Mostrar mensagens com a etiqueta redes sociais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta redes sociais. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

o português de albufeira e o apátrida dos rolex

Quando os OCS, cuja função era a de informar, se empenham em desinformar em nome daquilo que julgam ser códigos "deontológicos" defensáveis, o resultado é o de se tornarem dispensáveis.

Vejam só o espectáculo que oferecem: um sujeito varre pedestres com um carro. E a primeira coisa em que insistem compulsivamente é em informar que se trata de um "português".

Pouco depois, um sujeito que é parte de um gangue de assaltantes é "varrido" pelo assaltado. E até hoje não parecem estar interessados na sua nacionalidade senão em fazer saber que o assaltado é "empresário do ramo imobiliário".

Como diria McLuhan, de uma estranha maneira, os senhores jornalistas acabam sendo a mensagem.
Porque a informação já não é com eles. Tem de ser vasculhada no imenso adro desta nova igreja das redes sociais.

Parabéns.


segunda-feira, 11 de agosto de 2025

a doutora leitão invadiu o meu feed no facebook

Não imagino quais possam ter sido a(s) razões. Nem já vou a Lisboa, quanto mais para votar... Mas não vou fazer uso do botão que teoricamente o libertaria da sua presença. Como fiz, sem grande resultado, com o ronaldo e outras criaturas famosas.

Gosto de ver o que a senhora diz sobre a cidade, de ver o "contacto com o povo", as reuniões com os habitantes da rua mais povoada do Martim Moniz. E, só para que não se pense que desprezo Durkheim, adoro ler os comentários a tudo aquilo.

Mas a razão maior consiste em perceber se a razão do sucesso político do "Ch!" está associado à destreza com que fazem uso do tik tok.

Se bem que a senhora possa invocar muito vigorosamente a imagem da porteira d'Arroios sentada numa caixa de fruta a dizer que fazia anos.

No fundo tenho muita pena que a sociologia não seja uma ciência exacta.
Como as outras.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

o drama do beijo – parte IV

Para ter conhecimento do que se passa em Itália e pela política italiana tenho que o fazer pelas “redes sociais”. A “comunicação social” só me dá notícias do que pensa o “namorado de Giorgia Meloni”. 
Estas coisas não são passíveis de ser consideradas “agressão sexual”, muito evidentemente. No caso mais complicado da comunicação escrita, é tudo uma questão de ter pontaria para o lugar de uma aspa (singular) a separar a verdade da "pimenta na língua" do matarruano do "polígrafo".
Parabéns, amiguinhos, continuem assim. 
E parabéns à SONAE, assim até dá gosto fazer compras!

terça-feira, 18 de outubro de 2022

das matilhas

Não penso grande coisa de Elon Musk.
Mas não posso deixar de achar muito interessantes as propostas que partilhou no twitter. Igualmente interessante são as considerações que aqui são feitas a propósito das reações a essas propostas:

“What makes the "I stand with Ukraine" version of the Twitter mob unique is that it brings together two forces that used to be sworn enemies of one another—the woke Left and the neoconservative Right. It turns out they share many of the same loathsome ideological and personality traits, and have a similar "slash and burn" approach to political engagement. It's a new political marriage.”

Parece-me que este comportamento de matilha - cega e surda a tudo o que esteja desalinhado com a narrativa dos media ocidentais -, é um fenómeno muito mais vasto e não se reduz aos utilizadores do twitter.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

excerto do manuscrito encontrado no rei das enguias

 “Naquelas coisas modernas que agora se usam muito na tentativa de nos fazer crer que temos realmente uma vida social, vá lá saber-se porquê, recebo insistentemente propostas de próteses dentárias, implantes capilares, soluções para a surdez, cadeiras elevatórias e triciclos que asseguram mobilidade em todo o conforto e a preços muito razoáveis. Escusado será dizer que, vez por outra, já me aparecem propostas de agências funerárias que farão presença de uma profissional solenidade sempre que necessitar

O feed do meu facebook assemelha-se a um intervalo da CMTV.” 

quinta-feira, 21 de maio de 2020

do regime sob a ameaça de um escrutínio






















(foto: António Cotrim / Agência Lusa)

André Ventura apresenta-se como candidato antirregime.
Ana Gomes “acusa” Marcelo de ser o candidato do “regime” (uma “acusação” cómica, vinda de quem vem…).
Marcelo, fazendo de conta que Ventura e Ana Gomes não usam o termo “regime” do mesmo modo com que outrora era usado para designar o Estado Novo. Diz que sim, senhor, ele é o regime, tanto mais que jurou respeitar e defender a constituição, era o que mais faltava e tal.
O coiso que ficou a fazer de presidente da república da madeira insiste que é necessária uma candidatura de “centro-direita” que se oponha a Marcelo.
Já toda a gente sabe que todos os atores do regime, de modo mais ou menos tímido e por instinto de sobrevivência, terão que cerrar fileiras em torno do candidato que afinal os representa como nenhum outro.

Se a televisão vendia tudo – e Marcelo continua a usá-la como mais ninguém para se vender a si próprio-, com o "cogumelo do tempo" começo a suspeitar que tenha deixado de ser a melhor esquina para montar banca.
André Ventura, com alguma mercadoria contrafeita para vender, é boicotado nos centros comerciais das notícias mais finas, mas dispara nas vendas em feiras cada vez mais povoadas de gentios desencantados com produtores de notícias pinocas e realidades envernizadas pelo poder.
Marcelo já o sabe. Acho graça quando o descrevem como “imprevisível” e“espontâneo”. Tudo nele é premeditado, tal como premeditadas são todas as centenas de“selfies”que têm o seu álbum de família nas redes.




Ele sabe muito bem onde essas fotos vão parar e é por isso que vai ao supermercado; "parece um de nós", desta vez até com direito a reproduções nos meios da informação pinoca.


























É já longínqua aquela infância política que o levou a vestir a pele de um taxista. Infelizmente para ele e para o regime que tão bem representa, não se pode consentir as mesmas coisas que André Ventura.

Nas próximas eleições presidenciais, para essa dispendiosa inconsequência que é a presidência, se não houver alteração significativa de oponentes, é a popularidade do regime que vai ser escrutinada.
Os atores, se não o sabem, já o sentem.
__________
Este texto não é mais do que a continuação deste outro.