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sábado, 14 de junho de 2025

títulos de um gajo ficar a modos que

A PJ, não obstante a eventual boa vontade do actual empregado do dr. montenegro - ex empregado do dr. costa nas mesmas funções - , terá muitas dificuldades em dar conta da coisa. Eu sugiro que enviem o sr. presidente disto. Como se sabe, não haverá hoje ninguém mais à altura do desafio.

Enfim, mais uma vez a realidade insiste em não colaborar com as modernas teorias destes cavalheiros. Um horror, a realidade.



quarta-feira, 11 de junho de 2025

das redacções "modernas"

A pretexto do 10 de junho, dia de Portugal, de Camões e das comunidades, a criatura que escolhemos para fazer de presidente e uma senhora conselheira de estado acharam-se no dever de fazer e aceitar fazer discursos.
De entre todas as inanidades proferidas pelo cavalheiro, a comunicação social escolheu salientar a de que ninguém “é mais português do que qualquer outro”. Enfim, sendo uma constatação aparentemente óbvia e ociosa, talvez o senhor presidente queira aludir e ser inclusivo relativamente aos milhares de pessoas que se tornam “portugueses” por via administrativa. Àqueles que em muitos casos e ao fim de 5 anos, - durante os quais pouco mais fazem que, nas redes sociais, exibir desprezo e desrespeito pelos portugueses e pelo país que os acolhe - obtêm papeis que os declaram como “portugueses”, documentos que lhes permitem aceder a mercados de trabalho com melhores salários. Ou, de modo mais ou menos subterrâneo, ser também inclusivo em relação aos que apenas se reconhecem direitos e nenhuns deveres.
É moderno.
 
E capaz de gerar aquilo de que mais gosta: a “boa imprensa”. Alguma esteve até quase tentada a reconhece-lo como um “grande estadista”.
Depois tivemos a senhora conselheira de estado que depois de afirmar que “hoje em dia o discurso público que prevalece é, sem dúvida, sobre o pecado dos Descobrimentos e não sobre a dimensão da sua grandeza transformadora”, manteve-se precisamente no primeiro. “cujo inventário é um dos temas dolorosos de discussão na atualidade”.
Enfim, muito moderna também, a senhora conselheira de estado. Mas não era preciso ir a Lagos para concluir que temos “sangue do nativo e do migrante, do europeu e do africano, do branco e do negro e de todas as outras cores humanas. Somos descendentes do escravo e do senhor que o escravizou. Filhos do pirata e do que foi roubado. Mistura daquele que punia até à morte e do misericordioso que lhe limpava as feridas.” Porque bastaria lembrá-lo.

Como aqui já escrevi e tanto quanto é do meu conhecimento, Pedro Gomes Sanches foi, na SIC-N, o único a dizer o que se pode dizer destas redacções a pretexto do 10 de junho. Com muita coragem, num clima radicalizado, disse que eram maus discursos para o dia de Portugal, de Camões e das comunidades. Que o que precisávamos era de mensagens que nos conciliassem uns com os outros.
Evidentemente, foi abruptamente interrompido pelos baldaias de serviço.

Mas a realidade não demorou muitas horas a partir-nos o nariz. A uns esfregando a notícia de um bando de selvagens a espancarem um actor. A outros com a notícia de um pai que mata o filho a tiro por este se recusar a casar com uma criança de 14 anos. E pouco importa que a CS nos esfregue detalhes do primeiro crime e ofereça fotos de 3 ambulâncias (vistas de vários ângulos) para ilustrar o segundo. Ficou devidamente ilustrada a tese da necessidade de outros discursos.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

o país inteiro numa badana

24 de janeiro de 2023

Fui ao pingo doce comprar cebolas e encontrei o país todo na badana de um livro:


"Uma vez trouxe um leitão para o estúdio Noutra, foi uma torta gigante e o respetivo pasteleiro. Com um discurso pedagógico e simples e dotes de entertainer, Marcelo Rebelo de Sousa democratizou o acesso à opinião esclarecida e massificou um produto de nicho. A sua aparição dominical na TVI tornou-se a medida-padrão do comentário televisivo. Ainda hoje, nenhum comentador escapa à comparação, nenhum media ou político ignora a força do formato.
Mas quem são os sucessores do "Professor"? Como encaram a sua função e que temas privilegiam? Por que motivo tão poucos são mulheres? Que espaços têm à disposição? Com que distribuição partidária? Este livro analisa a evolução do comentário político na televisão portuguesa. Que é como quem diz, o "efeito Marcelo".

Em "O efeito Marcelo - o comentário político na televisão", Rita Figueiras. FFMS, 2019, badana esquerda

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

o cata-vento falou

Durante 9 minutos leu a redacção coalhada de inanidades. Saiu com ar grave por trás do reposteiro. A ordenança – que ao fim de poucos meses do primeiro mandato substituiu O ordenança… - recolheu os papeis da redacção que sua excelência deixou no púlpito. Certamente para enviar a depósito na torre do tombo em carro blindado.

A senhora do PAN acaba de comentar o discurso e os comentadores imitam-na em muito tino.



sexta-feira, 23 de agosto de 2024

a república foi a banhos

Um pouco mais melancólico que o costume, mas ainda muito princesa diana.
VIVA A REPÚBLICA!!



quarta-feira, 8 de maio de 2024

o país faz agora as vezes da cama da avó


“Quer dizer que não desaprova este presidente?

Interesso-me muito pelo fenómeno Marcelo porque, repito, acho que está a divertir-se como um cão e era o que queria fazer na vida. O facto de toda a gente gostar dele descansa-me, pois ninguém pode ir contra si: o líder populista cá em Portugal é o Marcelo, que tem uma cabeça tão extraordinária que fez uma condenação dos movimentos populistas na Assembleia da República, que é a condição dele próprio. Não resiste a essas coisas, tanto que António Costa estava divertidíssimo - bem o vi a rir-se com aquele ar luzidio que tem. Já o Costa não é afetivo, porque a esquerda nunca precisou de andar a dar beijinhos às pessoas porque está a favor do povo.”
_______________
em “Uma longa viagem com Vasco Pulido Valente”, João Céu e Silva, Contraponto, 2021, pág. 217

sexta-feira, 3 de maio de 2024

"isto faz sentido para alguém?"

"Lembro-me de que escreveu na revista K um ensaio sobre Marcello Caetano. Se essa revista ainda existisse, escreveria um sobre Marcelo Rebelo de Sousa?

Não. Já disse tudo o que tinha a dizer sobre ele, é um presidente implausível. No outro dia, estava a vê-lo na televisão a abraçar um boneco do Campeonato do Mundo na Praça Vermelha, em Moscovo. Eu pensei: um senhor de idade, com uma situação na vida, de fatinho e gravata, a abraçar um boneco na Praça Vermelha. Isto faz algum sentido para alguém? Claro que a seguir desmaiou - já desmaiei várias vezes de velhice-, mas aquilo era extraordinário de se ver. Em que espécie de História ou de situação política é possível imaginar um professor de Direito, que tem quase 70 anos e cabelos brancos, desatar aos abraços a um boneco? Talvez tenha tido uma razão especial, talvez fosse um boneco português. Nem sei se foi preparado ou não. Não é real!

…”


em “Uma longa viagem com Vasco Pulido Valente”, João Céu e Silva, Contraponto, 2021, pp. 216-17




quarta-feira, 3 de maio de 2023

do banhista inchado e com vertigens de grandeza

Quando se fala em “bomba atómica” a pretexto da dissolução de um governo constitucional fala-se realmente do uso moralmente indefensável de uma força desproporcional. Foi assim com jorge sampaio que nos ofereceu o senhor engenheiro. E voltaria a ser assim com a extravagante criatura que agora faz as suas vezes.

Os portugueses ofereceram ao doutor costa uma maioria absoluta que é um abrigo atómico. Com ou sem uma oposição capaz de o substituir. Ora, a criatura na sua impaciência de fazer de conta que existe politicamente e a pretexto dos mais variados desvarios do poucochinho que democraticamente elegemos para nos governar, não vem fazendo outra coisa senão dizer-nos que não abdica da possibilidade de “fazer coisas”. Nesse enlevo, vem-se afundando no voluntarismo de se arrogar competências que não tem. E era cada vez mais obvia a necessidade de haver alguém capaz de lhe explicar as suas verdadeiras funções: fazer de rainha com poderes simbólicos. Como rainha até nem vai mal. O problema está mais no modo como exerce os poderes simbólicos: não é muito elegante a substituir os calções de banho pelas cuecas sob a toalha, não oferece uma verdadeira família para que os súbditos possam imitar princesas na elegância de se vestirem e mais um ror de coisas que agora me aborrece passar a miúdos. E me embaraçam muito.

O senhor presidente da república transformou o palácio de Belém num rés-de-chão de porteira. Pela alcoviteirice e pela parola jactância de se declarar presidente da junta a pretexto de tudo e um par de botas já merecia que alguém o acionasse ao abrigo do artigo 328.º. Pelos reiterados crimes contra a realização do Estado de direito nas figuras da sua pessoa nas mais inenarráveis circunstâncias.

Guardo a esperança que se aquiete durante pelo menos alguns dias graças ao doutor costa.

O mesmo doutor costa que neste entretanto foi até Braga a pretexto de governar e onde esta desgraçada criatura que faz de presidente fez correr a fantasia de aí ter vida. Se o não faz em refinado desforço, não há maneira de deixar que o pareça.

Pode ser poucochinho, não prestar para mais nada e certamente que não presta. Mas a vinda ao mundo do doutor costa já vale, se por mais nada valesse. Ele e o rufiazito que tal vento soprou a ministro.

Obrigado aos dois.



domingo, 3 de outubro de 2021

quora


How are the diplomatic relations between Brazil and Portugal?



Not well.

Because the clown elected as president of Portugal - afraid of having "bad press" [political partisans passing themselves as "journalists"] and anxious to be loved... - went to Brazil and the first thing he did was meeting with a corrupt ex-president instead a democratic elected president by the Brazilian people.

And of course, when he went to do what he should do in the first place, he was welcomed with some dirty jokes.

He deserved it. And we Portuguese, should have had the discernment to elect a president with less psychiatric problems.

It's a shame. We – Portuguese and Brazilian people- deserved better.

domingo, 9 de agosto de 2020

helicóptero da sic


















 Marcelo escusa-se a comentar inconstitucionalidade da quarentena imposta nos Açores.

O quase silêncio com que a opinião publicada acolhe a ociosa inanidade desta criatura não pára de me espantar.

Açores e Madeira: a caminho da independência, defendeu-se hoje no Observador: "Só há uma pessoa que pode parar este processo. É Presidente da República e chama-se Marcelo Rebelo de Sousa." Ou seja: não há rigorosamente ninguém capaz de o parar. Pode-se contar com a criatura para ter opinião acerca de tudo e um par  de botas. Incêndios, chouriços, holandeses, queijos, ponchas? É só dizer. Mas já sabemos que não comenta nada que tenha a ver com a constituição da república. Agora imagine-se da disponibilidade para a defender e fazer cumprir...

Já o escrevia aqui em 2016: a porcaria insular que medra à conta das "autonomias" não tem nada de especificamente insular e não é mais do que o equivalente bastante exato das nomenclaturas continentais. Era altura de rever a constituição e, de uma vez por todas, acabar com as “autonomias”. Já não há razão para continuar a tolerar os "movimentos independentistas" de que são tumor e que nasceram como reação à tentativa de tomada do poder por parte do PCP. É preciso pôr um ponto final nesta dispendiosa extravagância que põe periodicamente em causa a nossa identidade coletiva. Se os naturais de São Miguel ou do Funchal querem independência que se faça um referendo acerca da mesma. Se ganharem em voto popular, deve-se dar-lhes a independência que reclamam. Imediatamente. Evidentemente, o referendo não poderia ser como alguns pensam: teria que ser ilha por ilha. Cada uma das ilhas dos Açores tem a sua identidade. E se querem brincar às independenciazinhas os independentistas de São Miguel, não podem determinar a independência da Terceira ou do Corvo, por exemplo. Depois, se perderem o referendo, baixam a bola e passam a ser governados por Lisboa (ou por Angra do Heroísmo, tanto se me faz...) como todos os outros portugueses. E quem não quiser que se atire ao mar. O país tem problemas que cheguem e não tem dinheiro para continuar a alimentar esta palhaçada.

 

sexta-feira, 22 de maio de 2020

de que lado estão os que procuram um cordeiro para imolar?

Rui Calafate, em texto citado por João Gonçalves escreveu:
“A direita moderada não gostou de ver anos de lua-de-mel de Marcelo e Costa e pôs um anúncio nos classificados em busca de um cordeiro de Deus para a imolação de 2021”

E eu pergunto: É a "direita moderada" quem anda à procura de um cordeiro para imolar?
Não são Marcelo, Costa e o regime inteiro quem o procura?
É que a "direita moderada", a menos que seja completamente vesga, por esta altura já deve ter reparado num touro escuro capaz de a resgatar do pecado original de ter votado em Marcelo. (Rui Calafate dá-lhe 10%.... Assim, sem mais nem menos, redondinho?).
A “direita moderada” já deve ter compreendido que só um touro a poderá tirar do “pecado do mundo” em que se lançou ao votar em Marcelo. Para mais,  sem custos de consciência, tratando-se de votar apenas nessa dispendiosa inconsequência que é a "presidência da república"...
De resto, porque espécie de danação haveria a “direita moderada” de querer imolar o cordeiro que alegadamente busca tão desajeitadamente entre os seus?
E procura precisamente um "cordeiro" para enfrentar quem? Marcelo?
Acreditam mesmo que foi a “direita moderada” que atirou para o ar o nome de Adolfo Mesquita Nunes?
Acreditam mesmo que a “direita moderada”, seja lá o que isso for, precisa ou quer sacrificar um dos seus cordeiros?


quinta-feira, 21 de maio de 2020

do regime sob a ameaça de um escrutínio






















(foto: António Cotrim / Agência Lusa)

André Ventura apresenta-se como candidato antirregime.
Ana Gomes “acusa” Marcelo de ser o candidato do “regime” (uma “acusação” cómica, vinda de quem vem…).
Marcelo, fazendo de conta que Ventura e Ana Gomes não usam o termo “regime” do mesmo modo com que outrora era usado para designar o Estado Novo. Diz que sim, senhor, ele é o regime, tanto mais que jurou respeitar e defender a constituição, era o que mais faltava e tal.
O coiso que ficou a fazer de presidente da república da madeira insiste que é necessária uma candidatura de “centro-direita” que se oponha a Marcelo.
Já toda a gente sabe que todos os atores do regime, de modo mais ou menos tímido e por instinto de sobrevivência, terão que cerrar fileiras em torno do candidato que afinal os representa como nenhum outro.

Se a televisão vendia tudo – e Marcelo continua a usá-la como mais ninguém para se vender a si próprio-, com o "cogumelo do tempo" começo a suspeitar que tenha deixado de ser a melhor esquina para montar banca.
André Ventura, com alguma mercadoria contrafeita para vender, é boicotado nos centros comerciais das notícias mais finas, mas dispara nas vendas em feiras cada vez mais povoadas de gentios desencantados com produtores de notícias pinocas e realidades envernizadas pelo poder.
Marcelo já o sabe. Acho graça quando o descrevem como “imprevisível” e“espontâneo”. Tudo nele é premeditado, tal como premeditadas são todas as centenas de“selfies”que têm o seu álbum de família nas redes.




Ele sabe muito bem onde essas fotos vão parar e é por isso que vai ao supermercado; "parece um de nós", desta vez até com direito a reproduções nos meios da informação pinoca.


























É já longínqua aquela infância política que o levou a vestir a pele de um taxista. Infelizmente para ele e para o regime que tão bem representa, não se pode consentir as mesmas coisas que André Ventura.

Nas próximas eleições presidenciais, para essa dispendiosa inconsequência que é a presidência, se não houver alteração significativa de oponentes, é a popularidade do regime que vai ser escrutinada.
Os atores, se não o sabem, já o sentem.
__________
Este texto não é mais do que a continuação deste outro.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

quora

O que acha do Adolfo Mesquita Nunes como candidato à presidência?
Adolfo Mesquita Nunes, mais ou menos formalmente, despediu-se da política ativa para se dedicar a tempo inteiro à advocacia em pelo menos uma entrevista. Parece-me altamente improvável que se venha a disponibilizar para amortecer uma eventual pancada no regime a pretexto de uma eleição presidencial.
Vou tentar explicar.
Não haverá praticamente ninguém em Portugal que, em qualquer cenário e com quaisquer adversários, conceba a derrota do atual presidente numa segunda candidatura; é um demagogo que domina a arte das técnicas de aliciamento das massas e com quem Gustave Le Bon teria muito que aprender. Além disso, para a sua “campanha eleitoral” dispõe de um orçamento de 15 – 17 milhões de euros anuais, o orçamento da presidência. E ele não fez mais do que usa-los rigorosamente para esse efeito ao longo do seu mandato.
O senhor Costa, atual primeiro-ministro, na tentativa de poupar o seu partido a um novo vexame eleitoral nas presidenciais, aproveitou a visita a uma fábrica de automóveis para lhe declarar o seu apoio nos termos mais afetuosos. Na sua família política, a camarada Ana Gomes está cheia de vontade de avançar, talvez anunciando a sua candidatura numa fábrica de tratores, ladeada de alguns camaradas mais ou menos zangados com a direção do partido.
Ainda mais à esquerda não é de excluir a possibilidade das candidaturas da senhora Marisa Matias do BE, uma candidata “engraçadinha” nas palavras azedas do secretário-geral do PCP que quase seguramente apresentará o seu candidato mais ou menos obscuro.
Por consequência, Marcelo – tautologicamente de “direita”, para os que gostam deste tipo de explicações políticas -, apresentar-se-á a eleições com uma “esquerda” completamente pulverizada em candidaturas sem qualquer hipótese de aspirarem a mais que resultados ridículos.
Até ao momento, o único oponente à “direita” que declarou a sua intenção de se candidatar, foi André Ventura. Que num dos episódios mais cómicos da política à portuguesa, foi encorajado a não concorrer às eleições presidenciais por… Marcelo, o atual presidente.
Sucede que este cavalheiro, um populista quase tão cínico quanto Marcelo, verdadeiramente odiado pelo regime – designadamente pela “comunicação social” que vai buscar ao estado o cheque com que paga os seus sistemáticos prejuízos -, anda a trepar nas sondagens de um modo que deve ser enervante para quem herda ministérios em razão do direito sucessório dos familiares em primeiro grau. Sim, isto não é hipérbole, os casos sucedem-se sem pudor, no seio desta nova “aristocracia” republicana…
Em tal cenário, além de Marcelo, até as “esquerdas” precisam de um candidato à “direita”. Marcelo porque vai querer afogar a hipótese de a “direita” que o despreza votar em bloco em André Ventura, ofuscando e deslustrando o esplendor da vitória que todos lhe dão por certa. Ao ganhar por uns pontos a um candidato odiado por todas as forças políticas do regime.
E as “esquerdas” pelo dobro das razões. Com o cenário da candidatura de Adolfo Mesquita Nunes dividem os potenciais resultados de André Ventura e tornam mais palatável a ignomínia das derrotas eleitorais a que os seus candidatos ficariam sujeitos no confronto direto com um sujeito por quem nutrem uma visceral aversão.
Resta saber se Adolfo Mesquita Nunes, sendo um homem inteligente se presta a tal frete pelo regime.
Tudo depende do desdém e asco que também ele possa sentir por André Ventura. Será suficiente para o convencer a tamanho sacrifício? Não acredito. Como disse, parece-me um tipo inteligente.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

aeronave caiu em tires





















Ainda não vi bombeiros mas já vi fumo e o tiririca já lá está.
Não se sabe se a aeronave trazia a mesada para o trampolineiro ou outra mercadoria qualquer. O que é certo é que aquilo das avionetas em Tires tem histórias do arco-da-velha.
"O CEF já chegou ao local".  Não se sabe se para abafar fumos.

domingo, 2 de outubro de 2016

p. 207 (notas de leitura)

De onde se dá notícia de um calhandreiro com episódios de insanidade mental que vai a presidente da República. As páginas de Saraiva são enfadonhas porque não acrescentam nada; não era candidato à câmara nem seria candidato à liderança do PSD. Cristo desceu à terra, fez uma campanha sem dinheiro e no requinte de por ela ser pago em comícios dominicais até às vésperas do dia da eleição presidencial. Arabesco a que uma comissão de não sei quê das eleições disse nada, mais ou menos o que disseram os comparsas a concurso.

Diretor do Expresso, Marcelo Rebelo de Sousa, na revisão de textos de uma secção de fait divers enfia o seguinte comentário: “Balsemão [proprietário do jornal] é lelé da cuca” (o senhor professor viria a fazer uso da expressão em relação a muitas outras pessoas). Entretanto já havia simulado o seu enforcamento no parapeito da janela da sala em que aguardava uma entrevista com o mesmo Balsemão. Outros episódios e histórias correm - e tive oportunidade de ouvir de quem se me afigura com possibilidades de as ter testemunhado - sobre o nosso querido presidente. Como a da receção a um embaixador. Em cuecas. Até podia acrescentar uma delas, relacionada com viagens e muito curiosa, que por um acaso tive a oportunidade de testemunhar. Não farei nada disso. Apenas o menciono para recomendar prudência quando, a propósito de alguém, o ouvirem pronunciar o diagnóstico de que é “lelé da cuca”.
Dá-se apenas esta coisa extraordinária de - um personagem excêntrico e idiossincrático, potencialmente divertido -, em poucos dias, ter conseguido exceder o irritante enfado que me dava volta ao estômago com o Jiló.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

p. 173 (notas de leitura)

Do Pacheco, fiz notas. No livro, seguem-se-lhe 10 páginas dedicadas ao trampolineiro. Têm uma ou duas coisas que oferecem sensível diferença do “quadro clínico” que lhe havia diagnosticado há muitos anos. Calha-me refleti-las quando lavo os dentes. Também me acontece andar a pensar que Saraiva sabe e testemunhou muito mais coisas do que aquelas que dá a ler. Voltarei quando sentir que acabei.
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“Após o fim do cavaquismo*, Marcelo Rebelo de Sousa tomou conta do PSD, em março de 1996 – sucedendo a Fernando Nogueira que não aqueceu o lugar - De braço direito de Marcelo a braço direito de Barroso. Ora, um dos aspetos mais importantes desta época foi a constituição de uma ‘nova AD’ (Alternativa Democrática) – uma aliança entre PSD e CDS, liderados por Marcelo e Portas – que Leonor Beleza intermediou, com vista a disputar as eleições de 1999.
Esta intermediação de Beleza pareceu-me pouco dignificante. Grande parte da campanha contra ela quando era ministra
[da Saúde] fora feita, como disse, pel’O Independente [semanário de que Portas era diretor] – um jornal que se empenhara abertamente no derrube do cavaquismo (do qual Leonor Beleza fora uma das figuras mais destacadas. Como podia agora Beleza ser agora a promotora de um entendimento entre o líder do seu partido e o ex-diretor do jornal que a combatera com ferocidade? Como tinha estômago para isso? Mas a gota de água foi quando, depois da queda de Marcelo, anunciou o apoio a Durão Barroso – que tinha conspirado contra Marcelo! Eram cambalhotas a mais!”

Porventura em razão do seu desempenho à frente do Ministério da Saúde, em 2004 e por testamento, António Champalimaud designou Leonor Beleza como presidente da sua fundação, onde ainda hoje permanece não voltando à vida política.

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* A propósito do “cavaquismo”, valerá a pena reparar que jornalistas e comentadores políticos – porventura sempre em dificuldades para descortinar alguma caraterística distintiva de um qualquer líder político - arranjam sempre um “ismo” por cada criatura que passa pelo poder. Como se assim subsumissem e diferenciassem uma doutrina política. Desta maneira, com extraordinária ligeireza, falaram de um “cavaquismo”, de um “marcelismo”, de um “barrosismo”, de um “soarismo”, de um “guterrismo”, de um “socratismo” (juro que não estou a inventar; o corretor ortográfico só me dá erro em “barrosismo”!...), …
Com Valente de Oliveira (p. 184) haveremos de ver um excelente exemplo da verdadeira substância e natureza dos “ismos” fulanizados do regime democrático. De outra maneira, ao lerem as “fontes”, os historiadores futuros haverão de ficar confusos com o turbilhão ideológico em que parecemos afogar-nos.

(Oh, Rosas... Não baralhes os teus netos, meu sacana pançudo!)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

p. 10 (notas de leitura)

Para que é que eu preciso de saber que o Alberto João Jardim tem uma caligrafia “indescritível, correspondente a uma 3ª classe mal tirada”?
Não preciso.
Como também não preciso de conhecer todas as bandeiras do mundo ou ficar destroçado por a da Nova Zelândia não ter chegado a ir a votos.
Mas fiquei.
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Ah, e o Marcelo anda anabolizado por Nova York a tentar ver-se livre da concorrência para um novo mandato.

(Isto não vem no livro)