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terça-feira, 8 de abril de 2025

do alegado projecto americano de reindustrialização

Isto tem algo de cruel. Até para mim próprio, que já fui muito elegante e hoje fiz uns 3 ou 4 km de bicicleta. A pilhas.
Mas é uma crueldade que ilustra um conjunto de coisas que me parecem politicamente negligenciadas.

A esse pretexto lembrei-me agora de um documentário acerca de uma fábrica americana de vidros para a indústria automóvel. A fábrica havia falido e fora comprada por empresários chineses com o compromisso de integrar alguma mão-de-obra local. O que a partir desta trama foi documentado impressionou-me: o encontro de duas civilizações.

Uma em que o empresário fica completamente destroçado ao perceber que o portão principal do edifício não estava virado na direcção certa. Conforme o feng shui, um esoterismo sem relação aparente com funções. Mas suficientemente importante para levar o empresário a gastar uma quantia exorbitante para reposicionar o tal portão.

Outra em que o operário americano, ao tentar vestir um colete amarelo, toma súbita consciência do seu corpo. E fica visivelmente perturbado ao perceber que o não consegue vestir.

Outra em que os operários-soldado de uma sociedade-colmeia se alinham disciplinadamente em parada para gritar palavras de ordem antes de iniciarem a jornada. A oferecer aos olhos uma motricidade fina que faz vento.

Uma obesa, sedentarizada e fisicamente diminuída. A outra seca, ágil e a beber a água que escorre do Olimpo.

Os "ocidentais" já não estão fisicamente capazes da reindustrialização que alegadamente faz parte dos planos da administração trump. Eu não creio que a sua ideia seja essa. A acreditar que tem uma. Mas estou convencido que ela já não é possível.

Se fossem como nós, aos “outros”, a seu tempo, aconteceria a mesma coisa. Não sei se são diferentes.

domingo, 14 de julho de 2024

"-foi uma tentativa de homicídio?"

Esta foi a pergunta dirigida a um dos 4 comentadores (!) que ouvi de um "jornalista" da SIC alguns minutos depois do atentado à vida de Trump. Antes, em vídeo, fora possível concluir que um tiro a 150 metros havia feito um buraco na orelha de um candidato à presidência dos EUA. Tudo isto de mistura com a evocação do "incidente" com Bolsonaro em que se lembrou que o cavalheiro "aproveitou" para não participar nos debates da campanha eleitoral. Enfim, no Brasil, muitos dos apoiantes do ladrão foram mais longe e só faltou dizerem que foi o próprio a fazer-se esfaquear repetidamente.
Depois de eleito pela primeira vez, a minha curiosidade levou-me a tentar saber tudo o que me era possível acerca de Donald Trump. De tal modo que nada, absolutamente nada do que se veio a saber posteriormente me surpreendeu. É, em meu entender, uma criatura absolutamente desprezível e sinistra. De tal maneira que me desgostou a cegueira com que a "direita" o acolheu como se fora "um dos seus". A criatura não é de "direita" ou "esquerda". É um gangster.
Não obstante, nunca o mundo nos anos mais recentes viveu maior bonança do que durante o seu mandato presidencial. Por contraste, o cavalheiro de falinhas mansas que o precedeu, prémio Nobel da paz e tudo (!), incendiou o mundo com um sem fim de conflitos que passaram pelo assassínio de vários chefes de estado no médio oriente, devidamente televisionados e patrocinados pelos serviços secretos americanos. por uma pilhagem de recursos sem par na história contemporânea das nações e pelo fim de vários estados anteriormente funcionais e a que só a Rússia fez frente na Síria na tentativa de derrubar Bashar al-Assad. Enfim, uma coisa a que cinicamente se vem chamando de "primavera árabe"...
Ditas estas coisas, alguém em Portugal está em condições de compreender a campanha anti Trump que vai pelos noticiários em Portugal? Alguém por aqui tem direito a voto nas eleições presidenciais americanas?
Aos jornalistas: acham mesmo que esta espécie de "jornalismo" vos acarreta alguma espécie de respeitabilidade? Reveem-se neste carnaval que pretendem fazer passar por jornalismo? Porque é que não são mais espontâneos e desabafam francamente o vosso receio de que Trump venha mais uma vez a deixar um mundo em paz e ponha um fim no conflito a que Biden vem sujeitando a Europa?
E já agora, a propósito do "vosso" candidato: não acham que Biden faz lembrar as gerontocracias soviéticas ao longo do súbito crepúsculo da URSS?
O que é que vos motiva na vossa sórdida servidão?



quarta-feira, 4 de novembro de 2020

helicóptero da sic

Nos Estados Unidos, ambos os candidatos à presidência declaram-se vencedores. É um espetáculo relativamente comum em algumas zonas do mundo. Que me recorde, a última vez que isso aconteceu foi na Venezuela. É sempre um espetáculo deprimente. Que por uma qualquer obscura razão, desta vez, parece merecer um interesse apaixonado por parte de um grande número dos meus compatriotas.  

terça-feira, 7 de abril de 2020

quora

Should Trump declare war on France?

Yes! Just for the fun of it. But in french.

sexta-feira, 1 de março de 2019

quora

Why is the United States paying a disproportionately large share of the NATO budget when European nations are extremely properous?

You laborate with two misconceptions:

1) in the misconception of presuming that the European states are "extremely prosperous";
2) of assuming that military power and supremacy are costless or have a price that can be billed in the name of the conquered nations as in the times of Sun Tzu.

If he had not been such a completely unfit idiot, Trump would know both.
Now: can USA afford their military supremacy or not?
In our time, if they can, they must pay the bill.
If not, stop whining about your impotence and get your shit together.