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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

helicóptero da sic

Aquele adolfo que ia à vida na cena da advocacia -nota bene, tem vida além das jotas-, deu de roncar furibundo que o Chicão é uma desgraça e perdeu tudo quanto havia para perder. Porque caminha para fundir a "democracia cristã" com o "PSD". Qualquer coisa assim. Isto porque o adolfo tem uma ideia para a direita: ser fofo com a irmã metralha, por exemplo. Uma direita como deve ser, portanto.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

de que lado estão os que procuram um cordeiro para imolar?

Rui Calafate, em texto citado por João Gonçalves escreveu:
“A direita moderada não gostou de ver anos de lua-de-mel de Marcelo e Costa e pôs um anúncio nos classificados em busca de um cordeiro de Deus para a imolação de 2021”

E eu pergunto: É a "direita moderada" quem anda à procura de um cordeiro para imolar?
Não são Marcelo, Costa e o regime inteiro quem o procura?
É que a "direita moderada", a menos que seja completamente vesga, por esta altura já deve ter reparado num touro escuro capaz de a resgatar do pecado original de ter votado em Marcelo. (Rui Calafate dá-lhe 10%.... Assim, sem mais nem menos, redondinho?).
A “direita moderada” já deve ter compreendido que só um touro a poderá tirar do “pecado do mundo” em que se lançou ao votar em Marcelo. Para mais,  sem custos de consciência, tratando-se de votar apenas nessa dispendiosa inconsequência que é a "presidência da república"...
De resto, porque espécie de danação haveria a “direita moderada” de querer imolar o cordeiro que alegadamente busca tão desajeitadamente entre os seus?
E procura precisamente um "cordeiro" para enfrentar quem? Marcelo?
Acreditam mesmo que foi a “direita moderada” que atirou para o ar o nome de Adolfo Mesquita Nunes?
Acreditam mesmo que a “direita moderada”, seja lá o que isso for, precisa ou quer sacrificar um dos seus cordeiros?


segunda-feira, 18 de maio de 2020

quora

O que acha do Adolfo Mesquita Nunes como candidato à presidência?
Adolfo Mesquita Nunes, mais ou menos formalmente, despediu-se da política ativa para se dedicar a tempo inteiro à advocacia em pelo menos uma entrevista. Parece-me altamente improvável que se venha a disponibilizar para amortecer uma eventual pancada no regime a pretexto de uma eleição presidencial.
Vou tentar explicar.
Não haverá praticamente ninguém em Portugal que, em qualquer cenário e com quaisquer adversários, conceba a derrota do atual presidente numa segunda candidatura; é um demagogo que domina a arte das técnicas de aliciamento das massas e com quem Gustave Le Bon teria muito que aprender. Além disso, para a sua “campanha eleitoral” dispõe de um orçamento de 15 – 17 milhões de euros anuais, o orçamento da presidência. E ele não fez mais do que usa-los rigorosamente para esse efeito ao longo do seu mandato.
O senhor Costa, atual primeiro-ministro, na tentativa de poupar o seu partido a um novo vexame eleitoral nas presidenciais, aproveitou a visita a uma fábrica de automóveis para lhe declarar o seu apoio nos termos mais afetuosos. Na sua família política, a camarada Ana Gomes está cheia de vontade de avançar, talvez anunciando a sua candidatura numa fábrica de tratores, ladeada de alguns camaradas mais ou menos zangados com a direção do partido.
Ainda mais à esquerda não é de excluir a possibilidade das candidaturas da senhora Marisa Matias do BE, uma candidata “engraçadinha” nas palavras azedas do secretário-geral do PCP que quase seguramente apresentará o seu candidato mais ou menos obscuro.
Por consequência, Marcelo – tautologicamente de “direita”, para os que gostam deste tipo de explicações políticas -, apresentar-se-á a eleições com uma “esquerda” completamente pulverizada em candidaturas sem qualquer hipótese de aspirarem a mais que resultados ridículos.
Até ao momento, o único oponente à “direita” que declarou a sua intenção de se candidatar, foi André Ventura. Que num dos episódios mais cómicos da política à portuguesa, foi encorajado a não concorrer às eleições presidenciais por… Marcelo, o atual presidente.
Sucede que este cavalheiro, um populista quase tão cínico quanto Marcelo, verdadeiramente odiado pelo regime – designadamente pela “comunicação social” que vai buscar ao estado o cheque com que paga os seus sistemáticos prejuízos -, anda a trepar nas sondagens de um modo que deve ser enervante para quem herda ministérios em razão do direito sucessório dos familiares em primeiro grau. Sim, isto não é hipérbole, os casos sucedem-se sem pudor, no seio desta nova “aristocracia” republicana…
Em tal cenário, além de Marcelo, até as “esquerdas” precisam de um candidato à “direita”. Marcelo porque vai querer afogar a hipótese de a “direita” que o despreza votar em bloco em André Ventura, ofuscando e deslustrando o esplendor da vitória que todos lhe dão por certa. Ao ganhar por uns pontos a um candidato odiado por todas as forças políticas do regime.
E as “esquerdas” pelo dobro das razões. Com o cenário da candidatura de Adolfo Mesquita Nunes dividem os potenciais resultados de André Ventura e tornam mais palatável a ignomínia das derrotas eleitorais a que os seus candidatos ficariam sujeitos no confronto direto com um sujeito por quem nutrem uma visceral aversão.
Resta saber se Adolfo Mesquita Nunes, sendo um homem inteligente se presta a tal frete pelo regime.
Tudo depende do desdém e asco que também ele possa sentir por André Ventura. Será suficiente para o convencer a tamanho sacrifício? Não acredito. Como disse, parece-me um tipo inteligente.