domingo, 14 de julho de 2024

"-foi uma tentativa de homicídio?"

Esta foi a pergunta dirigida a um dos 4 comentadores (!) que ouvi de um "jornalista" da SIC alguns minutos depois do atentado à vida de Trump. Antes, em vídeo, fora possível concluir que um tiro a 150 metros havia feito um buraco na orelha de um candidato à presidência dos EUA. Tudo isto de mistura com a evocação do "incidente" com Bolsonaro em que se lembrou que o cavalheiro "aproveitou" para não participar nos debates da campanha eleitoral. Enfim, no Brasil, muitos dos apoiantes do ladrão foram mais longe e só faltou dizerem que foi o próprio a fazer-se esfaquear repetidamente.
Depois de eleito pela primeira vez, a minha curiosidade levou-me a tentar saber tudo o que me era possível acerca de Donald Trump. De tal modo que nada, absolutamente nada do que se veio a saber posteriormente me surpreendeu. É, em meu entender, uma criatura absolutamente desprezível e sinistra. De tal maneira que me desgostou a cegueira com que a "direita" o acolheu como se fora "um dos seus". A criatura não é de "direita" ou "esquerda". É um gangster.
Não obstante, nunca o mundo nos anos mais recentes viveu maior bonança do que durante o seu mandato presidencial. Por contraste, o cavalheiro de falinhas mansas que o precedeu, prémio Nobel da paz e tudo (!), incendiou o mundo com um sem fim de conflitos que passaram pelo assassínio de vários chefes de estado no médio oriente, devidamente televisionados e patrocinados pelos serviços secretos americanos. por uma pilhagem de recursos sem par na história contemporânea das nações e pelo fim de vários estados anteriormente funcionais e a que só a Rússia fez frente na Síria na tentativa de derrubar Bashar al-Assad. Enfim, uma coisa a que cinicamente se vem chamando de "primavera árabe"...
Ditas estas coisas, alguém em Portugal está em condições de compreender a campanha anti Trump que vai pelos noticiários em Portugal? Alguém por aqui tem direito a voto nas eleições presidenciais americanas?
Aos jornalistas: acham mesmo que esta espécie de "jornalismo" vos acarreta alguma espécie de respeitabilidade? Reveem-se neste carnaval que pretendem fazer passar por jornalismo? Porque é que não são mais espontâneos e desabafam francamente o vosso receio de que Trump venha mais uma vez a deixar um mundo em paz e ponha um fim no conflito a que Biden vem sujeitando a Europa?
E já agora, a propósito do "vosso" candidato: não acham que Biden faz lembrar as gerontocracias soviéticas ao longo do súbito crepúsculo da URSS?
O que é que vos motiva na vossa sórdida servidão?



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