quinta-feira, 21 de maio de 2020
do regime sob a ameaça de um escrutínio
(foto: António Cotrim / Agência Lusa)
André Ventura apresenta-se como candidato antirregime.
Ana Gomes “acusa” Marcelo de ser o candidato do “regime” (uma “acusação” cómica, vinda de quem vem…).
Marcelo, fazendo de conta que Ventura e Ana Gomes não usam o termo “regime” do mesmo modo com que outrora era usado para designar o Estado Novo. Diz que sim, senhor, ele é o regime, tanto mais que jurou respeitar e defender a constituição, era o que mais faltava e tal.
O coiso que ficou a fazer de presidente da república da madeira insiste que é necessária uma candidatura de “centro-direita” que se oponha a Marcelo.
Já toda a gente sabe que todos os atores do regime, de modo mais ou menos tímido e por instinto de sobrevivência, terão que cerrar fileiras em torno do candidato que afinal os representa como nenhum outro.
Se a televisão vendia tudo – e Marcelo continua a usá-la como mais ninguém para se vender a si próprio-, com o "cogumelo do tempo" começo a suspeitar que tenha deixado de ser a melhor esquina para montar banca.
André Ventura, com alguma mercadoria contrafeita para vender, é boicotado nos centros comerciais das notícias mais finas, mas dispara nas vendas em feiras cada vez mais povoadas de gentios desencantados com produtores de notícias pinocas e realidades envernizadas pelo poder.
Marcelo já o sabe. Acho graça quando o descrevem como “imprevisível” e“espontâneo”. Tudo nele é premeditado, tal como premeditadas são todas as centenas de“selfies”que têm o seu álbum de família nas redes.
Ele sabe muito bem onde essas fotos vão parar e é por isso que vai ao supermercado; "parece um de nós", desta vez até com direito a reproduções nos meios da informação pinoca.
É já longínqua aquela infância política que o levou a vestir a pele de um taxista. Infelizmente para ele e para o regime que tão bem representa, não se pode consentir as mesmas coisas que André Ventura.
Nas próximas eleições presidenciais, para essa dispendiosa inconsequência que é a presidência, se não houver alteração significativa de oponentes, é a popularidade do regime que vai ser escrutinada.
Os atores, se não o sabem, já o sentem.
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Este texto não é mais do que a continuação deste outro.
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