defender a minoria cipriota turca, invadiu o norte da ilha e instituiu um estado fantoche, hoje conhecido por República Turca de Chipre do Norte. Embora com muitas dissemelhanças, no essencial é quase o que agora se passa hoje na Ucrânia e nas regiões de maioria russa anexadas na sequência dos referendos. A maior diferença está exatamente no facto de Zelensky sujeitar os ucranianos a serem instrumento de uma estratégia e motivações a que os europeus não podiam ser mais alheios.

Os resultados dos referendos exprimem efetivamente a vontade das populações e, por consequência, não podem ser descritos como “ridículos”. Deixemos esses adjetivos para os órgãos de intoxicação coletiva. E se são “legais” ou não, fará aqui tanta diferença como saber se as inúmeras “ilegalidades” perpetradas pelas várias administrações americanas são mais ou menos contemporâneas dos referendos em causa: a lei é sempre a do mais forte e não releva muito saber se gostamos de que a coisas sejam exatamente assim.

MST tem razão quando lembra que as hipóteses com que os europeus - e os ucranianos em particular – são confrontados são apenas aquelas que respondem a interesses que são completamente alheios a uns e outros. São escaramuças de um naufrago que esbraceja por uma hegemonia que sabe ter chegado ao fim.

Pode ser uma imagem de 2 pessoas

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

helicóptero da sic

Só mais uma coisinha:

A Alemanha está a ser atirada para uma crise sem precedentes desde a II GM. A mesma Alemanha que tem financiado a eurozona em triliões de euros. É sabido que a canalha rejubila com este estado de coisas e sente alguma dificuldade em esconder a alegria que lhes vai na alma.
As noémias de xaile aos ombros e os tó jós sem meias, devidamente funcionalizados pelas tv’s na intoxicação “informativa”, estão muito pouco preocupados com o que nos vai acontecer a todos. Mas todos vamos pagar com língua de palmo a indiferença bovina por todas as ações censórias a que nos vêm sujeitando.

helicóptero da sic

Com a “comunicação social” em uníssono a acusar a Rússia pela sabotagem dos SEUS gasodutos, como aqui dei notícia, Radoslaw Sikorski, ex-ministro polaco dos negócios estrangeiros e da defesa já agradeceu aos Estados Unidos no Twitter por essa mesma ação…
Enfim, embaraço atrás de embaraço...


terça-feira, 27 de setembro de 2022

os nossos aliados americanos são amigos e nunca fizeram escutas à senhora merkel

De regresso a casa, ouço na rádio que em resultado provável de “explosões” (!) há fugas de gás no Nord Stream II.
E no Nord Stream I??
Algumas notícias falam em ambos, outras em apenas um deles. Como vem sendo habitual, no que diz respeito a factos, os serviços “noticiosos” não são fiáveis pelo que apenas podemos admitir várias hipóteses.
Já no que diz respeito a especulações parece haver consenso entre os vários "serviços noticiosos": a Rússia é a primeira interessada em rebentar com os gasodutos (na “notícia” da rádio) porque a Rússia quer aumentar os preços. Juro, foi o que o macaco de serviço afirmou. E -já em casa a ouvir o Milhazes -, porque os Russos querem “lançar o caos na Europa”.
Que os russos não necessitem de rebentar com um gasoduto do qual possuem uma torneira que, como qualquer torneira, serve para abrir e fechar, é um mero detalhe sem qualquer importância para estes serviços “noticiosos”.
Outro detalhe que não parece ter qualquer importância é o facto continuamente esquecido de a administração Biden, pouco antes da guerra que agora opõe a Rússia à Ucrânia, ter ameaçado rebentar com o Nord Stream II se a Alemanha insistisse na sua utilização.

Já não dou importância a nenhuma destas coisas. O que me deixa a ferver é verificar a facilidade com que esta canalha das “notícias” trata toda a gente como verdadeiros débeis mentais. 



sábado, 10 de setembro de 2022

helicóptero da sic

Tenho estado a tentar não falar do assunto que faz concorrência ao futebol na "comunicação social". Mas não resisto a partilhar a suspeita de que dar posse a uma matarruana como liz truss possa ter consequências fatais para alguém em avançada idade.

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

helicóptero da sic

Os comentadores estão a avaliar a possibilidade de haver fraude nas eleições em Angola...

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

helicóptero da sic

A somar a tudo o que se vai sabendo, parece que a “CML deMedina pagou três vezes mais à TVI que à SIC e RTP para promover campanha deSérgio Figueiredo”.

Ainda me lembro do tempo em que os jornais exigiam a demissão de dois ministros (2) por um deles haver metido uma cunha para que a filha entrasse numa faculdade. E bem.

Alguns desses “jornalistas” ainda estão no ativo. Eu sei que os tempos são outros, vamo-nos habituando… Mas não acham que isto é um bocadinho demais, acham mesmo que tudo isto é normal?



quarta-feira, 24 de agosto de 2022

helicóptero da sic

A ilusão de um escrutínio da ação governativa - mais exatamente, de uma espécie de fastio estival que não pode confundir-se com esse género de cidadania - chegou ao fim. As férias do futebol acabaram e o embrutecimento coletivo retomou a normalidade no serviço das “redações”.