quinta-feira, 27 de agosto de 2026
o português de albufeira e o apátrida dos rolex
Vejam só o espectáculo que oferecem: um sujeito varre pedestres com um carro. E a primeira coisa em que insistem compulsivamente é em informar que se trata de um "português".
Pouco depois, um sujeito que é parte de um gangue de assaltantes é "varrido" pelo assaltado. E até hoje não parecem estar interessados na sua nacionalidade senão em fazer saber que o assaltado é "empresário do ramo imobiliário".
Como diria McLuhan, de uma estranha maneira, os senhores jornalistas acabam sendo a mensagem.
Porque a informação já não é com eles. Tem de ser vasculhada no imenso adro desta nova igreja das redes sociais.
Parabéns.
terça-feira, 3 de março de 2026
do escrutínio dos "polígrafos"
A boa notícia é que hoje, com as aplicações de AI, qualquer pessoa é dona do seu "polígrafo". Com margens de "erro" muito inferiores aos dos OCS tradicionais.
Apenas a título de exemplo: os serviços de informação sionista - em razão da hostilidade que vem sendo gerada pelas imagens dos crimes que vêm sendo perpetuados contra o povo palestiniano - recentemente decidiram fazer um investimento gigante em páginas na rede. [ O que apenas prova que não são assim tão bons quanto se pensa; organizações afectas aos palestinianos fazem-no há muito mais tempo e com excelentes resultados.] E essas páginas vêm tentando desacreditar a informação de que Israel assassinou quase centena e meia de crianças em duas escolas iranianas alegando, entre outras coisas, que as escolas no Irão fecham por altura do Ramadão. Achei que seria uma poderosa razão para duvidar do que já tinha visto, das imagens e dos gritos de desespero dos pais que tinham acabado de perder as filhas.
E o que fiz foi o que já faço há muito tempo, desde que a DeepSeek é de utilização livre. Comparando frequentemente com os resultados de outras aplicações, como a Gemini. E conclui com muito detalhe que é completamente falso que as escolas estivessem fechadas.
Ironicamente, foi a República Popular da China quem começou por me ajudar a navegar nestes oceanos de mentira. E a rir-me dos "polígrafos" dos que ainda se crêem Aletheias domésticas.
segunda-feira, 23 de junho de 2025
as centrais de intoxicação já estão a trabalhar a todo o vapor outra vez
Por esta altura borbulham as notícias com o mal-escondido propósito de diabolizar o regime de Teerão de todas as formas possíveis. Tudo o que do Irão por agora chegar terá a intenção de nos intoxicar. Evidentemente, ninguém irá lembrar aquilo que levou à instauração da república islâmica, não passarão documentários sobre a obscenidade dos gastos de Reza Pahlavi, da brutalidade da sua polícia política, da sua canina subserviência aos interesses americanos ao mesmo tempo que era indiferente e desprezava as necessidades do seu povo, nem tão pouco a progressiva moderação da brutalidade do actual regime. Neste momento não acredito em rigorosamente NADA do que agora se escreva sobre a Pérsia.
Para ir sabendo ou ter uma ideia do que realmente se passa, há informação alternativa.
É importante que não esqueçamos o que se passou com as “armas químicas”. Pelo menos nesse caso a verdade acabou por se conhecer até através das fontes que anteriormente mentiam sem vergonha. Por exemplo, aqui tenho informação rigorosa dos dois lados do último dos conflitos que a administração americana nos impõe. Desta vez na companhia mais activa de Israel, com Friedrich Merz a agradecer o “trabalho sujo” (sic) por parte deste último.
Pouco podemos.
sexta-feira, 20 de junho de 2025
dois não assuntos
São o assunto que fez hoje a manhã da rádio observador, à semelhança do que vem sucedendo com outras empresas no ramo da “comunicação social”: o diferendo que opõe “os anjos” que estão alegadamente no ramo da “música “ e uma joana no do “humor”.
No que diz respeito aos primeiros, se alguma vez passaram pelos meus tímpanos terá sido à traição. Provavelmente no carro, de onde não podia fugir senão atirando-me para fora dele. A segunda pratica um humor que, à semelhança do primeiro, não fazendo o meu género, faz o gosto de imensa gente. É o das adolescentes que se divertem muito a ridicularizar o penteado, os óculos, a frase ou a voz das colegas. O programa é feito com mais duas senhoras que fazem a atmosfera que mimetiza em perfeição as três amigas no 3° ciclo do ensino básico. É uma coisa que acontece mais ou menos a todos, mas que alguns superam quando crescem.
Pelo que julgo ter compreendido, no contexto desta categoria de humor, a senhora terá ridicularizado os primeiros por não saberem cantar, por não saberem o hino ou ambas as coisas. Os “anjos” não gostaram e, aparentemente colegas na mesma escola, fizeram queixa ao director de turma. Perdão: recorreram à justiça.
domingo, 6 de outubro de 2024
da soprada vantagem do almirante
Desde esse episódio, numa espécie de adopção cínica do princípio de Peter, o senhor almirante foi atirado para o comando da marinha portuguesa cuidando assim atirá-lo para fora da inconveniência de algum pio.
Quando surgiram notícias de que o sr. almirante exigia dois submarinos para não concorrer à presidência disto, pensei para comigo que um militar a fazer chantagem com o poder político era coisa realmente feia, mas condizia muito bem com a fealdade da gentalha menor que se apropriou desse poder. Não estranhei.**
Entretanto, veio o senhor almirante esclarecer o país - e a gentalha SIC/Expresso que lançou o boato - de que um militar não chantageava o poder político e a “notícia” era falsa. Não seria surpreendente que o comandante ambicionasse maiores meios para a mais antiga das marinhas do mundo. No que me diz respeito, entendo até que os meios alocados à marinha portuguesa desde que os braganças fugiram para o Brasil em navios podres escoltados pela marinha inglesa é uma das maiores vergonhas pátrias no que respeita a forças “armadas”. Muito obviamente entendo que a marinha portuguesa deveria ser epicentro das forças armadas em que força aérea e exército seriam subsidiárias por razões tão óbvias, tão óbvias que me escuso a expansões...
Não faço a menor ideia de quais sejam as qualidades que o senhor almirante possa oferecer como vantagem para o exercício do cargo de presidente disto. Depois do mamífero que por lá anda - cuja eleição os meus compatriotas cometeram por duas vezes -, não creio que se possa ser muito exigente: Tino de Rans teria sido uma magnífica alternativa. Mas não sabendo de nada que o qualifique sobremaneira, não sei igualmente de rigorosamente nada que o desqualifique para tão pouco exigentes funções.
Quando o Expresso/SIC “informou” da exigência do almirante fiquei de estômago virado: um militar a chantagear a república…
Entretanto deram-lhe oportunidade de proceder ao desmentido.
Na ocasião também tive oportunidade de perceber que o almirante não se candidata à presidência da república nem excluía a hipótese de o fazer. Um direito que é de todos os que reúnem condições para o exercício.
Muito honestamente não sei o que qualifica ou desqualifica o sr. almirante para o desempenho de tal função. Pessoalmente sou da opinião de que já qualquer coisa serve.
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** - Se essa coisa dispendiosa da Entidade Reguladora para a Comunicação Social significasse mais do que prebenda da irmandade, uma ferramenta do regime, seria de exigir-lhes um formal desmentido, apresentação de fontes para a notícia, um esclarecimento do matarruano do polígrafo, um pedido de desculpas, enfim, qualquer coisa que justificasse a origem do rumor. Deixa-me inquieto o simples facto de o próprio almirante, a vítima, não exigir explicações.
terça-feira, 6 de agosto de 2024
o país está a chegar, acabaram-se as férias, doutor
Com a cumplicidade mais ou menos silenciosa da esmagadora maioria da comunicação social fomos assistindo ao colapso das mais elementares funções de um estado moderno. Com o fim abrupto de uma maioria absoluta, imposto pelas necessidades de progressão na carreira do doutor costa, o doutor medina aproveita para apresentar “o maior excedente orçamental registado no Portugal democrático “.
É com esse "excedente" que o dr. montenegro vai agora ter que governar. E aí está ele, o quarto poder em força, com os estagiários a aproveitarem agosto para apresentar serviço e um “jornalismo” já fatigado de quase uma década de ócio.
Vai ser feio.
sexta-feira, 12 de julho de 2024
"pode haver uma má introdução das coordenadas", disse ele agora mesmo
Se calhar está com licença sem vencimento.
Tem muito boa dicção, é muito expressivo, é um regalo ouvir o senhor general. Agora não me lembra o nome ou patente do senhor, mas só pode ser esse em que estão a pensar.
quinta-feira, 16 de maio de 2024
a senhora ana mansoa diz agora que não vai dizer mais nada...
Diz que não vai dizer mais nada à comunicação social "para não prejudicar o bem-estar da criança".
parece que está difícil encontrar registo da tal criança nepalesa...
O ministério da educação ainda não foi capaz de parir o registo da tal criança que foi vitima de selvajaria por parte dos seus coleguinhas racistas e xenófobos (sic) de nove anos. Em conformidade com a denuncia de uma senhora que foi amplamente difundida pelas televisões e demais comunicação social.
Ainda me lembro de um tempo em que o jornalismo tinha um código de conduta que impunha a confirmação de tudo o que noticiava e de maneira nenhuma acolhia denuncias sem ter o cuidado de investigar e confirmar os factos.
Iria jurar que os jornalistas parecem ter sido substituídos por incendiários muito ansiosos por ilustrar as suas teorias acerca da sociedade portuguesa e legitimar assim o modo como a descrevem.
quinta-feira, 31 de agosto de 2023
o drama do beijo – parte IV
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
até o baldaia
Passa-se qualquer coisa que ainda não compreendi. O que é que deu neste jornalismo que já tudo tinha “normalizado” para, de repente, sujeitar o poder a um escrutínio cerrado como se fossem mesmo jornalistas. Como antigamente.
Aqui há gato.
Até o Baldaia, vejam lá.
quinta-feira, 13 de outubro de 2022
o 4º poder enquanto extensão do poder executivo
O antigamente chamado 4º poder, revelando-se cada vez mais
incapaz de dar conta certa dos factos mais elementares – mais até por preguiça
ou inépcia que por vontade em os distorcer em favor de uma narrativa qualquer –
despreza a objetividade como se tivesse deixado de ser virtude maior e arroga
para si a função de interpretar a realidade. De contrapoder acomodou-se à
categoria de extensão de poderes executivos instaurando climas de unanimismo
mais próprios de estados totalitários que tratam a dissensão como delito.
Cresci a ler jornais. Ia comprá-los para o meu pai quase antes de os saber ler.
Já adulto, durante muitos anos, as manhãs de sábado eram ocupadas com a sua
leitura. Sinto saudades desse tempo que chegou ao fim. Vivemos outro. Em que é
chegada a altura de conceber e fazer vigorar instrumentos jurídicos que
imponham a transparência e conhecimento público de todas as fontes de
financiamento dos media. E, muito em particular, dos canais de televisão.
As receitas de publicidade explicam quase nada.
E isto é incompatível com verdadeiras democracias.
Na tentativa de compreender e informar-me sobre a guerra que agora atormenta a
Europa venho lendo textos que a precedem temporalmente, mas que sob imensos
aspetos explicam e antecipam o que agora vivemos. O texto que agora partilho
foi escrito em 2014 e foi coligido em obra publicada em 2019.
(se necessário, para maior conforto, o texto pode ser copiado e colado no
google translator sem que perca sentido. Não é poesia.)
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“Distorting Russia
February 12, 2014
THE DEGRADATION OF MAINSTREAM AMERICAN PRESS Coverage of Russia, a country
still vital to US national security, has been under way for many years. If the
recent tsunami of shamefully unprofessional and politically inflammatory
articles in leading newspapers and magazines-most recently about the Sochi
Olympics, Ukraine, and, as usual, Russian President Vladimir Putin-is an
indication, this media malpractice is now pervasive and the new norm.
There are notable exceptions, but a general pattern has developed. Even in the
venerable New York Times and Washington Post, news reports, editorials, and
commentaries no longer adhere rigorously to traditional journalistic standards,
often failing to provide essential facts and context; make a clear distinction
between reporting and analysis; require at least two different political or
"expert" views on major developments; or publish opposing opinions on
their op-ed pages. As a result, American media on Russia today are less objective,
less balanced, more conformist, and scarcely less ideological than when they
covered Soviet Russia during the preceding Cold War.
The history of this degradation is also clear. It began in the early 1990s,
following the end of the Soviet Union, when the US media adopted Washing ton's
narrative that almost everything President Boris Yeltsin did was a
"transition from communism to democracy" and thus in America's best
interests. This included Yeltsin's economic "shock therapy" and
oligarchic looting of essential state assets, which destroyed tens of millions
of Russian lives; armed destruction of a popularly elected Parliament and
imposition of a "presidential" Constitution, which dealt a crippling
blow to democratization and now empowers Putin; brutal war in Chechnya, which
gave rise to terrorists in Russia's North Caucasus; rigging of his own
reelection in 1996; and leaving behind in 1999, his approval ratings in single
digits, a disintegrating country laden with weapons of mass destruction.
Indeed, most American journalists still give the impression that Yeltsin was an
ideal Russian leader.
Since the early 2000s, the media have followed a different leader-centric
narrative, also consistent with US policy, that devalues multifaceted analysis
for a relentless demonization of Putin, with little regard for facts. If Russia
under Yeltsin was presented as having entirely legitimate politics and national
interests, we are now made to believe that Putin's Russia has none at all, at
home or abroad-even on its own borders, as in Ukraine.
Russia today has serious problems and many repugnant Kremlin policies. But
anyone relying on mainstream American media will not find there any of their
origins or influences in Yeltsin's Russia or in provocative US policies since
the 1990s-only in the "autocrat" Putin who, however authoritarian, in
reality lacks such power. Nor is he credited with stabilizing a disintegrating
nuclear-armed country, assisting US security pursuits from Afghanistan and
Syria to Iran, or even with granting amnesty, in December, to more than 1,000
jailed prisoners, including mothers of young children.
Not surprisingly, in January The Wall Street Journal featured the widely dis
credited former president of Georgia, Mikheil Saakashvili, branding Putin's
government as one of "deceit, violence and cynicism," and the Kremlin
as the "nerve center of the troubles that bedevil the West." But
wanton Putin-bashing is also the dominant narrative in centrist, liberal, and
progressive media, from the Post, Times, and The New Republic to CNN, MSNBC,
and HBO's Real Time with Bill Maher, where Howard Dean, not previously known
for his Russia expertise, recently declared, to Maher's and his panel's great
approval, "Vladimir Putin is a thug."
American media therefore eagerly await Putin's downfall-due to his
"failing economy" (some of its indicators are better than US ones),
the valor of street protesters and other right-minded oppositionists (whose
policies are rarely examined), the defection of his electorate (his approval
ratings remain around 65 percent), or some welcomed "cataclysm."
Evidently believing, as does the Times, for example, that democrats and a
"much better future" will succeed Putin (not zealous
ultranationalists growing in the streets and corridors of power), US
commentators remain indifferent to what the hoped-for "destabilization of
his regime" might mean in the world's largest nuclear country.
For weeks, this toxic coverage has focused on the Sochi Olympics and the
deepening crisis in Ukraine. Even before the Games began, the Times declared
the newly built complex a "Soviet-style dystopia" and warned in a
headline, "Terrorism and Tension, Not Sports and Joy." On opening
day, the paper found space for three anti-Putin articles and a lead editorial,
a feat rivalled by the Post. Facts hardly mattered. Virtually every US report
insisted that a record $51 billion "squandered" by Putin on the Sochi
Games proved the funds were "corrupt." But as Ben Aris of Business
New Europe pointed out, as much as $44 billion may have been spent "to
develop the infrastructure of the entire region," investment "the
entire country needs."
Overall pre-Sochi coverage was even worse, exploiting the threat of terror ism
so licentiously it seemed pornographic. The Post, long known among
critical-minded Russia-watchers as Pravda on the Potomac, exemplified the media
ethos. A sports columnist and an editorial page editor turned the Olympics into
"a contest of wills" between the despised Putin's
"thugocracy" and terrorist "insurgents." The "two
warring parties" were so equated readers might have wondered which to
cheer for. If nothing else, American journalists gave terrorists an early
victory, tainting "Putin's Games" and frightening away many foreign
spectators, including some relatives of the athletes. The Sochi Games will soon
pass, triumphantly or tragically, but the potentially fateful Ukrainian crisis
will not. A new Cold War divide between West and East may now be unfolding, not
in distant Berlin but in the heart of Russia's historical civilization. The
result could be a permanent confrontation fraught with instability and the
threat of a hot war far worse than the proxy one in Georgia in 2008. These
dangers have been all but ignored in highly selective, partisan, and inflammatory
US media accounts that portray the Euro pean Union's "Partnership"
proposal benignly as Ukraine's chance for democracy, prosperity, and escape
from Russia thwarted only by a "bullying" Putin and his
"cronies" in Kiev.
Perhaps the largest untruth promoted by most US media is the claim that
"Ukraine's future integration into Europe" is "yearned for
throughout the country." Every informed observer knows-from Ukraine's
history, geography, languages, religions, culture, recent politics, and opinion
surveys-that the country is deeply divided as to whether it should join Europe
or remain close politically and economically to Russia. There is not one
Ukraine or one "Ukrainian people" but at least two, generally
situated in its Western and Eastern regions.
Such factual distortions point to two flagrant omissions.... The now
exceedingly dangerous confrontation between the two Ukraines was not
"ignited," as the Times claims, by President Viktor Yanukovych's
duplicitous negotiating or by Putin-but, as I pointed out, by the EU's reckless
ultimatum, in November 2013, that the democratically elected president of a
profoundly divided country choose between Europe and Russia. Putin's proposal
instead for a tripartite EU-Ukraine-Russia trade arrangement, rarely if ever reported,
was flatly rejected by US and EU officials.
But the most crucial media omission is Moscow's reasonable conviction that the
struggle for Ukraine is yet another chapter in the West's ongoing, US-led march
toward post-Soviet Russia, which began in the late 1990s with NATO's eastward
expansion and continued with US-funded NGO political activities inside Russia,
a US-NATO military outpost in Georgia, and missile defense installations near
Russia. Whether this longstanding Washington Brussels policy is wise or
reckless, it-not Putin's December 2013 financial offer to save Ukraine's
collapsing economy-is deceitful. The EU's "civilizational" proposal,
for example, includes "security policy" provisions, almost never
reported, that would apparently subordinate Ukraine to NATO.
Any doubts about the Obama administration's real intentions in Ukraine should
have been dispelled by the recently revealed taped conversation between a top
State Department official, Victoria Nuland, and the US ambassador in Kiev. The
media predictably focused on the source of the "leak" and on Nuland's
verbal "gaffe" "Fuck the EU." But the essential revelation
was that high-level US officials were plotting to "midwife" a new,
anti-Russian Ukrainian government by ousting or neutralizing Yanukovych, the
democratically elected president-that is, a coup.
Americans are left with a new edition of an old question. Has Washington's
twenty-year winner-take-all approach to post-Soviet Russia shaped today's
degraded news coverage, or is official policy shaped by the coverage? Did
Senator John McCain stand in Kiev alongside the well-known leader of an extreme
nationalist party because he was ill-informed by the media, or have the media
deleted this part of the story because of McCain's folly? Whatever the
explanation, as Russian intellectuals say when faced with two bad alternatives,
"Both are worst."”
Stephen F. Cohen, “War with Russia: From Putin & Ukraine to Trump &
Russiagate”, Hot Books, 2019, pp. 35-38
sábado, 1 de outubro de 2022
helicóptero da sic
O texto de Miguel Sousa Tavares que aqui partilho resume algumas das principais mentiras - obvias mentiras – com que os órgãos de desinformação têm vindo a intoxicar a opinião pública. Nem todas foram resumidas porque todos os dias são inventadas e difundidas novas mentiras. Uma das mais recentes e grotescas consiste na acusação de a Rússia haver rebentado os gasodutos que lhe pertencem...
Mas MST resume algumas das mais notáveis mentiras que se propagam em unanimismo concertado por toda a “comunicação social”.
Porém, não concordo com MST quando classifica os referendos de “ridículos”. Foram livres, disso não tenho a menor dúvida, já que se tivessem sido outra coisa teria havido abundantes notícias de fraude. Ora, acerca desse assunto - desconsiderada a não ilustrada acusação de que a polícia/ militares (?) teria obrigado a população a ir votar (…) -, não me recordo de qualquer imputação de fraude em relação aos resultados.
E os referendos não são ridículos porque se justificam. Só não é obvio para todos porque a “comunicação social” se tem dedicado a escamotear um razoável conjunto de factos que permitiriam compreender a sua utilidade. Por exemplo, desde 2014 que a ”comunicação social” insiste em silenciar a verdadeira natureza da guerra civil que opõe ações militares de governos fantoches patrocinados pela administração americana em territórios de maioria russa. Quem honestamente desejar compreender a guerra civil que precede em vários anos a invasão russa pode dedicar alguns minutos a analisar os gráficos que são anexos em cada um dos links que podem ser vistos aqui.
Esses gráficos, de junto com um par de neurónios, explicam mais do que horas a ouvir os tó jó’s com voz cativa nos vários canais noticiosos. Simplificando muito, se se quiser, o que hoje se passa na Ucrânia em muitos aspetos assemelha-se ao que na década de sessenta se passou no Chipre: os cipriotas gregos violentaram, assassinaram e expropriaram os cipriotas turcos que, em consequência, se foram acantonando ao norte da ilha. Na sucessão destes eventos, a Turquia, que se havia comprometido por tratado a defender a minoria cipriota turca, invadiu o norte da ilha e instituiu um estado fantoche, hoje conhecido por República Turca de Chipre do Norte. Embora com muitas dissemelhanças, no essencial é quase o que agora se passa hoje na Ucrânia e nas regiões de maioria russa anexadas na sequência dos referendos. A maior diferença está exatamente no facto de Zelensky sujeitar os ucranianos a serem instrumento de uma estratégia e motivações a que os europeus não podiam ser mais alheios.
Os resultados dos referendos exprimem efetivamente a vontade das populações e, por consequência, não podem ser descritos como “ridículos”. Deixemos esses adjetivos para os órgãos de intoxicação coletiva. E se são “legais” ou não, fará aqui tanta diferença como saber se as inúmeras “ilegalidades” perpetradas pelas várias administrações americanas são mais ou menos contemporâneas dos referendos em causa: a lei é sempre a do mais forte e não releva muito saber se gostamos de que a coisas sejam exatamente assim.
MST tem razão quando lembra que as hipóteses com que os europeus - e os ucranianos em particular – são confrontados são apenas aquelas que respondem a interesses que são completamente alheios a uns e outros. São escaramuças de um naufrago que esbraceja por uma hegemonia que sabe ter chegado ao fim.
quarta-feira, 28 de setembro de 2022
helicóptero da sic
Só mais uma coisinha:
helicóptero da sic
terça-feira, 27 de setembro de 2022
os nossos aliados americanos são amigos e nunca fizeram escutas à senhora merkel
Já não dou importância a nenhuma destas coisas. O que me deixa a ferver é verificar a facilidade com que esta canalha das “notícias” trata toda a gente como verdadeiros débeis mentais.
sábado, 10 de setembro de 2022
helicóptero da sic
Tenho estado a tentar não falar do assunto que faz concorrência ao futebol na "comunicação social". Mas não resisto a partilhar a suspeita de que dar posse a uma matarruana como liz truss possa ter consequências fatais para alguém em avançada idade.
sexta-feira, 26 de agosto de 2022
helicóptero da sic
quinta-feira, 25 de agosto de 2022
helicóptero da sic
A somar a tudo o que se vai sabendo, parece que a “CML deMedina pagou três vezes mais à TVI que à SIC e RTP para promover campanha deSérgio Figueiredo”.
Ainda me lembro do tempo em que os jornais exigiam a demissão
de dois ministros (2) por um deles haver metido uma cunha para que a filha
entrasse numa faculdade. E bem.
Alguns desses “jornalistas” ainda estão no ativo. Eu sei que
os tempos são outros, vamo-nos habituando… Mas não acham que isto é um
bocadinho demais, acham mesmo que tudo isto é normal?
quarta-feira, 24 de agosto de 2022
helicóptero da sic
A ilusão de um escrutínio da ação governativa - mais exatamente, de uma espécie de fastio estival que não pode confundir-se com esse género de cidadania - chegou ao fim. As férias do futebol acabaram e o embrutecimento coletivo retomou a normalidade no serviço das “redações”.






