Mostrar mensagens com a etiqueta eleições. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eleições. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

as presidenciais e o poder local

Jornalistas e influenciadores andam literalmente obcecados com os presidenciáveis. Investem especial atenção num almirante que, lá para janeiro de 2026, poderá eventualmente suceder à coisa que por lá anda agora.
No que respeita às eleições autárquicas – a realizar em setembro de 2025 – o poder local só parece oferecer interesse jornalístico quando candidatos como a doutora sanfona são acusados de se apropriarem da agenda do “chega”.
Entretanto, na minha terra natal, os edis comprometem-se com a realização de 600 quilómetros de ciclovias. Que calham ser precisamente a coisa mais odiada pelos adeptos da modalidade. Isto não obstante várias das estradas municipais se assemelharem muito no seu estado de conservação a estradas que eu vi pelos arrabaldes de Odessa. Já em Águeda, a edilidade - eleita certamente por um dos dois, como na minha terra natal – promete reincidir no “maior pai natal do mundo”, coisa de meio milhão que mais uma vez não vai sair dos fundos do PRR. Supõe-se que já tudo estará feito. E nada mais havendo a prover, deu-se por concluída a imaginação.
Do norte às ilhas, muito poucas serão as localidades capazes de oferecer exemplos de boa gestão de dinheiros públicos. Torra-se o dinheiro dos contribuintes com a mesma leviandade com que se elaboram orçamentos para essa fonte de embaraços que é a presidência da república. Na mais imperturbável indiferença de todos.


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

helicóptero da sic

Os comentadores estão a avaliar a possibilidade de haver fraude nas eleições em Angola...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

considerações sobre os resultados dos 5 partidos mais votados nas eleições legislativas de 2022

 (textos originalmente publicados on-line em 31/01/2022)

ps

O ps conseguiu uma maioria absoluta à custa do efeito das sondagens nos eleitores. Sondagens em relação às quais reagi (24 de janeiro, 11.30h) com enorme estranheza perguntando-me como é que era possível uma diferença de 10 pontos no espaço de uma semana em que nada de politicamente  superlativo acontecera. Não sou dado a teorias da conspiração, mas a viragem do discurso do doutor costa é insuficiente para me convencer de que não estava a fazer teatro e anular o meu desejo de explicações por parte das empresas que as deram à luz. E não me tranquilizam explicações do tipo “efeito moedas”. Não preciso. Tenho uma que é muito satisfatória: o cachopo que tinha ficado a fazer de presidente da câmara de Lisboa foi levado à desgraça pelo espetáculo televisivo da porteira de Arroios. Para quem não conhece as rotinas dos “militantes socialistas” aquilo deve ter sido chocante. A lembrar D. Corleone a passear-se pelo mercado, a pegar numa maçã aqui, outra ali, com beija-mão pelo meio.

psd

Como também aqui escrevi (28/11/21), o tipo das gincanas foi favorecido nos afetos dos “militantes social-democratas” pelo facto de o seu oponente ter tido a desgraça de declarar indisponibilidade para alianças com o ps. Como nenhum deles acreditava numa derrota suficientemente expressiva para afastar o ps do poder, rui rio oferecia hipóteses de os sentar à mesa, o verdadeiro significado da ”militância”. Por lá, como pelo ps. O episódio das sondagens levou-os à ilusão de que era possível. Completamente indiferentes ao facto de rui rio situar o partido e a si próprio na área ideológica do “centro-esquerda”, seja lá o que isso for. Por cálculo, evidentemente; não nos esqueçamos que é contabilista e deve ter feito as contas todas para concluir que é “aí” que se ganham eleições. Não é de “centro-esquerda” por inclinação ideológica porque pelo psd - tanto quanto pelo ps-, a ideologia não interessa para nada. Apenas precisam falar em “esquerda” e “direita” porque isso vai chegando para produzir a ilusão de que têm ideias. Feitas as continhas, sabendo o que a casa gasta no que a convicções diz respeito - e porventura animado pelas sondagens que momentaneamente evaporaram uma diferença de 10 pontos (dez!) no espaço de alguns dias-, o tipo das gincanas ficou à espera que a direita em peso cerrasse fileiras em torno da sua augusta pessoa. 

Já começou a falar alemão. Não acredito que se enxergue e vai ficar à espera que o atirem borda fora.

chega!

Ventura capitalizou o ressentimento, a raiva surda que o nepotismo, a corrupção e o despudor instila em qualquer pessoa com um par de olhos e o sentimento de impotência que resulta de um clima de opinião publicada que parece completamente indiferente aos sucessivos atropelos à ideia de um estado de direito. Veja-se, a título de exemplo -e já quase em período de campanha-, a junção dos ministérios da administração interna com o ministério da justiça sob a mesma tutela. Uma solução simbolicamente acolhida com a mais olímpica indiferença... Resumindo, ao doutor ventura “a situação” ofereceu um bodo político que o fez sorrir de alegria. Mas sinto-me tentado à imprudência de especular acerca de uma digestão que tem muito para se tornar difícil: por esta altura o “chega!” já estará tão infetado de videirinhos arrivistas quanto qualquer um dos outros partidos que afronta e presenteiam com uma razão de ser; tendencialmente será menos imune à boçalidade que tão frequentemente contamina o ressentimento e a impotência; não me parece que seja um partido onde abundem pessoas qualificadas para o combate político (para além do próprio ventura e do Gabriel Mithá Ribeiro, não me ocorre mais ninguém, admito que por estar muito mal informado…); tendo elegido 12 deputados, é altamente improvável que o “chega!” tenha multiplicado as virtudes tribunícias de ventura – bastante ao contrário, ventura passa a ter que lidar com doze flancos aos olhos de gente muito animosa…; a denúncia sem programa - além de uma espécie de justicialismo peronista -, pode revelar-se insuficiente para mobilizar eleitores e garantir-lhe um futuro.

Mas nem tudo será mau: a maioria do doutor costa de volta da travessa gorda dos fundos europeus deixa antecipar todo um programa de “novas oportunidades”; os ataques de comentadores, humoristas e demais bloquistas vão continuar a favorecer e a mobilizar vigorosamente os eleitores em torno de ventura. 

Mas tenho muitas dúvidas que estas coisas cheguem para superar os constrangimentos que alinhei pouco exaustivamente. 

Pensando melhor, não sei se não chegará. Eu a acabar de escrever isto e pouco depois a ver isto:



iniciativa liberal

Com apenas 4 anos de vida já é o único partido ao mesmo tempo com representação parlamentar e um programa político; o pcp tem doutrina mas não tem programa político compatível com um estado democrático. 
Além dessa enorme vantagem sobre os demais partidos com representação parlamentar -e não, não o digo por causa das 600 ou 700 páginas que, de resto, não li…-, tem várias pessoas capazes de articular ideias. Cultiva a singularidade de confrontar regularmente os portugueses com factos (a que não dão a devida importância) através de infografias que vão impondo as causas da “il” no comentário e debate político (e que aqui vou reproduzindo, vez por outra). 
O curriculum profissional de Cotrim de Figueiredo por vezes faz-me lembrar a Ayn Rand. Que às vezes parece inspirá-lo e acabou os seus dias a viver da segurança social… O regresso de Guimarães Pinto a partir do parlamento vem matar algumas saudades do seu protagonismo. Não creio que a “il” venha a ter vida breve. Tem um programa político, como comecei por dizer.

cdu

Encolheu. E a vigarice que nunca foi a votos, batizada de “pev” - responsável por ter desacreditado o movimento ambientalista que havia nascido na oposição à central nuclear projetada para Ferrel e era apoiado pelos verdes alemães-, deixou de ter representação parlamentar. 
Especulando um pouco: não creio que o pcp tenha perdido votos para o ps. Se perdeu alguns (poucos…) tê-los-á perdido no Alentejo e para o “chega!”; não creio que o doutor ventura fale com desconhecimento destes assuntos. Mas o maior volume dos votos que o pcp perdeu relaciona-se com a crise das vocações religiosas e a ascensão do materialismo em dano do misticismo que a pouco e pouco vai exaurindo o número de fiéis. Não creio que essa tendência seja reversível.
p.s.: Alguns comentadores antecipam que o pcp irá usar a rua para conseguir o que não conseguiu nas urnas. Acho que se enganam. A rua já não é o que era. Entre outras razões porque não se faz uma geringonça sem consequências.

be

Se a ideia de uma maioria “socialista” a esgadanhar a travessa farta dos fundos europeus é de nos deixar em cova, a aparição apoteótica de catarina martins para anunciar a estrondosa derrota do be não deixou de ser divertida. O momento mais cómico foi quando ameaçou com a luta o partido “racista”. Pelo andar da carroça, o partido do doutor ventura vai continuar a crescer. Com inimigos destes seria uma vergonha que o não fizesse.
Muito evidentemente, depois de todo o trabalho de diabolização do “chega!”, aterrorizados com o “fascismo” anunciado pelo be, comentadores e outros humoristas, os seus eleitores naturais correram a defender-se da “direita fascista” em quem tinha maiores probabilidades de os salvar: o doutor costa. Para o bloco, a “direita fascista” começa logo no “centro-esquerda” do pobre doutor rio...
Foram as primeiras vítimas da maioria do doutor costa. Prova-se mais uma vez que é um partido com eleitorado yo-yo. Foi, mas passado o susto pode voltar.
Partido do táxi, não é improvável que tente as ruas. Sem apitos, mas com antifas, a sua tropa de choque.







domingo, 30 de janeiro de 2022

helicóptero da sic

A maioria do ps foi construída à custa da diabolização do “chega” por parte da extrema-esquerda e dos “influencers” que fazem de jornalistas nos dias que correm: a extrema-esquerda afundou-se com os seus eleitores a votarem “útil” para fugir do “fascismo”. Este é o elefante na sala que estão todos a fingir que não veem. E bem podem limpar as mãos à parede.
O gajo das gincanas lá anda. Costa por costa, o povo laranja tinha poucos motivos para ir botar voto. Se conseguir arranjar alguns empregos não o atiram já borda fora. Mas eu não contaria muito com a generosidade do “poucochinho”.
O ps está de parabéns e merece ficar. O trabalho está por concluir. A Bulgária ainda nos está a ganhar. 
Boa noite.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

helicóptero da sic

Eu acho que era em “Asterix na Córsega”. Os gajos votavam, depois atiravam as urnas ao mar e governava o chefe que já tinha sido “eleito” do mesmo modo. Mas não tenho a certeza e roubaram-me os álbuns. Alguém se lembra?




helicóptero da sic

Se alguém conhecer um jornalista “acreditado junto do primeiro-ministro em funções”, por favor, peçam-lhe que pergunte ao candidato a primeiro-ministro se essa coisa dispendiosa das eleições é mesmo necessária ao regular funcionamentodas instituições.

Obrigado.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

helicóptero da sic

Nos Estados Unidos, ambos os candidatos à presidência declaram-se vencedores. É um espetáculo relativamente comum em algumas zonas do mundo. Que me recorde, a última vez que isso aconteceu foi na Venezuela. É sempre um espetáculo deprimente. Que por uma qualquer obscura razão, desta vez, parece merecer um interesse apaixonado por parte de um grande número dos meus compatriotas.  

sexta-feira, 22 de maio de 2020

de que lado estão os que procuram um cordeiro para imolar?

Rui Calafate, em texto citado por João Gonçalves escreveu:
“A direita moderada não gostou de ver anos de lua-de-mel de Marcelo e Costa e pôs um anúncio nos classificados em busca de um cordeiro de Deus para a imolação de 2021”

E eu pergunto: É a "direita moderada" quem anda à procura de um cordeiro para imolar?
Não são Marcelo, Costa e o regime inteiro quem o procura?
É que a "direita moderada", a menos que seja completamente vesga, por esta altura já deve ter reparado num touro escuro capaz de a resgatar do pecado original de ter votado em Marcelo. (Rui Calafate dá-lhe 10%.... Assim, sem mais nem menos, redondinho?).
A “direita moderada” já deve ter compreendido que só um touro a poderá tirar do “pecado do mundo” em que se lançou ao votar em Marcelo. Para mais,  sem custos de consciência, tratando-se de votar apenas nessa dispendiosa inconsequência que é a "presidência da república"...
De resto, porque espécie de danação haveria a “direita moderada” de querer imolar o cordeiro que alegadamente busca tão desajeitadamente entre os seus?
E procura precisamente um "cordeiro" para enfrentar quem? Marcelo?
Acreditam mesmo que foi a “direita moderada” que atirou para o ar o nome de Adolfo Mesquita Nunes?
Acreditam mesmo que a “direita moderada”, seja lá o que isso for, precisa ou quer sacrificar um dos seus cordeiros?


quinta-feira, 21 de maio de 2020

do regime sob a ameaça de um escrutínio






















(foto: António Cotrim / Agência Lusa)

André Ventura apresenta-se como candidato antirregime.
Ana Gomes “acusa” Marcelo de ser o candidato do “regime” (uma “acusação” cómica, vinda de quem vem…).
Marcelo, fazendo de conta que Ventura e Ana Gomes não usam o termo “regime” do mesmo modo com que outrora era usado para designar o Estado Novo. Diz que sim, senhor, ele é o regime, tanto mais que jurou respeitar e defender a constituição, era o que mais faltava e tal.
O coiso que ficou a fazer de presidente da república da madeira insiste que é necessária uma candidatura de “centro-direita” que se oponha a Marcelo.
Já toda a gente sabe que todos os atores do regime, de modo mais ou menos tímido e por instinto de sobrevivência, terão que cerrar fileiras em torno do candidato que afinal os representa como nenhum outro.

Se a televisão vendia tudo – e Marcelo continua a usá-la como mais ninguém para se vender a si próprio-, com o "cogumelo do tempo" começo a suspeitar que tenha deixado de ser a melhor esquina para montar banca.
André Ventura, com alguma mercadoria contrafeita para vender, é boicotado nos centros comerciais das notícias mais finas, mas dispara nas vendas em feiras cada vez mais povoadas de gentios desencantados com produtores de notícias pinocas e realidades envernizadas pelo poder.
Marcelo já o sabe. Acho graça quando o descrevem como “imprevisível” e“espontâneo”. Tudo nele é premeditado, tal como premeditadas são todas as centenas de“selfies”que têm o seu álbum de família nas redes.




Ele sabe muito bem onde essas fotos vão parar e é por isso que vai ao supermercado; "parece um de nós", desta vez até com direito a reproduções nos meios da informação pinoca.


























É já longínqua aquela infância política que o levou a vestir a pele de um taxista. Infelizmente para ele e para o regime que tão bem representa, não se pode consentir as mesmas coisas que André Ventura.

Nas próximas eleições presidenciais, para essa dispendiosa inconsequência que é a presidência, se não houver alteração significativa de oponentes, é a popularidade do regime que vai ser escrutinada.
Os atores, se não o sabem, já o sentem.
__________
Este texto não é mais do que a continuação deste outro.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

quora

O que acha do Adolfo Mesquita Nunes como candidato à presidência?
Adolfo Mesquita Nunes, mais ou menos formalmente, despediu-se da política ativa para se dedicar a tempo inteiro à advocacia em pelo menos uma entrevista. Parece-me altamente improvável que se venha a disponibilizar para amortecer uma eventual pancada no regime a pretexto de uma eleição presidencial.
Vou tentar explicar.
Não haverá praticamente ninguém em Portugal que, em qualquer cenário e com quaisquer adversários, conceba a derrota do atual presidente numa segunda candidatura; é um demagogo que domina a arte das técnicas de aliciamento das massas e com quem Gustave Le Bon teria muito que aprender. Além disso, para a sua “campanha eleitoral” dispõe de um orçamento de 15 – 17 milhões de euros anuais, o orçamento da presidência. E ele não fez mais do que usa-los rigorosamente para esse efeito ao longo do seu mandato.
O senhor Costa, atual primeiro-ministro, na tentativa de poupar o seu partido a um novo vexame eleitoral nas presidenciais, aproveitou a visita a uma fábrica de automóveis para lhe declarar o seu apoio nos termos mais afetuosos. Na sua família política, a camarada Ana Gomes está cheia de vontade de avançar, talvez anunciando a sua candidatura numa fábrica de tratores, ladeada de alguns camaradas mais ou menos zangados com a direção do partido.
Ainda mais à esquerda não é de excluir a possibilidade das candidaturas da senhora Marisa Matias do BE, uma candidata “engraçadinha” nas palavras azedas do secretário-geral do PCP que quase seguramente apresentará o seu candidato mais ou menos obscuro.
Por consequência, Marcelo – tautologicamente de “direita”, para os que gostam deste tipo de explicações políticas -, apresentar-se-á a eleições com uma “esquerda” completamente pulverizada em candidaturas sem qualquer hipótese de aspirarem a mais que resultados ridículos.
Até ao momento, o único oponente à “direita” que declarou a sua intenção de se candidatar, foi André Ventura. Que num dos episódios mais cómicos da política à portuguesa, foi encorajado a não concorrer às eleições presidenciais por… Marcelo, o atual presidente.
Sucede que este cavalheiro, um populista quase tão cínico quanto Marcelo, verdadeiramente odiado pelo regime – designadamente pela “comunicação social” que vai buscar ao estado o cheque com que paga os seus sistemáticos prejuízos -, anda a trepar nas sondagens de um modo que deve ser enervante para quem herda ministérios em razão do direito sucessório dos familiares em primeiro grau. Sim, isto não é hipérbole, os casos sucedem-se sem pudor, no seio desta nova “aristocracia” republicana…
Em tal cenário, além de Marcelo, até as “esquerdas” precisam de um candidato à “direita”. Marcelo porque vai querer afogar a hipótese de a “direita” que o despreza votar em bloco em André Ventura, ofuscando e deslustrando o esplendor da vitória que todos lhe dão por certa. Ao ganhar por uns pontos a um candidato odiado por todas as forças políticas do regime.
E as “esquerdas” pelo dobro das razões. Com o cenário da candidatura de Adolfo Mesquita Nunes dividem os potenciais resultados de André Ventura e tornam mais palatável a ignomínia das derrotas eleitorais a que os seus candidatos ficariam sujeitos no confronto direto com um sujeito por quem nutrem uma visceral aversão.
Resta saber se Adolfo Mesquita Nunes, sendo um homem inteligente se presta a tal frete pelo regime.
Tudo depende do desdém e asco que também ele possa sentir por André Ventura. Será suficiente para o convencer a tamanho sacrifício? Não acredito. Como disse, parece-me um tipo inteligente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

abstenção

De todas as vezes acontece esta coisa cómica. Quando os seus candidatos ou partidos perdem, são muitos os que se dedicam a soltar impropérios contra os “preguiçosos”, enfim, contra o “povo que não tem emenda” e não se dá à fadiga de ir votar.
Parecem desabafar na absoluta convicção de que se o “povo” fosse “como deve ser” votaria todo como eles.